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para motocicletas Honda.
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o seu motor.
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Honda vocĂȘ poderĂĄ usar tambĂ©m o
Ăłleo recomendado Mobil Super Moto
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żque o nĂvel de Ăłleo do motor diariamente, antes de pilotar a motocicleta,
e adicione se necessårio. Consulte a pågina 60 para mais informaçÔes.
Atenção!
ConcessionĂĄria vendedora
Certificado de Garantia
N
o
da Nota Fiscal (Honda) N
o
da Nota Fiscal (ConcessionĂĄria) N
o
da Bateria
Nome do Comprador
Rua / Avenida
Cidade UF
A Moto Honda da AmazĂŽnia Ltda. garante a motocicleta nova distribuĂda por suas concessionĂĄrias durante os primeiros
36 (trinta e seis) meses (com exceção dos itens descritos no Termo de Garantia), jå englobando a garantia legal de
90 (noventa) dias, prevista no artigo 26 inciso II do CĂłdigo de Proteção e Defesa do Consumidor, Lei nÂș 8.078
de 11 de setembro de 1990, a contar da data de entrega da motocicleta ao cliente, contra efetivos defeitos de material
ou fabricação.
N
o
do Chassi
MOTO
H
O
N
D
A
DA
A
M
A
ZĂN
IA
LTD
A
.
CĂłdigo da ConcessionĂĄria Vendedora
Data de EmissĂŁo da Nota Fiscal de Venda
/ /
Data de Entrega da Motocicleta ao Cliente
/ /
ConcessĂŁo da Garantia
Os reparos em garantia deverĂŁo ser executados em qualquer
ConcessionĂĄria de motocicletas Honda no territĂłrio nacional
e compreendem o reparo e a substituição gratuitos das peças
defeituosas, desde que nĂŁo excluĂdos pelas observaçÔes
constantes abaixo.
a) Para qualquer reclamação ou serviço dentro da garantia,
Ă© necessĂĄrio apresentar o Manual do ProprietĂĄrio/Certifi-
cado de Garantia.
b) A Honda atende a motocicleta, em garantia, através de
suas concessionĂĄrias de motocicletas Honda no territĂłrio
nacional, ficando sujeita à verificação para anålise do
componente defeituoso por parte do Departamento de
Serviços Pós-Venda da Honda.
c) Se for constatada a deficiĂȘncia de material ou fabricação, o
serviço serå efetuado gratuitamente com exceção de custos
de transporte, peças e materiais não cobertos pela garantia.
d) A Honda tem exclusividade nos pareceres e nĂŁo autoriza
outra pessoa ou entidade a se responsabilizar ou julgar qual
-
quer defeito apresentado durante a vigĂȘncia da garantia.
e) A substituição ou reparo, em qualquer circunstùncia, serå
da peça defeituosa e outras estritamente necessårias. Em
hipótese alguma haverå a substituição de conjuntos e
subconjuntos, tampouco da motocicleta.
f) Quando da solicitação da garantia, deverå ser apresentada
à concessionåria a motocicleta e nunca a peça defeituosa
separadamente.
g) A Honda sĂł concederĂĄ a garantia se forem executadas as
revisÔes periódicas estipuladas na Tabela de Manutenção,
mediante a apresentação deste certificado com os quadros
correspondentes às revisÔes jå vencidas devidamente
preenchidos e assinados pela concessionĂĄria de motocicletas
Honda no território nacional executante do serviço.
Termo de Garantia
h) As peças substituĂdas em garantia sĂŁo de propriedade da
Honda.
i) A Honda nĂŁo se responsabiliza por lucros cessantes ou
gastos decorrentes do tempo em que a motocicleta ficar
imobilizada para a execução de qualquer serviço.
j) A garantia da bateria terĂĄ validade de 1 ano sem limite de
quilometragem, a partir da data de entrega da motocicleta
ao cliente.
Responsabilidade do ProprietĂĄrio
⹠Efetuar as inspeçÔes e manutençÔes recomendadas de
acordo com as especificaçÔes descritas neste manual.
âą Notificar imediatamente sua
concessionĂĄria de motocicletas
Honda após constatação de alguma irregularidade.
âą Apresentar o Certificado de Garantia (parte integrante deste
manual) ao solicitar reparos.
âą Despesas de mĂŁo de obra para a 1
a
e 2
a
revisĂŁo serĂŁo gratuitas
se realizadas dentro do perĂodo programado. Componentes
de desgaste natural, fluidos e itens de manutenção em geral,
sĂŁo de responsabilidade do proprietĂĄrio.
Responsabilidade da ConcessionĂĄria
âą Preencher o Certificado de Garantia e os itens deste manual.
âą Explicar ao
proprietĂĄrio suas responsabilidades e sua impor-
tùncia quanto às manutençÔes e inspeçÔes.
âą
Certificar-se de que todos os reparos e inspeçÔes foram
efetuados conforme as especificaçÔes da
Honda
.
1. Itens nĂŁo cobertos pela garantia
Manutenção:
As despesas referentes à reposição de itens de manutenção
correrĂŁo por conta do proprietĂĄrio. SĂŁo considerados itens
de manutenção os componentes ou produtos quando
aplicados ou substituĂdos nas revisĂ”es periĂłdicas. Abaixo
alguns exemplos:
a) calços de ajuste de vålvulas, juntas, guarniçÔes, retentores,
anéis de vedação e velas de ignição;
b) custos dos filtros, lubrificantes, combustĂveis e materiais de
limpeza correm por conta do proprietĂĄrio.
Desgaste natural:
Componentes que sofrem desgaste natural em função do
uso deverĂŁo ser periodicamente substituĂdos, de acordo
com a Tabela de Manutenção ou conforme avaliação das
ConcessionĂĄrias de motocicletas Honda. Estes componentes
estĂŁo cobertos pela garantia legal de 90 (noventa) dias para
os problemas decorrentes de defeitos de peças, fabricação
ou montagem. ApĂłs este perĂodo, todas as despesas sĂŁo de
responsabilidade do proprietĂĄrio. Abaixo alguns exemplos:
a) desgaste natural de peças e conjuntos decorrente da
utilização da motocicleta, tais como pneus, cùmaras de
ar, lĂąmpadas, corrente de transmissĂŁo, pinhĂŁo, coroa,
componentes do sistema de freio (discos, sapatas, cabos,
pastilhas e cubos da roda), amortecedores e cabos em geral;
b) desgaste, superaquecimento ou sobrecarga no sistema
de embreagem;
c) descoloração ou alteração na tonalidade das superfĂcies
(ex.: escapamento, tampas do motor, discos de freio e
cubo das rodas);
d) oxidação/corrosão provenientes da utilização, maresia,
exposição a ambiente corrosivo, lavagem incorreta ou
com produtos agressivos;
e) descoloração ou alteração na tonalidade de peças plåsticas;
f) ocorrĂȘncias que nĂŁo afetam a segurança ou o funcio-
namento normal da motocicleta, segundo a Honda
(ex.: sinais de vazamento de Ăłleo, leves tendĂȘncias dire-
cionais e ruĂdos mecĂąnicos);
g) danos de qualquer natureza decorrentes da utilização
inadequada da motocicleta (ex.: excesso de peso, impactos
contra buracos, etc.);
h) danos ocasionados pelo uso de combustĂveis ou lubrifi-
cantes nĂŁo especificados ou de baixa qualidade;
i) danos ocasionados por produtos ou procedimentos de
limpeza e conservação inadequados (origem quĂmica ou
mecĂąnica);
j) serviços de ajuste e limpeza, não inclusos nas revisÔes
gratuitas, correm por conta do proprietĂĄrio;
k) defeitos e/ou danos gerais causados por desuso prolon-
gado (ex.: bateria descarregada, pneus deformados ou
com rachaduras, etc.);
l) trincas ou manchas causadas por ação externa de lavagem
e/ou manuseio;
m) danos ao motor causados pela aspiração de ågua durante
a pilotagem em terreno alagado;
n) danos gerais causados pelo não respeito às instruçÔes de
utilização, pilotagem e conservação descritas no Manual
do ProprietĂĄrio;
o) danos ao sistema elétrico decorrentes do uso de acessórios
nĂŁo originais (alarmes, rastreadores, farol auxiliar,
lĂąmpadas xenon) ou auxĂlio externo para partida;
p) desgaste por atrito de uso (assento, manoplas, tanque de
combustĂvel, carenagens, etc.)
Outras exclusÔes da garantia
a) Falha dos sistemas de controle de emissĂ”es e de combustĂvel
causadas por alteraçÔes, acidentes, uso inadequado ou
utilização de aditivos nĂŁo incorporados ao combustĂvel,
alĂ©m do uso de combustĂvel com especificação discordante
da estabelecida pela ANP (AgĂȘncia Nacional de PetrĂłleo)
para uso automotivo, incluindo-se contaminação ou
adulteração.
b) Falhas ou danos devido à utilização de lubrificantes, com-
bustĂveis, fluidos ou gases nĂŁo especificados neste manual.
c) Pneus: impactos em obstĂĄculos, buracos, guias ou sarjetas
podem ocasionar cortes e rompimentos dos cordéis
internos do pneu ou das paredes laterais, inutilizando-o.
Os primeiros sintomas dessas avarias sĂŁo: esvaziamento
imediato, estouro ou surgimento de bolhas nos pneus.
Estas avarias nĂŁo sĂŁo causadas por defeitos, portanto nĂŁo
sĂŁo cobertas pela garantia.
Mesmo quando os pneus, dentro
de sua vida Ăștil, forem mantidos com a pressĂŁo correta e
alinhados/balanceados corretamente, produzem um ruĂdo
caracterĂstico durante a pilotagem, o que Ă© considerado
absolutamente normal.
d) Balanceamento e alinhamento das rodas e pneus desde que
nĂŁo necessĂĄrios como parte de um reparo em garantia.
e) Recarga de bateria.
f) Danos causados por pedras, granizos, cavacos dentre
outros da mesma natureza.
g) Danos causados por condiçÔes ambientais, fenÎmenos de
natureza e/ou de produtos nĂŁo recomendados.
h) PrejuĂzos ou despesas decorrentes de: custos com trans-
porte, hospedagem, refeição, hospitais e atrasos dentre
outras da mesma natureza.
i) Substituição de peças quanto ao desgaste e ataque de
agente externo.
2. Extinção da garantia
A Honda cancelarĂĄ a garantia se:
a) ocorrer decurso do prazo legal;
b) não houver o cumprimento das recomendaçÔes descritas
nos manuais e/ou Termo de Garantia;
c) ocorrer adulteração do hodÎmetro (quilometragem);
d) a motocicleta for utilizada além da capacidade estabelecida
como excesso de passageiros, carga e reboque;
e) ocorrerem sinistros causados por fenĂŽmenos naturais e/
ou agente externo, tais como incĂȘndios, imersĂŁo total ou
parcial, acidentes, roubos, etc;
f) reparo ou revisÔes forem efetuadas fora das
concessionĂĄrias
de motocicletas Honda no territĂłrio nacional;
g) qualquer uma das revisÔes não for executada dentro do
prazo estipulado; com tolerĂąncia de 900 km a 1.100 km
e 1 dia Ăștil para a revisĂŁo de 1.000 km e de 5.400 km a
6.600 km e 1 dia Ăștil para a revisĂŁo de 6.000 km. A partir
desta revisĂŁo, a tolerĂąncia serĂĄ de 600 km para mais ou
para menos e 1 dia Ăștil;
h) for constatada a utilização não prevista da motocicleta,
como em competiçÔes de qualquer natureza;
i) forem feitas quaisquer alteraçÔes de caracterĂstica da
motocicleta nĂŁo previstas ou autorizadas pelo fabricante;
j) for constatado o uso ou adaptação de peças ou acessórios
não originais que afetem a qualidade e a segurança da
motocicleta;
k) for constatada avaria no item reclamado;
l) o item reclamado tiver sido removido e/ou desmontado
fora de uma concessionĂĄria de motocicletas Honda no
territĂłrio nacional.
A Moto Honda reserva-se o direito de alterar os termos desta
garantia, bem como os seus produtos, a qualquer tempo.
6.000 km ou 12 meses
(o que ocorrer primeiro)
2ÂȘ REVISĂO (MĂO DE OBRA GRATUITA)
O.S. N
o
_______________________________
Inspeção (km): _______________________
Data de Inspeção: ____________________
CĂłdigo ConcessionĂĄria Executante:________
Carimbo e Assinatura do Técnico Autorizado da Concessionåria Executante
1.000 km ou 6 meses
(o que ocorrer primeiro)
1ÂȘ REVISĂO (MĂO DE OBRA GRATUITA)
O.S. N
o
_______________________________
Inspeção (km): _______________________
Data de Inspeção: ____________________
CĂłdigo ConcessionĂĄria Executante:________
Carimbo e Assinatura do Técnico Autorizado da Concessionåria Executante
0 km
REVISĂO
DE ENTREGA
O.S.
N
o
_______________
DATA:
_____ /_____ /______
A finalidade da manutenção periódica é manter a motocicleta sempre em condiçÔes ideais de funcio na mento,
proporcionando uma utilização segura e livre de problemas.
A mão de obra das duas primeiras revisÔes é gratuita, desde que efetuadas em Concessionårias de motocicletas Honda
no território nacional; os lubrificantes, os mate riais de limpeza e as peças de manutenção normal ficam por conta do
proprietårio. As duas primeiras revisÔes (1.000 km e 6.000 km) serão efetuadas pela quilometragem percorrida com
tolerĂąncia de ±10% (de 900 km atĂ© 1.100 km e de 5.400 km atĂ© 6.600 km) ou pelo perĂodo apĂłs a data de entrega
da motocicleta ao cliente: 6 meses ou 12 meses (com tolerĂąncia de 1 dia Ăștil quando o prazo do tĂ©rmino coincide com
sĂĄbado, domingo ou feriado), o que ocorrer primeiro.
ïźî
As revisÔes com mão de obra gratuita só terão validade se efetuadas por uma
ConcessionĂĄria de motocicletas
Honda
no territĂłrio nacional
dentro do perĂodo estipulado pelo fabricante.
ïźî
Os itens que compÔem essas revisÔes são os mencionados na tabela de manutenção no manual.
ïźî
Exija da Concessionåria Honda o carimbo e a assinatura no quadro de controle das revi sÔes periódicas.
RevisÔes com Mão de Obra Gratuita
ManutençÔes Periódicas
12.000 km
ou 18 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
18.000 km
ou 24 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
30.000 km
ou 36 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
24.000 km
ou 30 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
48.000 km
ou 54 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
36.000 km
ou 42 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
42.000 km
ou 48 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
84.000 km
ou 90 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
54.000 km
ou 60 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
66.000 km
ou 72 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
60.000 km
ou 66 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
72.000 km
ou 78 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
78.000 km
ou 84 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
90.000 km
ou 96 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
102.000 km
ou 108 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
96.000 km
ou 102 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
108.000 km
ou 114 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
114.000 km
ou 120 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
120.000 km
ou 126 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
126.000 km
ou 132 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
138.000 km
ou 144 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
132.000 km
ou 138 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
144.000 km
ou 150 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
150.000 km
ou 156 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
156.000 km
ou 162 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
192.000 km
ou 198 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
162.000 km
ou 168 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
174.000 km
ou 180 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
168.000 km
ou 174 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
180.000 km
ou 186 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
186.000 km
ou 192 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
198.000 km
ou 204 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
210.000 km
ou 216 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
204.000 km
ou 210 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
216.000 km
ou 222 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
222.000 km
ou 228 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
264.000 km
ou 270 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
300.000 km
ou 306 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
276.000 km
ou 282 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
312.000 km
ou 318 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
288.000 km
ou 294 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
324.000 km
ou 330 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
270.000 km
ou 276 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
306.000 km
ou 312 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
282.000 km
ou 288 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
318.000 km
ou 324 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
294.000 km
ou 300 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
330.000 km
ou 336 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
234.000 km
ou 240 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
246.000 km
ou 252 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
240.000 km
ou 246 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
252.000 km
ou 258 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
258.000 km
ou 264 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
228.000 km
ou 234 meses
(o que ocorrer primeiro)
REVISĂO
OS n
o
DATA: / /
km:
MANUAL DO PROPRIETĂRIO
Introdução
Este manual Ă© um guia prĂĄtico de como cuidar da motocicleta Honda que vocĂȘ acaba de adquirir. Ele contĂ©m
informaçÔes båsicas para que sua Honda possa ser bem cuidada, desde a inspeção diåria até a manutenção
periĂłdica, e como pilotĂĄ-la corretamente no trĂąnsito.
Sua motocicleta Ă© uma verdadeira mĂĄquina de precisĂŁo. E como toda mĂĄquina de precisĂŁo, necessita de
cuidados especiais para garantir um funcionamento tĂŁo perfeito como aquele apresentado ao sair da fĂĄbrica.
Sua concessionåria Honda terå a maior satisfação em ajudå-lo a manter e conservar sua motocicleta. Ela lhe
oferece toda a assistĂȘncia tĂ©cnica necessĂĄria com pessoal treinado pela fĂĄbrica, peças e equipamentos originais.
Aproveitamos a oportunidade para agradecer a escolha de uma Honda e desejamos que sua motocicleta
possa render o måximo em economia, desempenho, emoção e prazer.
Algumas Palavras sobre a Motocicleta
ParabĂ©ns por escolher uma motocicleta Honda. Quando vocĂȘ adquire uma Honda, automaticamente passa
a fazer parte de uma famĂlia de clientes satisfeitos, ou seja, de pessoas que apreciam a responsabilidade da
Honda em produzir produtos da mais alta qualidade.
Em decorrĂȘncia da evolução dos requisitos ambientais brasileiros, todas as motocicletas comercializadas em
nosso paĂs a partir de 2003 atendem ao Programa Nacional de EmissĂ”es de Poluentes âPROMOTâ â esta-
belecido pelas ResoluçÔes CONAMA nÂș 297/02, nÂș 342/03, nÂș 432/11 e nÂș 456/13 e Instrução Normativa
IBAMA nÂș 17 â motivo pelo qual nossos produtos sofreram ajustes em seus sistemas de admissĂŁo, alimentação
de combustĂvel, escapamento, dentre outros.
Para manter sua motocicleta em perfeitas condiçÔes de uso, apresentamos a seguir algumas informaçÔes
importantes que o ajudarão a entender o seu funcionamento e os cuidados necessårios para sua manutenção.
MOTO HONDA DA AMAZĂNIA LTDA.
A relação completa de endereços e telefones das Concessionårias Honda
pode ser obtida por meio de um dos canais a seguir:
REDE DE CONCESSIONĂRIAS HONDA
Telefone (ligação gratuita):
0800-701 34 32
Internet:
www.honda.com.br
XIII
XRE 300 ABS
Limpeza e Conservação
Sempre reserve um pouco do seu tempo antes e
depois de utilizar a motocicleta. Para proteger seu
investimento, Ă© fundamental que vocĂȘ seja respon-
såvel pela manutenção correta de sua motocicleta.
A inspeção antes do uso e a manutenção diåria, como
limpeza e conservação, são tão importantes quanto
as revisÔes periódicas executadas pelas concessio-
nĂĄrias Honda.
VocĂȘ mesmo pode efetuar a limpeza e conservação
de sua motocicleta. No final deste manual, apresen-
tamos os procedimentos de lavagem, conservação,
desativação e ativação de motocicletas que ficam
imobilizadas por muito tempo.
Se vocĂȘ tiver qualquer dĂșvida, ou se necessitar de
serviços especiais, recomendamos entrar em con-
tato com uma concessionåria Honda que dispÔe de
técnicos qualificados e treinados pela fåbrica, que
conhecem perfeitamente sua motocicleta e estĂŁo
sempre dispostos a ajudĂĄ-lo.
Atenção
ïź
Nunca utilize equipamentos de alta pressĂŁo
para lavar a motocicleta. Recomendamos lavar
a motocicleta pulverizando ĂĄgua (em formato de
leque aberto) sob baixa pressĂŁo, a uma distĂąncia
mĂnima de 1,2 m da motocicleta.
ïź
Materiais ou cuidados inadequados de limpeza
podem danificar sua motocicleta.
ïź
Utilize somente ĂĄgua e xampu neutro para lavar
a motocicleta.
ïź
Nunca utilize solventes quĂmicos e produtos de
limpeza abrasivos.
ïź
Não utilize lã de aço para limpar os raios e/ou
rodas.
ïź
Lave a motocicleta com movimentos circulares
utilizando um pano macio.
ïź
Seque a motocicleta utilizando um pano diferente
do utilizado para lavĂĄ-la.
ïź
Siga rigorosamente as recomendaçÔes relativas
à limpeza e conservação descritas no final deste
manual.
Consulte a pågina 93 para mais informaçÔes.
XIV
XRE 300 ABS
Conservação e Ativação de Motocicletas
Inativas
ïź
Drene o tanque de combustĂvel e pulverize o seu
interior com Ăłleo anticorrosivo em spray.
ïź
Remova a bateria e carregue-a uma vez por mĂȘs,
mantendo-a em lugar protegido.
Atenção
Siga rigorosamente as recomendaçÔes relativas Ă
limpeza e conservação descritas no final do manual.
Consulte a pågina 93 para mais informaçÔes.
Oxidação
Uma das principais consequĂȘncias da conservação
inadequada da motocicleta é o processo de oxidação.
A motocicleta Ă© diferente de outros veĂculos uma vez
que tem seu chassi e peças aparentes desprotegidos.
Muitos componentes metĂĄlicos sĂŁo expostos devido ao
sistema de fixação utilizado. Todo material metålico
Ă© passĂvel de oxidação pelo simples contato com o
oxigĂȘnio.
Este processo, também conhecido como ferrugem,
pode ser acelerado devido ao contato constante com
a ĂĄgua e substĂąncias salinas.
O processo de oxidação pode ser facilmente contro-
lado, desde que a limpeza e conservação sejam exe-
cutadas corretamente. Recomendamos ainda outros
cuidados especiais, tais como lavagens constantes,
secagem e aplicação de produtos antioxidantes,
sempre que necessĂĄrio.
Lembramos que o desgaste natural e a corrosĂŁo nĂŁo
sĂŁo itens cobertos pela garantia. No final do manual
apresentamos também informaçÔes importantes
para ajudå-lo a evitar o processo de oxidação de
sua motocicleta.
(cont.)
XV
XRE 300 ABS
Atenção
ïź
Lave a sua motocicleta imediatamente apĂłs pi-
lotar em regiÔes litorùneas, em caso de contato
com ĂĄgua de chuva, ou apĂłs atravessar riachos
ou alagamentos para evitar oxidação.
ïź
Para lavar a motocicleta, use somente ĂĄgua sob
baixa pressão e não use lã de aço ou abrasivos
para limpar raios e/ou rodas.
Consulte a pĂĄgina 93
para mais informaçÔes.
Garantia
A garantia Honda Ă© concedida pelo perĂodo de 3
anos sem limite de quilometragem a partir da data
de entrega da motocicleta ao cliente, dentro das
seguintes condiçÔes:
1. Todas as revisÔes periódicas devem ser executadas
somente em uma concessionĂĄria Honda no terri-
tĂłrio nacional.
2. NĂŁo devem ser instalados acessĂłrios nĂŁo originais.
3. Não devem ser feitas alteraçÔes não previstas ou
nĂŁo autorizadas pelo fabricante nas caracterĂsticas
da motocicleta.
Atenção
Os itens abaixo nĂŁo sĂŁo cobertos pela garantia
Honda:
ïź
peças de desgaste natural, tais como vela de
ignição, pneus, cùmaras de ar, lùmpadas, ba-
teria, corrente de transmissĂŁo, pinhĂŁo, coroa,
pastilhas do freio, sistema de embreagem, juntas,
guarniçÔes, retentores, anéis de vedação e cabos
em geral;
ïź
descoloração, manchas e alteração nas superfĂcies
pintadas ou cromadas (exemplo: escapamento);
ïź
corrosĂŁo do produto.
Veja mais informaçÔes no verso do Certificado de Garantia.
XVI
XRE 300 ABS
RevisÔes com Mão de Obra Gratuita
A mão de obra das revisÔes de 1.000 km e 6.000
km Ă© gratuita, desde que executadas em concessio-
nårias Honda no território nacional. Essas revisÔes
serĂŁo efetuadas pela quilometragem percorrida com
tolerùncia de ±10% (de 900 km até 1.100 km e de
5.400 km atĂ© 6.600 km) ou pelo perĂodo apĂłs a data
de entrega da motocicleta ao cliente (6 meses e 12
meses), o que ocorrer primeiro.
Veja mais informaçÔes no verso do Certificado de Garantia.
NĂvel de Ăleo do Motor
Verifique o nĂvel de Ăłleo do motor diariamente, antes
de pilotar a motocicleta, e adicione se necessĂĄrio.
Consulte a pågina 60 para mais informaçÔes.
CombustĂvel Adulterado
O uso de combustĂvel de baixa qualidade ou adul-
terado pode:
ïź
diminuir o desempenho da motocicleta;
ïź
aumentar o consumo de combustĂvel e Ăłleo;
ïź
comprometer a vida Ăștil do motor e causar o seu
travamento em casos extremos.
Defeitos decorrentes do uso de combustĂvel inadequa-
do nĂŁo serĂŁo cobertos pela garantia.
XVII
XRE 300 ABS
RuĂdos
Sua motocicleta Ă© propulsionada por um motor al-
ternativo e estå em conformidade com a legislação
vigente de controle de poluição sonora para veĂculos
automotores.
Muitas peças móveis são utilizadas no processo de
fabricação do motor. O mecanismo possui tolerùncias
de fabricação, seguindo rigorosamente as normas
de engenharia e controle de qualidade de fĂĄbrica.
Dependendo da variação dessas tolerùncias, alguns
motores poderĂŁo apresentar ruĂdos caracterĂsticos
diferentes das motocicletas de mesma cilindrada.
Essa variação geralmente é percebida com a alteração
térmica do motor e é considerada absolutamente
normal.
Atenção
Não remova nenhum elemento de fixação e utilize
somente peças originais Honda para evitar ruĂdos
desagradĂĄveis.
VibraçÔes
O motor desta motocicleta tem o funcionamento al-
ternativo, caracterĂstico dos motores automotivos de
combustĂŁo interna (ciclo Otto). Assim, possui diversos
componentes com movimentos alternados, sincroniza-
dos com o eixo do motor e, durante o funcionamento,
surgem vibraçÔes e ruĂdos que sĂŁo absolutamente
normais e caracterĂsticos deste tipo de motor.
As vibraçÔes são transmitidas ao longo de toda a
motocicleta, podendo ser amplificadas, dependendo
da geometria de cada componente, a exemplo do
guidĂŁo, para-lama traseiro, tanque de combustĂvel,
dentre vĂĄrios outros.
As vibraçÔes podem surgir também ao pilotar sobre
pistas irregulares ou devido ao efeito aerodinĂąmico
(impacto do ar com diversos componentes ou piloto).
VibraçÔes não são caracterizadas como anomalias e
sim como uma caracterĂstica de qualquer veĂculo au-
tomotor e, portanto, nĂŁo sĂŁo cobertas pela garantia.
(cont.)
XVIII
XRE 300 ABS
Ao longo da utilização, as vibraçÔes descritas podem
ocasionar o afrouxamento de parafusos e compo-
nentes. Por isso, siga rigorosamente a tabela de
manutenção e utilize somente peças genuĂnas Honda.
Atenção
Verifique constantemente as condiçÔes de todos
os fixadores quando utilizar a motocicleta em
superfĂcies acidentadas para evitar vibraçÔes de-
sagradĂĄveis.
ExaustĂŁo dos Gases do Escapamento
Embora todas as motocicletas produzidas pela Moto
Honda da AmazĂŽnia estejam em total conformidade
com o Promot e, portanto, o seu nĂvel de emissĂŁo de
poluentes seja assegurado pela qualidade do projeto
e do processo produtivo, os gases produzidos pela
combustĂŁo no motor apresentam um odor caracte-
rĂstico que pode, eventualmente, impregnar as roupas
e pertences do usuĂĄrio.
Uma vez que piloto e passageiro de motocicletas
estão totalmente expostos às condiçÔes ambientais,
tal situação, embora por vezes desagradåvel, não
configura problema de produto e pode ser agravada
por diversos fatores, entre os quais:
ïź
condiçÔes climåticas (temperatura, umidade do ar,
vento, etc.);
ïź
posicionamento da saĂda do escapamento (baixo
ou alto, prĂłximo ao usuĂĄrio);
ïź
qualidade do combustĂvel utilizado;
ïź
modo de utilização (cidade ou estrada, baixa ou
alta velocidade, etc.).
1
XRE 300 ABS
Todas as informaçÔes, ilustraçÔes e especificaçÔes incluĂdas nesta publicação sĂŁo baseadas nas informaçÔes
mais recentes disponĂveis sobre o produto no momento de autorização da impressĂŁo.
A Moto Honda da AmazĂŽnia Ltda. se reserva o direito de alterar as caracterĂsticas da motocicleta a qualquer
tempo e sem aviso prévio, sem que por isso incorra em obrigaçÔes de qualquer espécie.
Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida sem autorização por escrito.
XRE 300 ABS
2
XRE 300 ABS
Notas Importantes
ïź
Esta motocicleta foi projetada para transportar piloto e passageiro. Nunca exceda a capacidade mĂĄxima
de carga (pĂĄgina 15) e verifique sempre a pressĂŁo recomendada para os pneus (pĂĄgina 50).
ïź
As ilustraçÔes apresentadas no manual destinam-se a facilitar a identificação dos componentes. Elas podem
diferir um pouco dos componentes de sua motocicleta.
ïź
Esta motocicleta foi projetada para ser pilotada em estradas pavimentadas e off-road.
ïź
Leia atentamente este manual e preste atenção especial às afirmaçÔes precedidas das seguintes palavras:
CuidAdo
Indica, além da possibilidade de dano à motocicleta, risco ao piloto e ao passageiro se as instruçÔes não
forem seguidas.
Atenção
Indica a possibilidade de dano à motocicleta se as instruçÔes não forem seguidas.
NOTA
Fornece informaçÔes Ășteis.
3
XRE 300 ABS
ĂNDICE
ASSISTĂNCIA AO CLIENTE 7
PILOTAGEM COM SEGURANĂA 8
Regras de Segurança ......................................8
Pilotagem sob Mås CondiçÔes de Tempo .....9
Equipamentos de Proteção .............................. 9
ModificaçÔes ................................................10
Cuidados com Alagamentos .........................10
Opcionais .................................................... 10
Segurança no Off-Road ................................ 11
AcessĂłrios e Carga .......................................13
AcessĂłrios ................................................13
Carga ......................................................15
PRECAUĂĂES DE PILOTAGEM 17
Cuidados para Amaciar o Motor ................... 17
Frenagem ....................................................17
Sistema de Freio Antibloqueio (ABS) ..........18
Freio-motor ..............................................18
Pilotagem sob Chuva ................................ 18
Abastecimento de CombustĂvel ......................18
Estacionamento ............................................19
Como Prevenir Furtos ................................20
INSTRUMENTOS, CONTROLES E
FUNCIONAMENTO 21
Localização dos Controles ............................21
Instrumentos ................................................23
Configuração de exibição .........................26
Ajuste do RelĂłgio ..................................... 27
Ajuste do brilho do painel de instrumentos ....28
Indicadores .................................................. 29
Interruptores ................................................30
Trava da Coluna de Direção ......................31
Partida do Motor ..........................................32
Troca de Marchas .........................................33
Tanque de CombustĂvel .................................34
Abertura da tampa do tanque ...................34
Fechamento da tampa do tanque ..............34
InstruçÔes de abastecimento ......................35
Indicador de partida a frio ........................37
Falta de combustĂvel .................................37
Compartimento do Jogo de Ferramentas/
Porta-documentos ....................................38
Suporte de Capacete ................................39
(cont.)
4
XRE 300 ABS
MANUTENĂĂO 40
Tabela de Manutenção .................................40
Cuidados na Manutenção .............................43
PrincĂpios da Manutenção ............................. 43
Inspeção Antes do Uso ..............................43
Peças de Reposição ...................................44
Bateria .....................................................44
FusĂveis ....................................................46
Ăleo do Motor .........................................47
Fluido de Freio .........................................48
Corrente de TransmissĂŁo ...........................48
Respiro do Motor ......................................50
Pneus .......................................................50
Filtro de Ar ...............................................53
Jogo de Ferramentas ....................................53
Remoção e Instalação de
Componentes do Chassi ...............................54
Duto de Ar ...............................................54
Tampa Lateral Esquerda ............................55
Bateria .....................................................56
Presilhas ...................................................57
Vela de Ignição ............................................58
Ăleo do Motor .............................................60
Verificação do NĂvel .................................. 60
Adição .....................................................61
Troca do Ăłleo e do filtro de Ăłleo ................ 61
Freios ..........................................................64
Verificação do NĂvel de Fluido ...................64
Verificação das Pastilhas do Freio ..............65
Ajuste do Interruptor da Luz do Freio .........66
Cavalete Lateral ...........................................66
Corrente de TransmissĂŁo ..............................67
Inspeção do Deslizador da Corrente .......... 70
Aros e Raios ................................................. 70
Embreagem .................................................71
Verificação da Folga da Alavanca .............. 71
Ajuste da Folga .........................................71
Acelerador ...................................................73
Verificação ...............................................73
Respiro do Motor ......................................73
Folga das VĂĄlvulas .......................................74
Outros Ajustes ..............................................74
Ajuste do Facho do Farol ...........................74
Espelho Retrovisor .....................................76
(cont.)
5
XRE 300 ABS
DIAGNOSE DE DEFEITOS 77
O Motor NĂŁo DĂĄ Partida ..............................77
O Motor de Partida Funciona mas o
Motor NĂŁo DĂĄ Partida ...............................77
O Motor de Partida NĂŁo Funciona ............. 77
Os Indicadores se Acendem ou Piscam ..........77
Indicador de Falha do PGM-FI ...................77
Indicador do ABS ...................................... 77
Indicação de Falha do Medidor de
CombustĂvel ................................................. 78
Pneu Furado ................................................78
Reparo e Substituição da Cùmara de Ar.....79
Rodas ..........................................................79
Roda Dianteira .........................................79
Roda Traseira ...........................................81
Falha Elétrica ...............................................83
Bateria Sem Carga ...................................83
LĂąmpadas Queimadas ..............................83
FusĂvel Queimado .....................................86
FusĂvel principal ........................................ 86
FusĂveis do ABS .........................................87
INFORMAĂĂES GERAIS 88
Chaves ........................................................88
Chave de Ignição .....................................88
Instrumentos, Controles e Outros Componentes .88
Interruptor de Ignição ...............................88
Interruptor do Motor .................................88
HodĂŽmetro ...............................................88
HodĂŽmetro Parcial .................................... 89
Porta-documentos .....................................89
Corte da Ignição .......................................89
Catalisador .................................................. 89
COMO TRANSPORTAR A
MOTOCICLETA 90
Reboque para Motocicletas ........................... 91
ECONOMIA DE COMBUSTĂVEL 92
CondiçÔes da Motocicleta ............................. 92
Maneira de Pilotar ........................................ 92
CondiçÔes Externas ......................................92
(cont.)
6
XRE 300 ABS
LIMPEZA E CONSERVAĂĂO 93
Equipamentos de Lavagem ...........................94
Como Lavar a Motocicleta ............................95
Componentes de AlumĂnio ............................98
Painéis ........................................................ 98
Manutenção do Tubo de Escapamento e
Silencioso.....................................................98
CONSERVAĂĂO DE MOTOCICLETAS
INATIVAS 99
Ativação da Motocicleta .............................. 101
NĂVEL DE RUĂDOS 102
PROGRAMA DE CONTROLE DE
POLUIĂĂO DO AR 103
Controle de EmissÔes .................................103
PRESERVAĂĂO DO MEIO AMBIENTE 104
IDENTIFICAĂĂO DA MOTOCICLETA 105
Identificação do Ano de Fabricação.............106
Etiqueta com CĂłdigo de Barras ...................106
ESPECIFICAĂĂES TĂCNICAS 108
MANUAL DO CONDUTOR
7
XRE 300 ABS
ASSISTĂNCIA AO CLIENTE
Para assuntos relacionados a produtos, serviços e peças entre em contato com a årea de Relacionamento
com o Cliente Honda.
NOTA
Para facilitar o atendimento, tenha em mãos as seguintes informaçÔes:
ïź nome, endereço e telefone do proprietĂĄrio;
ïź nĂșmero do chassi;
ïź ano e modelo da motocicleta;
ïź data de entrega da motocicleta ao cliente e quilometragem da motocicleta;
ïź concessionĂĄria na qual efetuou o serviço.
Para assuntos relacionados ao ConsĂłrcio Nacional Honda (CNH) e Banco Honda, consulte nĂșmeros especĂficos
no site www.honda.com.br
Relacionamento com o Cliente Honda
0800 055 22 21
Segunda a Sexta
(dias Ășteis)
HorĂĄrio Atendimento
8:00 Ă s 20:00 horas InformaçÔes, DĂșvidas e SugestĂ”es
9:00 às 17:00 horas Suporte Técnico
8
XRE 300 ABS
PILOTAGEM COM SEGURANĂA
CuidAdo
Pilotar uma motocicleta requer certos cuidados para
garantir sua segurança. Leia atentamente todas as
informaçÔes a seguir antes de pilotar.
Regras de Segurança
1. Faça sempre uma Inspeção Antes do Uso (pågina
43), antes de acionar o motor. Isso pode evitar
acidentes e danos Ă motocicleta.
2. Pilote somente se for habilitado. NUNCA empreste
sua motocicleta a pilotos inexperientes.
3. Na maioria dos acidentes entre automĂłveis e
motocicletas, o motorista alega nĂŁo ter visto a
motocicleta. Para evitar que isso aconteça:
ïź
ande sempre com o farol ligado;
ïź
use sempre roupas e capacetes de cor clara e
visĂvel;
ïź
nĂŁo se posicione em locais onde o motorista
possa ter sua visĂŁo encoberta. Veja e seja visto.
4. Obedeça às leis de trùnsito.
ïź
A velocidade excessiva Ă© um fator comum a muitos
acidentes. Respeite os limites de velocidade e NUN-
CA pilote além do que as condiçÔes permitem.
ïź
Sinalize antes de fazer conversÔes ou mudar de
pista. O tamanho e a maneabilidade da moto-
cicleta podem surpreender outros motoristas.
5. NĂŁo se deixe surpreender por outros motoristas.
Fique atento nos cruzamentos, entradas/saĂdas de
estacionamentos, vias expressas e rodovias.
6. Mantenha ambas as mãos no guidão e os pés nos
pedais de apoio ao pilotar. O passageiro deve
segurar-se com as duas mĂŁos no piloto ou nas
alças traseiras e manter os pés nos pedais de apoio.
7. Nunca deixe sua motocicleta sozinha com o motor
ligado.
8. Regule os espelhos retrovisores (pĂĄgina 76).
9. Em caso de acidente, avalie a gravidade dos feri-
mentos pessoais e a condição da motocicleta para
certificar-se de que Ă© seguro continuar pilotando.
Se necessĂĄrio, chame socorro especializado. Caso
o acidente envolva terceiros, obedeça às leis per-
tinentes. Assim que possĂvel, procure uma conces-
sionĂĄria Honda para inspecionar a motocicleta.
9
XRE 300 ABS
Equipamentos de Proteção
CuidAdo
Para reduzir as chances de ferimentos fatais, as
ResoluçÔes CONTRAN nÂș 453 de 26/09/2013 e
nÂș 680 de 25 de julho de 2017, estabelecem a
obrigatoriedade do uso do capacete pelo piloto
e passageiro.
O não cumprimento destas implicarå nas sançÔes
previstas pelo CĂłdigo de TrĂąnsito Brasileiro.
1. Use somente capacetes com o selo do INMETRO.
Ele garante que o capacete atende aos requisitos
de segurança previstos pela legislação brasileira.
A viseira do capacete deve ser transparente (sem
pelĂcula) e estar totalmente abaixada durante a
pilotagem. Se o capacete for do tipo aberto, use
óculos de proteção para motociclistas. Botas, luvas
e roupas protetoras sĂŁo essenciais. O passageiro
necessita da mesma proteção.
Pilotagem sob Mås CondiçÔes de Tempo
Pilotar sob mås condiçÔes de tempo, como chuva ou
neblina, requer uma técnica diferente de pilotagem
devido Ă redução da visibilidade e aderĂȘncia dos pneus.
Atenção
ïź
Este modelo nĂŁo Ă© especificado para trans-
porte de carga.
ïź
A utilização desta motocicleta para o transporte
remunerado de carga conforme as ResoluçÔes
CONTRAN nÂș 356, de 02/08/2010 nÂș 378, de
06/04/2011, nĂŁo Ă© recomendada para este mo-
delo. Para o perfeito entendimento dos requisitos
legais relacionados ao transporte remunerado
de carga, leia com atenção o conteĂșdo das
ResoluçÔes CONTRAN nÂș 356, de 02/08/2010
e nÂș 378, de 06/04/2011 e suas atualizaçÔes,
disponĂveis no site www.denatran.gov.br.
ïź
A Moto Honda da AmazĂŽnia Ltda. nĂŁo se res-
ponsabiliza pela instalação de acessórios não
originais ou por danos causados Ă motocicleta
pela utilização destes.
ïź
A responsabilidade por problemas em acessĂłrios
nĂŁo originais caberĂĄ exclusivamente ao fabrican-
te/fornecedor/instalador do acessĂłrio.
(cont.)
10
XRE 300 ABS
1
1. Protetores de escapamento
2. Esta motocicleta atende a Resolução CONTRAN
nÂș 228 de 02/03/2007, e utiliza um sistema de
exaustĂŁo de parede dupla com protetores de es-
capamento. Use roupas que protejam as pernas
e os braços. Não toque no motor e escapamento
mesmo apĂłs desligar o motor.
3. Para evitar possĂvel dano Ă motocicleta ou perten-
ces pessoais devido ao aquecimento, nĂŁo bloqueie
ou restrinja o fluxo de ar ao redor do silencioso
com carga ou roupa.
4. NĂŁo use roupas soltas que possam se enganchar
nas alavancas de controle, pedais de apoio, cor-
rente de transmissĂŁo ou nas rodas.
ModificaçÔes
CuidAdo
A modificação ou remoção de peças originais da
motocicleta pode reduzir a segurança e infringir
as leis de trùnsito. Obedeça às normas que regu-
lamentam o uso de equipamentos e acessĂłrios.
Cuidados com Alagamentos
Ao trafegar em locais alagados, riachos e enchentes,
evite a entrada de ĂĄgua no motor pelo filtro de ar.
Isso poderå causar o efeito de calço hidråulico, o qual
danificarĂĄ o motor.
A entrada de ĂĄgua no motor causarĂĄ a contamina-
ção do óleo lubrificante. Caso ocorra tal situação,
desligue o motor imediatamente e substitua o Ăłleo
em uma concessionĂĄria Honda para certificar-se da
eliminação da ågua do motor e execução de revisão
e manutenção adequada.
Opcionais
Dirija-se a sua concessionĂĄria Honda para obter
informaçÔes sobre os opcionais disponĂveis para sua
motocicleta.
11
XRE 300 ABS
Segurança no Off-Road
Para garantir a segurança no off-road, siga as reco-
mendaçÔes abaixo.
1. Equipamentos de proteção
Essenciais para sua segurança. Habitue-se a uså-
los sempre.
ïź
Capacete â equipamento indispensĂĄvel.
ïź
Ăculos â quanto maior a visibilidade, melhor.
Escolha Ăłculos que nĂŁo quebrem ou estilhacem.
ïź
Camisas de mangas compridas com enchimento
nos cotovelos e ombros protegem contra possĂveis
escoriaçÔes nos braços.
ïź
Luvas â as acolchoadas no dorso sĂŁo mais
indicadas. Devem se ajustar perfeitamente Ă s
mĂŁos.
ïź
Faixa abdominal â protege os ĂłrgĂŁos internos
contra solavancos.
ïź
Calças de nåilon com protetor nos joelhos ou
jeans reforçados aumentam a proteção. Escolha
o tamanho certo para perfeita liberdade de
movimento.
ïź
Botas â devem ser de couro reforçado com solado
grosso e com sulcos, de preferĂȘncia com biqueira
de aço. Devem ainda ser flexĂveis e perfeitamente
ajuståveis aos pés.
ïź
Bolsa de cintura â importante para carregar peças
sobressalentes e peças removidas da motocicleta.
2. Preparação da motocicleta
Para a prĂĄtica do off-road, Ă© fundamental que a mo-
tocicleta esteja em perfeitas condiçÔes mecùnicas.
Os suportes da alavanca do freio dianteiro, da
alavanca da embreagem e das sinaleiras diantei-
ras devem ser afrouxados para girar em caso de
queda, evitando a quebra. Afrouxe-os de forma
que seja necessåria apenas uma pequena força
para girarem. Em condiçÔes mais severas de uso,
remova os espelhos retrovisores e as sinaleiras.
3. Peças sobressalentes
IndispensĂĄveis para quem pratica o off-road. Leve,
sempre que possĂvel, alavancas de embreagem
e freio, além de parafusos e porcas. Quanto a
outras peças, vale a experiĂȘncia do piloto, sempre
seguindo o bom senso.
NOTA
Leve todas as ferramentas da motocicleta e um kit de
primeiros socorros.
12
XRE 300 ABS
4. Pilotagem off-road
NOTA
As normas de trĂąnsito proĂbem o uso de motocicletas
em vias pĂșblicas sem os espelhos retrovisores, sinalei-
ras, farol, lanterna traseira, buzina e placa de licença.
Antes de enfrentar locais pouco conhecidos, observe
as seguintes recomendaçÔes:
ïź
obedeça sempre às leis e normas relativas à pilo-
tagem off-road;
ïź
obtenha permissĂŁo para pilotar em propriedades
privadas. Evite locais proibidos;
ïź
nĂŁo transporte passageiro e cargas pesadas du-
rante a pilotagem off-road;
ïź
ande sempre acompanhado para poder receber
ajuda, em caso de avaria;
ïź
para solucionar problemas que possam ocorrer
em locais desertos, Ă© fundamental que vocĂȘ esteja
familiarizado com a motocicleta;
ïź
nĂŁo pilote a motocicleta alĂ©m de sua experiĂȘncia e
habilidade, nem mais rĂĄpido do que o local permite;
ïź
se nĂŁo estiver familiarizado com o terreno, pilote
com cautela: pedras escondidas, buracos e bar-
rancos podem provocar acidentes;
ïź
o silencioso Ă© necessĂĄrio na maioria das ĂĄreas off-
road. NĂŁo modifique o sistema de escapamento
da motocicleta. Lembre-se de que ruĂdo excessivo
incomoda as pessoas e cria uma imagem negativa
do motociclismo.
13
XRE 300 ABS
AcessĂłrios e Carga
CuidAdo
ïź
Para evitar acidentes, sobrecarga e danos,
tenha extremo cuidado ao instalar acessĂłrios
e acomodar qualquer carga na motocicleta,
e ao pilotå-la com os mesmos. A colocação
de acessĂłrios e carga pode reduzir a estabili-
dade, desempenho e limite de velocidade de
segurança da motocicleta. Lembre-se de que o
desempenho pode ser reduzido ainda mais com
a instalação de acessórios não originais Honda,
carga mal distribuĂda, pneus gastos, mau estado
da motocicleta, e mås condiçÔes das estradas e
do tempo.
ïź
Estas precauçÔes gerais podem ajudå-lo a deci-
dir se e como equipar sua motocicleta, e como
acomodar a carga com segurança.
ïź
A estabilidade e dirigibilidade da motocicleta
podem ser afetadas por cargas e acessĂłrios que
estejam mal fixados. Verifique frequentemente a
fixação da carga e acessórios.
AcessĂłrios
Os acessĂłrios originais Honda foram projetados
especificamente para esta motocicleta. Lembre-se
de que vocĂȘ Ă© diretamente responsĂĄvel pela escolha,
instalação e uso correto de acessórios não originais.
Observe as recomendaçÔes sobre carga citadas
anteriormente e as seguintes:
1. Verifique o acessĂłrio cuidadosamente e sua pro-
cedĂȘncia, assegurando-se de que este nĂŁo afete:
ïź
a visualização do farol, lanterna traseira, sina-
leiras e placa de licença;
ïź
a distĂąncia mĂnima do solo (no caso de prote-
tores);
ïź
o ùngulo de inclinação da motocicleta;
ïź
o curso da direção;
ïźî
o curso das suspensÔes traseira e dianteira;
ïź
a visibilidade do piloto;
ïź
o acionamento dos controles;
ïźî
a estrutura da motocicleta (chassi);
ïźî
o torque de porcas, parafusos e fixadores;
ïź
ou exceda a capacidade de carga.
(cont.)
14
XRE 300 ABS
2. Carenagens grandes ou para-brisa montados nos
garfos, inadequados para a motocicleta ou insta-
lados incorretamente, podem causar instabilidade.
NĂŁo instale carenagens que restrinjam o fluxo de
ar para o motor.
3. Acessórios que alteram a posição de pilotagem,
afastando as mãos e os pés dos controles, dificul-
tando o acesso aos mesmos, consequentemente
aumentam o tempo necessårio à reação do mo-
tociclista em situaçÔes de emergĂȘncia.
4. Não instale equipamentos elétricos que possam
exceder a capacidade do sistema elétrico da mo-
tocicleta. Toda pane no circuito elétrico é perigosa.
Além de afetar o sistema de iluminação e sinaliza-
ção, provoca uma queda no rendimento do motor.
5. Esta motocicleta nĂŁo foi projetada para receber
sidecars ou reboques. A instalação de tais acessó-
rios submete os componentes do chassi a esforços
excessivos, causando danos à motocicleta, além de
prejudicar a dirigibilidade.
6. Qualquer modificação no sistema de arrefecimento
provoca superaquecimento e sérios danos ao motor.
7. Esta motocicleta nĂŁo foi projetada para utilizar
sistema de alarme. A utilização de qualquer tipo de
alarme poderå afetar o sistema elétrico da motoci-
cleta. A Honda cancelarĂĄ a garantia se constatar o
uso de algum tipo de alarme.
15
XRE 300 ABS
Carga
O peso e a acomodação da carga são muito im-
portantes para sua segurança. Sempre que pilotar a
motocicleta com um passageiro ou carga, observe as
seguintes precauçÔes:
1. Mantenha o peso da bagagem perto do centro
da motocicleta. Distribua o peso uniformemente,
em ambos os lados da motocicleta, para evitar
desequilĂbrios. Ă medida que se afasta o peso do
centro da motocicleta, a dirigibilidade Ă© afetada.
2. Ajuste a pressĂŁo dos pneus (pĂĄgina 50) de
acordo com a carga e condiçÔes da pista.
3. A estabilidade e a dirigibilidade da motocicleta po-
dem ser afetadas por cargas mal fixadas. Verifique
frequentemente a fixação da carga.
4. NĂŁo prenda objetos grandes ou pesados no gui-
dĂŁo, amortecedores dianteiros ou para-lama. Isso
poderia resultar em instabilidade da motocicleta
ou resposta lenta da direção.
5. Para evitar possĂvel dano Ă motocicleta ou perten-
ces pessoais devido ao aquecimento, nĂŁo bloqueie
ou restrinja o fluxo de ar ao redor do silencioso
com carga ou roupa.
Capacidade de carga
Esta motocicleta foi projetada para transportar duas
pessoas: piloto (1) e passageiro (2). A soma dos
pesos deve ser distribuĂda em 4 pontos (A, B, C e D).
NĂŁo exceda a capacidade mĂĄxima, pois sua motoci-
cleta apresentarĂĄ melhor estabilidade, dirigibilidade
e conforto se for utilizada nestas condiçÔes.
Capacidade mĂĄxima de carga: 159 kg
(piloto, passageiro, bagagem e acessĂłrios)
ï”îPara capacidade mĂĄxima do bagageiro traseiro,
consulte EspecificaçÔes Técnicas, pågina 108.
16
XRE 300 ABS
Distribuição de peso
(A) Assento dianteiro, (B) Pedal de apoio dianteiro, (C)
Assento traseiro (centro da roda traseira) e (D) Pedal
de apoio traseiro.
(figura ilustrativa)
(2) + (1) < capacidade mĂĄxima
(menor ou igual)
Atenção
ïź
Danos causados pelo excesso de carga NĂO SE-
RĂO COBERTOS pela garantia Honda. Se estiver
em dĂșvida sobre como calcular o peso da carga
que pode ser acomodada em sua motocicleta sem
causar sobrecarga e danos estruturais, procure
uma concessionĂĄria Honda.
ïź
Este modelo nĂŁo Ă© homologado (ou especificado)
para o transporte de semirreboque. Desta forma,
a utilização do semirreboque nesta motocicleta é
vedada por lei, conforme estabelece a Resolução
CONTRAN nÂș 197 de 25/07/2006, complemen-
tada pela Resolução nÂș 273 de 04/04/2008.
Atenção
ïź
A Moto Honda da AmazĂŽnia Ltda. NĂO RE-
COMENDA a instalação e/ou utilização de
semirreboque nesta motocicleta. Para o perfeito
entendimento dos requisitos legais para o uso de
semirreboque, leia com atenção as ResoluçÔes
CONTRAN nÂș 197 e 273, disponĂveis no site
www.denatran.gov.br.
ïź
A Moto Honda da AmazĂŽnia Ltda. NĂO SE RES-
PONSABILIZA pela instalação e/ou utilização de
semirreboque nesta motocicleta, bem como por
danos decorrentes de sua utilização.
ïź
A responsabilidade pela instalação e/ou utiliza-
ção dos semirreboques caberå exclusivamente
ao proprietĂĄrio desta motocicleta.
ïź
Capacidade måxima de tração - CMT: Zero
ïź
Para uso comercial: o aperto de porcas, parafu-
sos e elementos de fixação deve ser executado
com mais frequĂȘncia do que o indicado na
Tabela de Manutenção.
17
XRE 300 ABS
PRECAUĂĂES DE PILOTAGEM
Cuidados para Amaciar o Motor
Os cuidados com o amaciamento, durante os primei-
ros 500 km de uso, prolongarĂŁo consideravelmente
a vida Ăștil e aumentarĂŁo o desempenho de sua
motocicleta.
ïź
Evite aceleraçÔes bruscas.
ïź
Nunca force o motor com aceleração total em baixa
rotação.
ïź
NĂŁo pilote a motocicleta por longos perĂodos em
velocidade constante.
ïź
Evite operar o motor em rotaçÔes muito baixas ou
altas.
ïź
Acione os freios de modo suave para aumentar
sua durabilidade e garantir sua eficiĂȘncia futura.
Evite frenagens bruscas.
Atenção
Se o motor for operado em rotaçÔes excessivas,
serĂĄ seriamente danificado.
Essas recomendaçÔes se aplicam a toda vida Ăștil do
motor e nĂŁo somente ao perĂodo de amaciamento.
Frenagem
Observe as orientaçÔes a seguir:
ïź
Para mĂĄxima eficiĂȘncia da frenagem, acione os
freios dianteiro e traseiro simultaneamente.
ïź
Evite frenagens bruscas e reduçÔes repentinas de
marchas.
ï”îFrenagens bruscas podem dificultar o controle
da motocicleta.
ï”îSempre que possĂvel, reduza a velocidade antes
de entrar numa curva. Caso contrĂĄrio, hĂĄ o
perigo de derrapagem.
ïź
Tenha cuidado em superfĂcies molhadas ou de
areia e terra.
ï”îOs pneus derrapam mais facilmente em tais
superfĂcies e a distĂąncia de frenagem Ă© maior.
ïź
Evite o acionamento contĂnuo dos freios.
ï”îO acionamento contĂnuo dos freios, tal como
em declives acentuados, pode superaquecĂȘ-los
e reduzir sua eficiĂȘncia. Utilize o freio-motor,
reduzindo as marchas com a utilização inter-
mitente dos freios dianteiro e traseiro.
(cont.)
18
XRE 300 ABS
Sistema de Freio Antibloqueio (ABS)
Esta motocicleta estĂĄ equipada com sistema de freio
antibloqueio que ajuda a evitar o travamento das
rodas em frenagens sĂșbitas em superfĂcies irregulares
ou inadequadas ao pilotar em linha reta.
O sistema ABS não pode compensar as condiçÔes da
pista, julgamento incorreto ou acionamento inade-
quado dos freios. Portanto, pilote a uma velocidade
segura às condiçÔes do tråfego e da pista, e mantenha
sempre uma margem de segurança.
O ABS nĂŁo funciona em velocidades inferiores a 10
km/h.
A alavanca de freio e o pedal podem recuar um pouco
quando aplicar os freios. Isto Ă© normal.
Freio-motor
O freio-motor ajuda a reduzir a velocidade da moto-
cicleta ao soltar o acelerador. Ao enfrentar um declive
acentuado, utilize o freio-motor, reduzindo as marchas
com a utilização intermitente dos freios.
Pilotagem sob Chuva
A superfĂcie da pista fica escorregadia quando mo-
lhada, reduzindo a eficiĂȘncia da frenagem.
Tenha bastante cuidado ao frear em dias chuvosos.
Se os freios ficarem molhados, acione-os enquanto
pilota em velocidade baixa para ajudar a secĂĄ-los.
Abastecimento de CombustĂvel
CuidAdo
Antes de abastecer, desligue o motor e mantenha
faĂscas, chamas e cigarros afastados.
Siga as orientaçÔes abaixo para proteger o motor e
o catalisador:
ïź
Use somente gasolina ou etanol comum de boa
qualidade (sem aditivo).
ïź
O uso de combustĂvel de baixa qualidade pode
comprometer o funcionamento e a durabilidade
do motor.
ïź
NĂŁo use combustĂvel deteriorado ou contaminado.
ïź
Evite a entrada de poeira e ĂĄgua no tanque de
combustĂvel.
19
XRE 300 ABS
Estacionamento
1. Pare a motocicleta, coloque a transmissĂŁo em
ponto morto e desligue o motor.
2. Abaixe o cavalete lateral.
3. Incline lentamente a motocicleta para a esquerda
até apoiå-la no cavalete.
4. Gire o guidĂŁo totalmente para a esquerda.
âș Girar o guidĂŁo para a direita diminui a estabili-
dade da motocicleta e pode causar sua queda.
5. Posicione o interruptor de ignição em LOCK e
remova a chave (pĂĄgina 31).
CuidAdo
ïź
NĂŁo fume ou acenda fĂłsforos prĂłximos Ă moto-
cicleta.
ïź
Ao estacionar a motocicleta, certifique-se de que
materiais inflamĂĄveis nĂŁo entrem em contato
com as peças quentes.
ïź
NĂŁo cubra a motocicleta nem encoste no motor,
silencioso, freios ou outras peças enquanto esti-
verem quentes.
ïź
O motor sĂł deve ser acionado por pessoas que
tenham prĂĄtica e conhecimento do produto.
Evite que crianças permaneçam sobre ou perto
da motocicleta, quando estiver estacionada ou
com o motor aquecido.
Atenção
ïź
Estacione a motocicleta em local plano e firme
para evitar quedas. O local deve ser bem venti-
lado e abrigado.
ïź
Caso estacione em subidas ou superfĂcies de areia
ou terra, posicione corretamente a motocicleta
para evitar queda ou movimento inesperado.
ïź
Caso use uma capa protetora, remova-a antes
de acionar o motor.
ïź
Ao estacionar a motocicleta, evite deixĂĄ-la sob
årvores ou locais onde haja precipitação de
frutas, folhas ou detritos de pĂĄssaros para evi-
tar danos Ă pintura e demais componentes da
motocicleta.
ïź
Sempre que possĂvel, proteja sua motocicleta da
chuva, especialmente em regiÔes metropolitanas
e industriais, para evitar a oxidação causada pela
poluição.
ïź
Evite colocar objetos, como capas de chuva,
mochilas, caixas e capacete, sobre o tanque de
combustĂvel, principalmente sobre o respiro da
tampa, para evitar riscos e danos Ă pintura.
ïź
O cavalete lateral foi projetado para suportar
apenas o peso da motocicleta. NĂŁo Ă© reco-
mendĂĄvel a permanĂȘncia de pessoas ou carga
sobre a motocicleta enquanto estiver apoiada no
cavalete.
20
XRE 300 ABS
Como Prevenir Furtos
1. Sempre trave a coluna de direção e nunca esque-
ça a chave no interruptor de ignição. Isso pode
parecer simples e Ăłbvio, mas muitas pessoas se
descuidam.
2. Certifique-se de que a documentação da motoci-
cleta esteja em ordem e atualizada.
3. Estacione sua motocicleta em locais fechados,
sempre que possĂvel.
4. A Moto Honda da AmazĂŽnia Ltda. nĂŁo autoriza:
a) A utilização de dispositivos antifurto, tais como alar-
mes, corta-ignição, rastreadores por satélite, etc.
ïź
A instalação desses acessórios altera o circuito
elétrico original da motocicleta com o corte,
descascamento e solda na fiação principal ou
em outros ramos do circuito elétrico, além de
danificar irreparavelmente a unidade do ECM,
pois a mesma Ă© curto-circuitada.
b) A gravação de caracteres nas peças da motoci-
cleta pode comprometer seriamente sua dura-
bilidade, criando pontos de oxidação, manchas
e descascamento, etc. Esses danos nĂŁo sĂŁo
cobertos pela garantia.
5. Preencha ao lado seu nome, endereço, nĂșmero de
telefone e data da compra. Mantenha o Manual
do ProprietĂĄrio sempre em sua motocicleta. Muitas
vezes, as motocicletas roubadas sĂŁo identificadas
por meio do manual.
DADOS DO 1Âș PROPRIETĂRIO
Nome: _____________________________________________________
Endereço:___________________________________________________
CEP:
Cidade: ___________________
Estado:___________________________ Tel: ______________________
Data da compra: _____/__________/_________
DADOS DO 2Âș PROPRIETĂRIO
Nome: _____________________________________________________
Endereço:___________________________________________________
CEP:
Cidade: ___________________
Estado:___________________________ Tel: ______________________
Data da compra: _____/__________/_________
DADOS DO 3Âș PROPRIETĂRIO
Nome: _____________________________________________________
Endereço:___________________________________________________
CEP:
Cidade: ___________________
Estado:___________________________ Tel: ______________________
Data da compra: _____/__________/_________
21
XRE 300 ABS
INSTRUMENTOS, CONTROLES E FUNCIONAMENTO
Localização dos Controles
1
Tampa do tanque de
combustĂvel
2 Manopla do acelerador
3
ReservatĂłrio do fluido
de freio dianteiro
4 Interruptor da luz de freio
5
Tampa/vareta medidora
de Ăłleo
6 Filtro de Ăłleo do motor
7
Parafuso de drenagem
do Ăłleo do motor
8
ReservatĂłrio do fluido de
freio traseiro
6
5
4
8
7
3
2
1
(cont.)
22
XRE 300 ABS
9 Alavanca da embreagem
10 Duto de ar
11 Vela de ignição
12 Tampa lateral esquerda
13 Bateria
14 FusĂvel principal
15
Caixa de fusĂveis e
caixa de fusĂveis do ABS
16 Jogo de ferramentas
17 Pedal de cĂąmbio
18 Corrente de transmissĂŁo
19 Respiro do motor
20 Cavalete lateral
14
15
16
17
18
19
20
13
12
9
10
11
23
XRE 300 ABS
Instrumentos
1
2
3
4
5
6
7
8
9
1 BotĂŁo SET
2 BotĂŁo SEL
3 RelĂłgio
Para ajustar o relĂłgio, consulte a pĂĄgina 27.
4 TacĂŽmetro
NĂŁo opere o motor na faixa vermelha do tacĂŽmetro.
O excesso de rotação do motor pode reduzir a vida Ăștil
do motor.
5 Faixa vermelha do tacĂŽmetro
Indica a faixa de rotação excessiva do motor.
6 VelocĂmetro
7 Medidor de combustĂvel
A quantidade de combustĂvel remanescente no tanque
quando o primeiro segmento acima de âEâ começa a
piscar Ă© de aproximadamente 3,9 litros.
Caso os indicadores do medidor de combustĂvel
pisquem repetidamente ou se apaguem, consulte a
pĂĄgina 78.
(cont.)
24
XRE 300 ABS
8 Indicador de partida a frio
Se acende quando pode ocorrer dificuldade de partida
a frio do motor (pĂĄgina 37).
Pode se acender por alguns segundos e se apagar em
seguida quando o interruptor de ignição é ligado.
9 HodĂŽmetro (TOTAL), HodĂŽmetro parcial (TRIP A/B)
e Medidor de consumo de combustĂvel
O botĂŁo SEL alterna entre hodĂŽmetro, hodĂŽmetro
parcial A, hodĂŽmetro parcial B, consumo de combustĂ-
vel atual, consumo mĂ©dio de combustĂvel com base no
hodĂŽmetro parcial A e consumo mĂ©dio de combustĂvel
com base no hodĂŽmetro parcial B.
1. HodĂŽmetro total
2. HodĂŽmetro parcial A
3. HodĂŽmetro parcial B
4. Consumo de combustĂvel atual
5. Consumo mĂ©dio de combustĂvel com base no
hodĂŽmetro parcial A
6. Consumo mĂ©dio de combustĂvel com base no
hodĂŽmetro parcial B
1
2
3
4
5
6
(cont.)
25
XRE 300 ABS
âą HodĂŽmetro total
Registra o total de quilĂŽmetros percorridos pela
motocicleta. Quando â------â for exibido, procure
uma concessionĂĄria Honda.
âą HodĂŽmetro parcial
DistĂąncia percorrida desde a Ășltima vez em que foi
zerado. Quando â----.-â for exibido, procure uma
concessionĂĄria Honda.
Para zerar o hodĂŽmetro parcial, consulte a pĂĄgina
25.
âą Consumo de combustĂvel atual
Se a velocidade for menor que 7 km/h, â--.-â Ă©
exibido. Quando â--.-â for exibido em velocidades
acima de 7 km/h, procure uma concessionĂĄria
Honda.
âą Consumo mĂ©dio de combustĂvel
O consumo mĂ©dio de combustĂvel Ă© baseado no
hodĂŽmetro parcial A e hodĂŽmetro parcial B.
Consumo mĂ©dio de combustĂvel desde que o hodĂŽ-
metro parcial A e hodĂŽmetro parcial B foi zerado.
Quando o hodĂŽmetro parcial A e o hodĂŽmetro
parcial B forem zerados, â--.-â Ă© exibido.
Quando â--.-â for exibido em outros casos, procure
uma concessionĂĄria Honda.
Para zerar o consumo mĂ©dio de combustĂvel, con-
sulte a pĂĄgina 25.
âą Para zerar o hodĂŽmetro parcial A e o consumo
mĂ©dio de combustĂvel
Para zerar o hodĂŽmetro parcial A e o consumo
mĂ©dio de combustĂvel (com base no hodĂŽmetro
parcial A) juntos, pressione e segure o botĂŁo SET
enquanto o hodĂŽmetro parcial A Ă© exibido.
1
2
1. HodĂŽmetro parcial A
2. Consumo mĂ©dio de combustĂvel com base no
hodĂŽmetro parcial A
(cont.)
26
XRE 300 ABS
âą Para zerar o hodĂŽmetro parcial B e o consumo
mĂ©dio de combustĂvel
Para zerar o hodĂŽmetro parcial B e o consumo
mĂ©dio de combustĂvel (com base no hodĂŽmetro
parcial B) juntos, pressione e segure o botĂŁo SET
enquanto o hodĂŽmetro parcial B Ă© exibido.
1
2
1. HodĂŽmetro parcial B
2. Consumo mĂ©dio de combustĂvel com base no
hodĂŽmetro parcial B
Configuração de exibição
Os itens sĂŁo exibidos na seguinte sequĂȘncia.
âą Ajuste do relĂłgio
âą Ajuste do brilho do painel de instrumentos
Mostrador habitual
Ajuste do relĂłgio
Ajuste do brilho do painel de instrumentos
Pressione e segure o botĂŁo SEL e o botĂŁo SET
Pressione o botĂŁo SET
A configuração estabelecida também pode ser
definida girando o interruptor de ignição para a
posição OFF.
O mostrador Ă© alterado automaticamente do modo
de ajuste ao mostrador habitual se o botĂŁo nĂŁo for
pressionado por cerca de 30 segundos. Mesmo neste
caso, a definição estabelecida serå mantida.
(cont.)
27
XRE 300 ABS
Inspeção do Mostrador
Quando o interruptor de ignição é ligado, todos os
modos e segmentos digitais aparecerĂŁo. Se alguma
parte do mostrador nĂŁo ficar visĂvel, procure uma
concessionĂĄria Honda.
Ajuste do RelĂłgio
1. Ligue o interruptor de ignição.
2. Pressione e mantenha pressionados os botÔes SEL
e SET até que as horas comecem a piscar.
3. Pressione o botão SEL até que a hora desejada
seja exibida.
âș Mantendo-o pressionado as horas avançam
rapidamente.
4. Pressione o botão SET. Os minutos começarão a
piscar.
5. Pressione o botão SEL até os minutos desejados.
âș Mantendo-o pressionado os minutos avançam
rapidamente.
6. Pressione o botĂŁo SET. O relĂłgio estĂĄ definido, em
seguida, o visor muda para o ajuste do brilho do
painel de instrumentos.
28
XRE 300 ABS
Ajuste do brilho do painel de instru-
mentos
O ajuste pode ser realizado em um de cinco nĂveis.
1. Pressione o botĂŁo SEL. O brilho Ă© alterado.
2. Pressione o botĂŁo SET. O brilho do painel de
instrumentos Ă© definido, e em seguida, volta ao
mostrador habitual.
29
XRE 300 ABS
Indicadores
1
Indicador do ABS
Se acende quando o interruptor de ignição é ligado
e se apaga apĂłs a motocicleta atingir aproximada-
mente 10 km/h.
Caso se acenda enquanto estiver pilotando, consulte
a pĂĄgina 77.
2
Indicador de farol alto
3
Indicador das sinaleiras
4
Indicador de falha do PGMâFI
Se acende brevemente quando o interruptor de
ignição é ligado com o interruptor do motor na
posição
.
Caso se acenda enquanto o motor estiver funcionan-
do, consulte a pĂĄgina 77
.
5
Indicador de ponto morto
Se acende quando a transmissĂŁo estĂĄ em ponto morto.
NOTA
Se algum indicador nĂŁo se acender quando deveria,
procure uma concessionĂĄria Honda.
5
4
3
2
1
30
XRE 300 ABS
1 Interruptor de ignição
Liga e desliga o sistema elétrico e trava a coluna de
direção.
âș A chave pode ser retirada quando o interruptor
de ignição estiver posicionado em OFF ou LOCK.
1. Posição ON (ligado).
Liga o sistema elétrico.
2. Posição OFF (desligado).
Desliga o motor.
3. Posição LOCK (trava).
Trava a coluna de direção.
1
3
2
2 Interruptor do motor
Normalmente deve permanecer na posição
.
âș Em caso de emergĂȘncia, mude para a posição
(o motor de partida nĂŁo funcionarĂĄ) para
desligar o motor.
3 Interruptor de partida
4 Interruptor da buzina
5 Interruptor das sinaleiras
ï”îAo pressionĂĄ-lo, as sinaleiras sĂŁo desligadas.
6 Comutador do farol
âą
: Farol alto âą : Farol baixo
7 Lampejador do farol
Pisca o farol alto.
6
7
1
2
3
4
5
Interruptores
31
XRE 300 ABS
Trava da Coluna de Direção
Trave a coluna de direção quando estacionar para evi-
tar furtos. Um cadeado em âUâ (disponĂvel comercial-
mente) ou dispositivo similar também é recomendado.
Para travar
1. Gire o guidĂŁo totalmente para a esquerda ou
direita.
2. Pressione e gire a chave de ignição para a posição
LOCK.
ï”îCaso seja difĂcil travar, movimente o guidĂŁo.
3. Remova a chave.
Para destravar
Insira a chave de ignição, pressione-a e gire a chave
para a posição OFF.
1. Chave de ignição
1
2
GIRE
PRESSIONE
1
32
XRE 300 ABS
Partida do Motor
Siga sempre os seguintes procedimentos de partida,
estando o motor frio ou quente.
3
2
1
4
CuidAdo
Nunca ligue o motor em ĂĄreas fechadas ou sem
ventilação. Os gases de escapamento contĂȘm mo-
nĂłxido de carbono, que Ă© venenoso.
Atenção
ïź
Se o motor nĂŁo funcionar em 5 segundos, des-
ligue a ignição e espere 10 segundos antes de
tentar novamente para que a bateria recupere
sua carga.
ïź
Manter o motor em marcha lenta ou em alta
rotação por um perĂodo prolongado pode causar
danos ao motor e ao sistema de escapamento.
O motor nĂŁo funcionarĂĄ se o acelerador estiver
totalmente aberto.
1. Certifique-se de que o interruptor do motor esteja
na posição
.
2. Ligue o interruptor de ignição.
3. Coloque a transmissĂŁo em ponto morto (indicador
aceso) ou puxe a alavanca da embreagem para dar
partida ao motor com a transmissĂŁo engrenada,
desde que o cavalete lateral esteja levantado.
4. Pressione o interruptor de partida com o acelerador
totalmente fechado.
(cont.)
33
XRE 300 ABS
Se o motor nĂŁo ligar:
1. Abra completamente o acelerador e pressione o
interruptor de partida por 5 segundos.
2. Efetue os procedimentos normais de partida.
3. Se o motor ligar, abra um pouco o acelerador, caso
a marcha lenta esteja instĂĄvel.
4. Se o motor nĂŁo ligar, espere 10 segundos e siga
novamente os procedimentos descritos nas etapas
1 e 2.
î ï”îSe o motor nĂŁo ligar, consulte a pĂĄgina 77.
Partida com o motor frio
Por segurança, o sistema desenvolvido pela Honda
exclusivamente para motocicletas nĂŁo possui um
reservatĂłrio de gasolina para auxiliar a partida do
motor em dias frios (temperaturas abaixo de 15°C).
Portanto, a gasolina deve ser adicionada diretamente
no tanque de combustĂvel. Verifique as instruçÔes de
abastecimento (pĂĄgina 36).
Troca de Marchas
A transmissĂŁo da sua motocicleta possui cinco mar-
chas.
Se a transmissĂŁo for engrenada com o cavalete lateral
abaixado, o motor irĂĄ desligar.
34
XRE 300 ABS
Tanque de CombustĂvel
1
2
3
4
1. Tampa do tanque
2. Capa da fechadura
3. Borda inferior do gargalo do tanque
4. Chave de ignição
CombustĂvel recomendado:
ïź
Gasolina comum (sem aditivo)
ïź
Etanol comum (sem aditivo)
Capacidade do tanque:
13,8 litros
âș Abastecimento de combustĂvel, consulte a pĂĄgina 18.
Abertura da tampa do tanque
Abra a capa da fechadura, insira a chave de ignição
e gire-a em sentido horĂĄrio para abrir a tampa.
Fechamento da tampa do tanque
1. Depois de abastecer, pressione a tampa até travå-la.
2. Remova a chave e feche a capa da fechadura.
âș A chave nĂŁo pode ser retirada se a tampa nĂŁo
estiver travada.
(cont.)
35
XRE 300 ABS
CuidAdo
ïź
Ao abastecer, nĂŁo encha demais o tanque para
evitar vazamento pelo respiro da tampa. NĂŁo
deve haver combustĂvel no gargalo do tanque.
Se o nĂvel de combustĂvel ultrapassar a borda
inferior do gargalo do tanque, retire o excesso
imediatamente.
ïź
ApĂłs abastecer, certifique-se de que a tampa do
tanque esteja bem fechada.
ïź
ApĂłs abastecer e ligar o motor, o sistema po-
derå levar até 5 minutos para identificar a nova
proporção aproximada de etanol no tanque,
podendo ocorrer pequenas oscilaçÔes no fun-
cionamento do motor.
ïź
Durante esse perĂodo, pilote com atenção e em
baixa velocidade.
Atenção
O etanol, devido Ă s suas caracterĂsticas, pode
ocasionar dificuldades na partida com o motor
frio quando a temperatura ambiente estiver baixa
(inferior a 15°C). Siga atentamente as instruçÔes
de abastecimento.
O valor do consumo de combustĂvel que Ă© exibido
no mostrador pode ser diferente do consumo atual
ao pilotar.
InstruçÔes de abastecimento
VocĂȘ pode abastecer sua motocicleta somente com
gasolina, somente com etanol ou até mesmo com
a mistura de gasolina e etanol de acordo com sua
preferĂȘncia.
NOTA
Caso sua motocicleta esteja abastecida com gasolina
e vocĂȘ a abasteça com etanol, poderĂĄ notar pequenas
falhas enquanto o sistema se ajusta para a melhor
condição de funcionamento. Durante esse perĂodo,
pilote com atenção e em baixa velocidade.
Essa é uma condição normal, não indicando falha. Ao
usar etanol, Ă© normal ocorrer gotejamento de ĂĄgua
pelo orifĂcio na parte inferior do tubo de escapamento
principalmente em marcha lenta.
(cont.)
36
XRE 300 ABS
Partida em dias frios (abaixo de 15°C)
NOTA
O etanol, devido Ă s suas caracterĂsticas, pode oca-
sionar dificuldade para a partida do motor a frio,
caso a temperatura ambiente esteja abaixo de 15°C.
Na condição acima, recomenda-se adicionar uma
proporção de gasolina igual ou superior a 20% do
total de combustĂvel presente no tanque para facilitar
a partida.
NOTA
Lembre-se de que em algumas regiÔes a temperatura
ambiente pode mudar bruscamente de um dia para
o outro, levando a uma situação de dificuldade de
partida.
Como obter a proporção recomendada
Caso a temperatura ambiente esteja abaixo de 15°C,
abasteça da seguinte forma:
1 parte de gasolina para cada 4 partes de etanol.
Exemplo:
ïźî
0,5 litro de gasolina com 2 litros de etanol
ïźî
1 litro de gasolina com 4 litros de etanol
Caso nĂŁo haja risco de que a temperatura ambiente
seja inferior a 15°C, o uso de gasolina não é neces-
sĂĄrio para facilitar a partida do motor a frio.
CuidAdo
ïź
Não abasteça em excesso para evitar vaza-
mento pelo respiro da tampa. NĂŁo deve haver
combustĂvel no gargalo do tanque. Se o nĂvel de
combustĂvel ultrapassar o gargalo do tanque,
retire o excesso imediatamente.
ïź
ApĂłs abastecer, verifique se a tampa do tanque
estĂĄ bem fechada.
37
XRE 300 ABS
Indicador de partida a frio
O painel de instrumentos de sua motocicleta possui um indicador que mostra se a proporção de gasolina/
etanol presente no tanque Ă© suficiente para garantir a partida do motor frio.
Item Indicador de partida a frio Condição na motocicleta Observação
1
Apagado
â Temperatura do motor acima de
15°C
e/ou
â Proporção de gasolina/etanol
suficiente para garantir a partida
do motor
A partida do motor deve
ocorrer sem dificuldades.
2
Aceso
â Temperatura do motor abaixo de
15°C
e
â Proporção de gasolina/etanol nĂŁo
Ă© ideal para garantir a partida do
motor
Pode haver dificuldades para
a partida do motor (consulte a
pågina 36 para instruçÔes
de abastecimento).
Falta de combustĂvel
Se o motor morrer por falta de combustĂvel (pane seca), reabasteça com no mĂnimo 1 litro de gasolina e 1
litro de etanol (50% / 50%) antes da partida do motor.
NOTA
Ă normal uma leve âbatida de pinoâ ao operar sob carga elevada.
(cont.)
38
XRE 300 ABS
Compartimento do Jogo de Ferramentas/
Porta-documentos
O compartimento do jogo de ferramentas/porta docu-
mentos estĂĄ localizado atrĂĄs da tampa lateral esquerda.
Pressione a parte central da trava da tampa, e puxe
para fora e para baixo para abrir o compartimento
de ferramentas/porta-documentos.
O manual do proprietĂĄrio e o jogo de ferramentas estĂŁo
localizados no compartimento do jogo de ferramentas.
Atenção
Se ocorrer âbatida de pinoâ ou detonação com o
motor em velocidade constante e carga normal,
use combustĂvel de outra marca. Se o problema
persistir, procure uma concessionĂĄria Honda. Caso
contrĂĄrio, o motor poderĂĄ sofrer danos que nĂŁo sĂŁo
cobertos pela garantia.
CuidAdo
ïź
A gasolina e o etanol sĂŁo inflamĂĄveis e explosivos
sob certas condiçÔes. Abasteça sempre em locais
ventilados e com o motor desligado. NĂŁo permita
a presença de cigarros, chamas ou faĂscas na
ĂĄrea de abastecimento.
ïź
A gasolina e o etanol podem causar danos se
permanecerem em contato com as superfĂcies
pintadas. Caso derrame combustĂvel sobre a
superfĂcie externa do tanque ou de outras peças
pintadas, limpe o local atingido imediatamente.
ïź
Tome cuidado para nĂŁo derramar combustĂvel. O
combustĂvel derramado ou seu vapor podem se
incendiar. Em caso de derramamento, certifique-
-se de que a ĂĄrea atingida esteja seca antes de
ligar o motor.
ïź
Evite o contato prolongado ou repetido com a
pele, ou a inalação dos vapores de combustĂvel.
ïź
Mantenha o combustĂvel afastado de crianças.
1
1. Trava
1
1. Jogo de
ferramentas/
manual do
proprietĂĄrio
âș Remoção da tampa lateral esquerda, consulte a
pĂĄgina 55.
39
XRE 300 ABS
Suporte de Capacete
O suporte de capacete estĂĄ localizado abaixo da tampa
do compartimento do jogo de ferramentas.
Para colocar dois capacetes no suporte de capacete,
utilize a alça do capacete localizada no jogo de fer-
ramentas (pĂĄgina 38).
5
4
3
2
1
1. Suporte de
capacete
2. Argola do
capacete
3. Alça do capacete
4. Chave de ignição
5. Pino
Destravar
Insira a chave de ignição no suporte e gire-a no
sentido anti-horĂĄrio.
Travar
1. Coloque o capacete no pino do suporte e pressione
o pino para travar.
2. Remova a chave de ignição.
CuidAdo
ïź
NĂŁo pilote a motocicleta com o capacete no
suporte. O capacete pode entrar em contato com
a roda traseira e travĂĄ-la, resultando em perda
de controle da motocicleta.
ïź
Use o suporte de capacete somente durante o
estacionamento.
40
XRE 300 ABS
MANUTENĂĂO
Tabela de Manutenção
ïź
Procure uma concessionĂĄria Honda sempre que necessitar de
manutenção. Lembre-se de que são elas quem mais conhecem
sua motocicleta, estando totalmente preparadas para oferecer
todos os serviços de manutenção e reparos.
ïź
A Tabela de Manutenção especifica com que frequĂȘncia os serviços devem ser efetuados e quais itens
necessitam de atenção. à fundamental seguir os intervalos especificados para garantir o desempenho
adequado do controle de emissÔes, além de maior segurança e confiabilidade.
ïź
Os intervalos de manutenção são baseados em condiçÔes normais de uso. Motocicletas usadas em condi-
çÔes rigorosas ou incomuns necessitam de serviços mais frequentes. Procure uma concessionåria Honda
para determinar os intervalos adequados a suas condiçÔes particulares de uso.
Item
OperaçÔes Intervalo (nota 1)
Ref.
pĂĄg.
km 1.000 6.000 12.000 18.000 24.000 30.000 36.000 a cada
Linha de combustĂvel Verificar
12.000 â
NĂvel de combustĂvel Verificar sempre que pilotar 34
Filtro de combustĂvel Trocar
12.000 â
Acelerador Verificar
12.000 73
Filtro de ar Ășmido
(tipo viscoso)
Trocar (nota 2)
18.000 53
Respiro do motor Limpar (nota 3)
6.000 73
Vela de ignição
Verificar
24.000 58
Trocar a cada 48.000 km 58
Folga das vĂĄlvulas
Verificar e ajustar, se
necessĂĄrio
6.000 74
(cont.)
Atenção
Kit
RevisĂŁo
(figura ilustrativa)
No momento da manutenção
da sua motocicleta consulte a
concessionĂĄria Honda sobre o
kit revisĂŁo, com ele vocĂȘ obtem
o melhor custo benefĂcio.
41
XRE 300 ABS
Item
OperaçÔes Intervalo (nota 1)
Ref.
pĂĄg.
km 1.000 6.000 12.000 18.000 24.000 30.000 36.000 a cada
Ăleo do motor
Verificar o nĂvel (nota 4) sempre que pilotar 60
Trocar (notas 2, 4 e 5)
6.000 61
Filtro de Ăłleo Trocar (nota 2)
12.000 61
Marcha lenta Verificar
12.000 â
Corrente de
transmissĂŁo
Verificar, ajustar e lubrificar
(notas 2 e 3)
a cada 1.000 km 48
Deslizador da corrente
de transmissĂŁo
Verificar o desgaste
12.000 70
Fluido de freio Verificar o nĂvel (nota 6)
6.000 64
Pastilhas de freio Verificar o desgaste (nota 2)
6.000 65
Sistema de freio Verificar
12.000 43
Interruptor da luz
do freio
Verificar
12.000 66
Farol Ajustar o facho
12.000 74
Sistema de embreagem Verificar
6.000 71
Cavalete lateral Verificar
12.000 66
SuspensÔes dianteira
e traseira
Verificar o funcionamento
12.000 â
SuspensĂŁo dianteira Trocar o fluido
18.000 â
SuspensĂŁo traseira
Lubrificar eixo, rolamentos
do garfo e terminal inferior
do amortecedor
18.000 â
Porcas, parafusos e
fixaçÔes
Verificar
12.000 â
(cont.)
42
XRE 300 ABS
Item
OperaçÔes Intervalo (nota 1)
Ref.
pĂĄg.
km 1.000 6.000 12.000 18.000 24.000 30.000 36.000 a cada
Rodas
Verificar o alinhamento,
rolamentos, cubos, raios e
nipples
6.000
50
e
70
Pneus Verificar e calibrar a cada 1.000 km ou semanalmente 50
Coluna de direção
Verificar a folga e ajustar, se
necessĂĄrio
6.000 â
Lubrificar
18.000 â
NOTA
1. Para leituras maiores do hodĂŽmetro, repita os intervalos especificados nesta tabela.
2. Efetue o serviço com mais frequĂȘncia sob condiçÔes severas de uso, de muita poeira, lama ou umidade.
3. Efetue o serviço com mais frequĂȘncia sob condiçÔes de chuva, aceleração mĂĄxima ou aceleraçÔes rĂĄpidas
frequentes.
4. Verifique o nĂvel de Ăłleo diariamente, antes de pilotar, e adicione se necessĂĄrio.
5. Troque uma vez por ano ou a cada intervalo indicado na tabela, o que ocorrer primeiro.
6. Troque a cada 2 anos. A substituição requer habilidade mecùnica.
Por razÔes de segurança, recomendamos que todos os serviços apresentados nesta tabela sejam
executados somente nas concessionĂĄrias Honda.
Controle de substituição do velocĂmetro
Data da
Substituição
CĂłdigo da ConcessionĂĄria
Executante
NÂș da Ordem
de Serviço
km Indicada no
VelocĂmetro SubstituĂdo
Carimbo da ConcessionĂĄria
1ÂȘ Substituição
/ /
2ÂȘ Substituição
/ /
43
XRE 300 ABS
Cuidados na Manutenção
CuidAdo
ïź
Em caso de queda ou colisĂŁo, verifique as ala-
vancas de freio e de embreagem, os cabos, aces-
sórios e outras peças vitais quanto a danos. Não
pilote a motocicleta se os danos nĂŁo permitirem
uma pilotagem segura. Procure uma concessio-
nĂĄria Honda para inspecionar os componentes
principais, incluindo chassi, suspensão e peças
da direção, quanto a desalinhamento e danos
difĂceis de detectar.
ïź
Desligue o motor e apoie a motocicleta no cava-
lete lateral sobre uma superfĂcie plana e firme,
antes de efetuar qualquer reparo. Espere o motor,
silencioso, freio e outras peças esfriarem para
evitar queimaduras.
ïź
Acione o motor somente quando solicitado, em
locais bem ventilados.
ïź
Use somente peças novas genuĂnas Honda. Peças
de qualidade inferior podem comprometer a
segurança e reduzir a eficiĂȘncia dos sistemas de
controle de emissÔes.
ïź
Durante a pilotagem em regiÔes litorùneas, onde
o contato com a salinidade e umidade Ă© mais in-
tenso, tanto a conservação quanto a manutenção
devem receber atenção especial. Após o uso da
motocicleta nessas regiÔes, remova imediatamen-
te os elementos agressivos para evitar oxidação.
PrincĂpios da Manutenção
Inspeção Antes do Uso
Para garantir sua segurança, inspecione sempre a
motocicleta antes de pilotar e certifique-se de corrigir
qualquer falha encontrada. Ă obrigatĂłrio fazer a ins-
peção antes do uso, pois uma falha de funcionamento
ou até mesmo um pneu furado, pode ser um grande
contratempo.
Antes de pilotar a motocicleta, verifique:
âą CombustĂvel â abasteça o tanque quando neces-
sĂĄrio (pĂĄgina 34).
âą Acelerador â verifique o funcionamento em todas
as posiçÔes do guidão (pågina 73).
âą Motor â verifique o nĂvel de Ăłleo e adicione, se ne-
cessĂĄrio. Verifique se hĂĄ vazamentos (pĂĄgina 60).
âą Corrente de transmissĂŁo â verifique as condiçÔes e
a folga. Ajuste e lubrifique, se necessĂĄrio (pĂĄgina
67).
âą Freios â verifique o funcionamento.
Verifique o nĂvel do fluido dos freios dianteiro e
traseiro e o desgaste das pastilhas (pĂĄgina 64).
âą Sistema elĂ©trico â verifique o funcionamento de
todas as luzes, indicadores e buzina.
âą Embreagem â verifique o funcionamento e ajuste
a folga da alavanca, se necessĂĄrio (pĂĄgina 71).
(cont.)
44
XRE 300 ABS
âą Interruptores â verifique o funcionamento dos in-
terruptores, especialmente do interruptor do motor
(pĂĄgina 30).
âą Sistema de corte de ignição do cavalete lateral â
verifique o funcionamento (pĂĄgina 66).
âą Rodas e pneus â verifique as condiçÔes e a pressĂŁo
de ar. Calibre, se necessĂĄrio (pĂĄgina 50).
Antes de pilotar off-road realize toda a inspeção
anterior e os seguintes procedimentos:
âą Certifique-se de que os raios estĂŁo apertados.
Verifique os aros quanto a danos (pĂĄgina 70).
âą Certifique-se de que a tampa de abastecimento de
combustĂvel esteja seguramente fechada (pĂĄgina 34).
âą Verifique se hĂĄ cabos soltos e outras partes, e
qualquer anormalidade.
âą Use uma chave adequada para verificar o aperto de
todas as porcas, parafusos e elementos de fixação.
Peças de Reposição
Utilize sempre peças genuĂnas Honda ou equivalentes
para garantir sua segurança.
CuidAdo
ïź
A instalação de peças não originais Honda
pode tornar sua motocicleta insegura e causar
acidentes com ferimentos graves ou fatais.
ïź
Utilize sempre peças genuĂnas Honda ou equi-
valentes que foram projetadas e aprovadas para
a sua motocicleta.
Bateria
A bateria desta motocicleta Ă© selada e isenta de manu-
tenção. NĂŁo Ă© necessĂĄrio verificar o nĂvel do eletrĂłlito
ou adicionar ĂĄgua destilada. Limpe os terminais da
bateria se estiverem sujos ou corroĂdos.
Atenção
ïź
A remoção das tampas da bateria pode danificå-
las, causando vazamentos ou danos Ă bateria.
ïź
Se a motocicleta for permanecer inativa por
longo perĂodo, remova a bateria e carregue-a
totalmente. Guarde-a em local fresco e seco.
ïź
Se a bateria permanecer na motocicleta, desco-
necte o cabo negativo do terminal da bateria.
ïź
A bateria de sua motocicleta Ă© carregada quan-
do o sistema de carga estĂĄ em funcionamento,
durante a utilização da motocicleta em condiçÔes
normais de uso. Portanto, para uma maior vida
Ăștil da bateria, recomendamos usar a motocicle-
ta, pelo menos, uma vez por semana.
(cont.)
45
XRE 300 ABS
CuidAdo
ïź
A bateria contĂ©m ĂĄcido sulfĂșrico (eletrĂłlito). O
contato com a pele ou os olhos Ă© altamente
prejudicial e pode causar sérias queimaduras.
Use roupas protetoras e proteção facial durante
o manuseio.
ïź
Em caso de contato com a pele, lave com bas-
tante ĂĄgua.
ïź
Em caso de contato com os olhos, lave com
ĂĄgua durante, pelo menos, 15 minutos e procure
assistĂȘncia mĂ©dica imediatamente.
ïź
Em caso de ingestĂŁo, beba bastante ĂĄgua ou
leite. Em seguida, tome leite de magnésia, ovos
batidos ou Ăłleo vegetal. Procure assistĂȘncia
médica imediatamente.
ïź
Embora seja selada, a bateria produz gases ex-
plosivos. Mantenha-a longe de faĂscas, chamas
e cigarros. Mantenha o local de carga da bateria
ventilado. Proteja os olhos sempre que manusear
baterias.
ïź
Mantenha a bateria fora do alcance de crianças.
Limpeza dos terminais da bateria
1. Remova a bateria (pĂĄgina 56).
2. Se os terminais começarem a sofrer corrosão e
estiverem cobertos por uma substĂąncia branca,
lave-os com ĂĄgua morna.
3. Se os terminais estive-
rem muito corroĂdos,
limpe-os com uma es-
cova de aço ou lixa. Use
óculos de proteção.
4. Depois de limpar, reins-
tale a bateria.
A vida Ăștil da bateria Ă© limitada. Consulte uma conces-
sionĂĄria Honda para saber quando trocar a bateria.
Substitua-a sempre por uma bateria do mesmo tipo
e isenta de manutenção.
Atenção
A instalação de acessórios elétricos não originais
Honda pode sobrecarregar o sistema elétrico da
motocicleta, descarregando a bateria e, possivel-
mente, danificando o sistema.
46
XRE 300 ABS
FusĂveis
Os fusĂveis protegem os circuitos elĂ©tricos da sua
motocicleta. Se algum componente elétrico parar de
funcionar, verifique e substitua os fusĂveis queimados
(pĂĄgina 86).
Em geral, a queima frequente dos fusĂveis indica curto-
circuito ou sobrecarga no sistema elétrico.
Dirija-se a uma concessionĂĄria Honda para executar
os reparos necessĂĄrios.
Inspeção e substituição de fusĂveis
Atenção
Para evitar um curto-circuito, desligue o interruptor
de ignição antes de verificar ou trocar os fusĂveis.
Se um fusĂvel estiver queimado, substitua-o por outro
com a mesma amperagem.
âș Para amperagem dos fusĂveis, consulte EspecificaçÔes
Técnicas, pågina 112.
1
1. FusĂvel queimado
NOTA
Sempre mantenha fusĂveis de reserva na motocicleta
para caso de emergĂȘncia.
CuidAdo
NĂŁo use fusĂveis com amperagem diferente da
especificada nem os substitua por outros materiais
condutores. Isso poderå causar sérios danos ao
sistema elétrico, provocando falta de luz, perda de
potĂȘncia do motor e, inclusive, incĂȘndios.
47
XRE 300 ABS
Ăleo do Motor
O consumo de Ăłleo do motor varia e a qualidade do
óleo piora de acordo com as condiçÔes de pilotagem
e tempo decorrido.
Verifique o nĂvel de Ăłleo diariamente, antes de pilotar,
e adicione o Ăłleo recomendado, se necessĂĄrio.
Ăleo sujo ou deteriorado deve ser trocado o mais
rĂĄpido possĂvel.
âș Para verificação do nĂvel de Ăłleo, consulte a pĂĄgina 60.
Ăleo recomendado para motores de motocicletas:
SAE 10W-30 SL ou superior (ver nota)
NOTA
A Honda recomenda a utilização do lubrificante:
ĂLEO GENUĂNO HONDA
SAE 10W-30 SL
JASO MA
O uso de aditivos Ă© desnecessĂĄrio e apenas aumen-
tarĂĄ os custos operacionais.
Atenção
ïź
O Ăłleo Ă© o elemento que mais afeta o desempe-
nho e a vida Ăștil do motor.
ïź
Ăleos nĂŁo detergentes, vegetais ou lubrificantes
especĂficos para competição nĂŁo sĂŁo recomen-
dados.
ïź
A Honda nĂŁo se responsabiliza por danos
causados pelo uso de óleos com especificaçÔes
diferentes das recomendadas.
ïź
Se for difĂcil encontrar o Ăłleo recomendado, entre
em contato com uma concessionĂĄria Honda, que
sempre estarĂĄ preparada para servi-lo. A correta
lubrificação do motor depende da qualidade do
Ăłleo utilizado.
48
XRE 300 ABS
Fluido de Freio
NĂŁo adicione ou substitua o fluido de freio, exceto em
uma emergĂȘncia. Use somente fluido de freio novo de
uma embalagem lacrada. Caso necessite adicionar
fluido, dirija-se a uma concessionĂĄria Honda o mais
rĂĄpido possĂvel.
CuidAdo
ïź
O fluido de freio provoca irritação. Evite o contato
com a pele e os olhos. Em caso de contato, lave
a ĂĄrea atingida com bastante ĂĄgua. Se atingir
os olhos, procure assistĂȘncia mĂ©dica.
ïź
Mantenha-o afastado de crianças.
Atenção
ïź
Use somente o fluido de freio Mobil Super Moto
Brake Fluid DOT 4 de uma embalagem lacrada.
ïź
NĂŁo misture tipos diferentes de fluidos de freio,
pois eles nĂŁo sĂŁo compatĂveis. (Exemplo: DOT
4 com DOT 3.)
ïź
Se derramar fluido de freio sobre superfĂcies
pintadas ou de plĂĄstico, limpe o local atingido
imediatamente.
Corrente de TransmissĂŁo
A corrente de transmissĂŁo deve ser verificada e
lubrificada regularmente. Verifique a corrente com
mais frequĂȘncia se pilotar em pistas irregulares, em
alta velocidade ou com aceleração råpida constante
(pĂĄgina 67).
Caso a corrente nĂŁo se mova suavemente, emita ruĂ-
dos estranhos ou apresente roletes danificados, pinos
frouxos, faltando O-rings ou engripados, procure uma
concessionĂĄria Honda para inspecionĂĄ-la.
Se a corrente, a coroa e o pinhĂŁo estiverem excessiva-
mente gastos ou danificados, deverĂŁo ser substituĂdos
por uma concessionĂĄria Honda.
Dentes
normais
Dentes gastos
(substituir)
Dentes
danificados
(substituir)
Atenção
Substitua sempre a corrente, coroa e pinhĂŁo em
conjunto. Caso contrårio, a peça nova se desgastarå
rapidamente.
(cont.)
49
XRE 300 ABS
NĂŁo utilize mĂĄquinas de limpeza de alta pressĂŁo,
escova de aço, solvente volåtil, como gasolina e
benzeno, produto de limpeza abrasivo, produto de
limpeza ou lubrificante nĂŁo projetado especificamente
para as correntes com O-ring, pois estes podem
danificar os O-rings de vedação.
NOTA
Evite aplicar lubrificante nos freios e pneus. NĂŁo
aplique lubrificante em excesso na corrente para que
nĂŁo espirre em suas roupas ou na motocicleta com o
movimento da corrente.
Limpeza e lubrificação da corrente
ApĂłs verificar a folga, limpe a corrente, coroa e
pinhĂŁo enquanto gira a roda traseira. Use um pano
seco com limpador de correntes especĂfico para cor-
rentes com O-ring ou detergente neutro. Utilize uma
escova de cerdas macias, caso a corrente esteja suja.
ApĂłs limpar, seque a corrente e lubrifique-a com
o lubrificante recomendado para correntes com
O-ring. Caso este nĂŁo esteja disponĂvel, use Ăłleo para
transmissĂŁo SAE 80 ou 90.
Lubrificante recomendado:
Lubrificante especĂfico para correntes com O-ring.
Caso nĂŁo esteja disponĂvel, usar Ăłleo para
transmissĂŁo SAE 80 ou 90.
50
XRE 300 ABS
Respiro do Motor
Drene os depĂłsitos do respiro do motor com mais
frequĂȘncia sob condiçÔes de chuva ou aceleração
mĂĄxima, bem como apĂłs a lavagem ou queda da
motocicleta. Drene-os tambĂ©m caso fiquem visĂveis
na seção transparente do tubo.
Se o tubo de drenagem transbordar, o filtro de ar pode
ficar contaminado com Ăłleo de motor, resultando em
desempenho inadequado do motor (pĂĄgina 73).
Pneus
Inspecione visualmente os pneus e verifique a pressĂŁo
com um medidor a cada 1.000 km ou semanalmente.
Inspecione também sempre antes de pilotar off-road
e sempre que retornar ao asfalto depois de pilotar
off-road.
NOTA
A inspeção e o ajuste da pressão devem ser feitos
sempre com os pneus frios, antes de pilotar.
âș Para pressĂŁo recomendada, consulte EspecificaçÔes
Técnicas, pågina 110.
NOTA
A vida Ăștil dos pneus depende de inĂșmeros fatores,
inclusive dos håbitos de condução, condiçÔes da es-
trada, carga do veĂculo, pressĂŁo dos pneus, histĂłrico
de manutenção, velocidade e condiçÔes ambientais
(mesmo quando os pneus nĂŁo estiverem em uso).
Além disso, as motocicletas possuem sistema de
tração traseira, gerando um maior desgaste do pneu
traseiro em relação ao dianteiro.
(cont.)
51
XRE 300 ABS
Verificação de profundidade da banda de
rodagem
Verifique os indicadores de desgaste da banda de
rodagem. Se estiverem visĂveis, substitua os pneus
imediatamente. Para uma pilotagem segura, substitua
os pneus quando atingirem a profundidade mĂnima
da banda de rodagem.
1
1. Marca de localização do indicador de desgaste
Verificação de danos
Verifique se hĂĄ cortes, pregos
ou outros objetos encravados
nos pneus. Verifique também
se os aros apresentam entalhes
ou deformaçÔes.
Verificação de desgaste
Verifique os pneus quanto a
sinais de desgaste anormal na
superfĂcie de contato.
(cont.)
52
XRE 300 ABS
Inspecione os aros quanto a dano e raios soltos e as
hastes das vålvulas quanto as suas posiçÔes.
Se a haste da vĂĄlvula estiver inclinada, a cĂąmara de ar
pode estar deslocando-se dentro do pneu ou o pneu
deslocando-se no aro. Dirija-se a uma concessionĂĄria
Honda para executar os reparos necessĂĄrios.
âș Para profundidade mĂnima da banda de rodagem,
consulte EspecificaçÔes Técnicas, pågina 110.
CuidAdo
ïź
Pilotar com pneus excessivamente gastos ou com
pressĂŁo incorreta pode causar acidentes com
ferimentos graves ou fatais.
ïź
Siga todas as instruçÔes deste Manual do Pro-
prietårio acerca de pneus e manutenção.
Substituição
A substituição de pneus deve ser efetuada por uma
concessionĂĄria Honda.
âș Para pneus recomendados, consulte EspecificaçÔes
Técnicas, pågina 110.
CuidAdo
ïź
O uso de pneus diferentes dos recomendados
pode prejudicar a dirigibilidade e comprometer
a segurança da motocicleta. Na troca, instale
somente pneus para uso misto (on/off-road)
de mesma medida e tipo dos originais. Sempre
utilize pneus recomendados para assegurar o
correto funcionamento do ABS.
ïź
Substitua a cĂąmara de ar sempre que substituir
um pneu. A cĂąmara usada pode estar dilatada
e estourar se instalada num pneu novo.
ïź
Substitua o pneu, se a parede lateral estiver
perfurada ou danificada. Do contrĂĄrio, poderĂĄ
ocorrer perda de controle da motocicleta.
ïź
NĂŁo ultrapasse a velocidade de 80 km/h nas
primeiras 24 horas apĂłs reparar os pneus. NĂŁo
ultrapasse a velocidade mĂĄxima permitida nas
vias pĂșblicas.
(cont.)
53
XRE 300 ABS
Filtro de Ar
Esta motocicleta estĂĄ equipada com filtro de ar Ășmido
(tipo viscoso).
Nunca limpe ou aplique jato de ar, pois isso danificarĂĄ
o filtro de ar e causarĂĄ a entrada de poeira.
A Ășnica manutenção necessĂĄria Ă© a sua substituição de
acordo com a tabela de manutenção (pågina 40).
O filtro de ar deve ser substituĂdo em uma concessio-
nĂĄria Honda nos intervalos especificados na tabela
de manutenção.
Jogo de Ferramentas
O jogo de ferramentas encontra-se no compartimento
do jogo de ferramentas (pĂĄgina 38).
Com as ferramentas que compÔem o jogo, é pos-
sĂvel efetuar pequenos reparos, ajustes simples e
substituição de algumas peças. Os serviços que não
puderem ser feitos com essas ferramentas deverĂŁo ser
executados em uma concessionĂĄria Honda.
Ferramentas contidas no estojo:
ïź
Chave de vela
ïź
Chave sextavada, 8 mm
ïź
Alça do capacete
ïź
Extrator de fusĂveis
54
XRE 300 ABS
Remoção e Instalação de Componentes
do Chassi
Duto de Ar
1
2
3
4
5
6
7
1. Encaixe 5. Borracha
2. Pino 6. Arruela
3. Pino guia 7. Parafuso
4. Duto de ar
Remoção
1. Remova o parafuso e a arruela.
2. Desencaixe o pino da carenagem esquerda da
borracha do duto de ar.
3. Retire o pino guia do encaixe para remover o duto
de ar.
Instalação
Instale as peças na ordem inversa da remoção.
55
XRE 300 ABS
Tampa Lateral Esquerda
6
5
4
3
2
1
9 8
7
1. Parafuso 6. Lingueta C
2. Lingueta B 7. Borracha C
3. Lingueta A 8. Travas
4. Borracha A 9. Tampa lateral esquerda
5. Borracha B
Remoção
1. Remova o parafuso.
2. Desencaixe a lingueta A da borracha A e a lingueta
B da borracha B.
3. Desencaixe as travas dos alojamentos da caixa de
ferramentas.
4. Remova a tampa lateral esquerda puxando-a para
frente, desencaixando a borracha C da lingueta C.
Instalação
Instale as peças na ordem inversa da remoção.
56
XRE 300 ABS
Bateria
4
5
1
2
3
1. Terminal negativo
2. Bateria
3. Terminal positivo
4. Parafuso e bucha
5. Suporte da bateria
Remoção
Atenção
Para evitar um curto-circuito, desligue o interruptor
de ignição antes de remover a bateria.
1. Remova a tampa lateral esquerda (pĂĄgina 55).
2. Desconecte o terminal negativo (â) da bateria.
3. Desconecte o terminal positivo (+) da bateria.
4. Remova o parafuso, a bucha e retire o suporte da
bateria.
5. Retire a bateria de seu compartimento com cuidado
para nĂŁo derrubar as porcas dos terminais.
Instalação
Reinstale na ordem inversa da remoção. Conecte
sempre o terminal positivo (+) primeiro. Verifique se
os parafusos e porcas estĂŁo apertados firmemente.
Ajuste o relĂłgio apĂłs reconectar a bateria (pĂĄgina 27).
âș Para manuseio correto da bateria, consulte a pĂĄgina 44.
âș Bateria sem carga, consulte a pĂĄgina 83.
57
XRE 300 ABS
Presilhas
Remoção
1. Para destravar, pressione o pino central para liberar
a trava.
2. Puxe a presilha para fora do orifĂcio.
1
1. Pino central
Instalação
1. Empurre a base do pino central.
2. Insira a presilha no orifĂcio.
3. Pressione levemente o pino central para travar a
presilha.
58
XRE 300 ABS
Vela de Ignição
Inspeção
âș Para vela de ignição recomendada, consulte Especifica-
çÔes, pågina 109.
Atenção
Use somente a vela recomendada no grau térmico
correto para evitar danos ao motor.
Esta motocicleta utiliza vela de ignição com eletrodo
central de irĂdio.
Durante a manutenção:
âą NĂŁo limpe a vela. Se o eletrodo estiver contami-
nado com depĂłsitos ou sujeira, troque a vela de
ignição.
âą Para verificar a folga dos eletrodos, use somente
um calibre tipo arame. Nunca use um calibre de
lĂąminas comum para nĂŁo danificar o revestimento
de irĂdio.
âą NĂŁo ajuste a folga do eletrodo. Se estiver fora do
especificado, troque a vela de ignição.
1. Remova o duto de ar (pĂĄgina 54).
2. Solte o supressor de ruĂdo da vela de ignição.
3. Limpe ao redor da base da vela.
4. Remova a vela de ignição, usando a chave de vela
fornecida no jogo de ferramentas.
5. Inspecione os eletrodos e a porcelana central quan-
to a depósitos, erosão ou carbonização.
ïź
Se forem excessivos, substitua a vela de ignição.
1
2
1. Supressor de ruĂdo
da vela de ignição
2. Chave de vela
(cont.)
59
XRE 300 ABS
7. Certifique-se de que a arruela de vedação esteja
em bom estado.
8. Instale a vela de ignição com a arruela instalada,
rosqueie a vela com a mão até que encoste no
cabeçote.
1
Folga: 0,80 â 0,90 mm
1. Folga do eletrodo
9. Aperte a vela de ignição:
ïź
Se a vela usada estiver em bom estado, aperte-a
1/8 de volta apĂłs assentĂĄ-la.
ïź
Se for nova, aperte-a em duas etapas:
a) Primeiro, aperte-a 1/5 de volta apĂłs assentĂĄ-la.
b) Em seguida, solte a vela.
c) Aperte-a novamente 1/8 de volta apĂłs
assentĂĄ-la.
Atenção
Uma vela de ignição apertada incorretamente pode
danificar o motor. Se a vela ficar solta, o pistĂŁo pode
ser danificado. Se a vela ficar muito apertada, as
roscas podem ser danificadas.
10. Reinstale o supressor de ruĂdo. Tome cuidado para
nĂŁo prender o cabo.
11. Instale as peças na ordem inversa da remoção.
6. Certifique-se de que um calibre tipo arame de 1,0
mm nĂŁo possa ser inserido na folga do eletrodo. Se
o calibre tipo arame entrar na folga do eletrodo,
substitua a vela de ignição.
60
XRE 300 ABS
Ăleo do Motor
Verificação do NĂvel
Atenção
Durante a utilização da motocicleta, é natural que
haja consumo de Ăłleo do motor, portanto, Ă© muito
importante a verificação constante do nĂvel de Ăłleo
e seu imediato abastecimento, se necessĂĄrio.
1
2
3
1. Tampa/vareta
medidora de
Ăłleo
2. Marca superior
3. Marca inferior
CuidAdo
Devido ao aquecimento do motor, o escapamento
também estarå aquecido. Cuidado ao verificar o óleo.
1. Se o motor estiver frio, acione-o e deixe-o em
marcha lenta de 3 a 5 minutos.
2. Desligue o motor e espere de 2 a 3 minutos.
3. Apoie a motocicleta na vertical num local plano e
firme.
4. Remova a tampa/vareta medidora de Ăłleo e limpe-a
com um pano seco.
5. Insira a tampa/vareta medidora, mas nĂŁo a rosqueie.
Verifique se o nĂvel de Ăłleo estĂĄ entre as marcas de
nĂvel superior e inferior, gravadas na vareta.
6. Instale firmemente a tampa/vareta medidora de
Ăłleo.
61
XRE 300 ABS
Troca do Ăłleo e do filtro de Ăłleo
A troca do Ăłleo do motor e do filtro de Ăłleo requer fer-
ramentas especiais. Recomendamos que esse serviço
seja feito por uma concessionĂĄria Honda.
Use um novo filtro de Ăłleo original Honda ou equiva-
lente especificado para o modelo de sua motocicleta.
NOTA
O uso de um filtro de Ăłleo incorreto pode danificar
o motor.
1. Se o motor estiver frio, acione-o e deixe-o em
marcha lenta de 3 a 5 minutos.
2. Desligue o motor e espere de 2 a 3 minutos.
3. Apoie a motocicleta num local plano e firme e
abaixe o cavalete lateral.
Adição
Se o nĂvel de Ăłleo estiver abaixo ou perto da marca
inferior, adicione o Ăłleo do motor recomendado.
1. Remova a tampa/vareta medidora de Ăłleo.
Adicione o óleo recomendado até atingir a marca
superior.
ï”îPara verificar o nĂvel de Ăłleo, apoie a motocicleta
na vertical num local plano e firme.
ï”îNĂŁo abasteça excessivamente.
ï”îTenha cuidado para que materiais estranhos nĂŁo
entrem no gargalo de abastecimento.
ï”îEm caso de derramamento de Ăłleo, seque-o ime-
diatamente.
2. Reinstale firmemente a tampa/vareta medidora.
Atenção
A adição excessiva ou insuficiente de óleo pode
danificar o motor. NĂŁo misture tipos diferentes de
óleo, pois isso poderå prejudicar a lubrificação e o
funcionamento da embreagem.
âș Para Ăłleo recomendado, consulte a pĂĄgina 47.
(cont.)
62
XRE 300 ABS
(cont.)
5. Para drenar o Ăłleo, remova a tampa/vareta medi-
dora de Ăłleo, o parafuso de drenagem e a arruela
de vedação.
CuidAdo
O motor e o Ăłleo estarĂŁo quentes. Tome cuidado
para nĂŁo se queimar.
NOTA
Descarte o Ăłleo e o filtro de Ăłleo usados, respeitando
o meio ambiente.
Coloque o Ăłleo e o filtro de Ăłleo num recipiente ve-
dado e leve-o ao posto de reciclagem mais prĂłximo.
NĂŁo jogue o Ăłleo usado em ralos ou no solo.
6. Remova os parafusos e a tampa do filtro.
7. Retire o filtro de Ăłleo, O-ring e a mola da tampa
do filtro de Ăłleo.
8. Aplique uma fina camada de Ăłleo de motor no
novo O-ring, em seguida instale-o na tampa do
filtro de Ăłleo.
9. Instale a mola na tampa da carcaça do motor.
10. Instale o novo filtro de Ăłleo com o vedador de
borracha voltado para fora, longe do motor.
A marca âOUT-SIDEâ deve ficar visĂvel no filtro
prĂłximo ao vedador.
4. Coloque um recipiente sob o parafuso de drena-
gem para coletar o Ăłleo.
1
2
1. Arruela de vedação
2. Parafuso de drenagem
63
XRE 300 ABS
11. Instale a tampa do filtro de Ăłleo e aperte os
parafusos.
Torque: 12 N.m (1,2 kgf.m)
1
2
3
4
5
6
7
1. Tampa do filtro de Ăłleo
2. O-ring
3. Marca âOUT-SIDEâ
4. Mola
5. Filtro de Ăłleo
6. Vedador de borracha
7. Parafusos
12. Instale uma nova arruela de vedação no parafuso
de drenagem. Aperte o parafuso de drenagem.
Torque: 30 N.m (3,1 kgf.m)
13. Abasteça o motor com o óleo recomendado (på-
gina 47) e instale a tampa/vareta medidora.
Capacidade de Ăłleo:
Troca do Ăłleo e filtro de Ăłleo: 1,5 litro
Troca do Ăłleo: 1,4 litro
14. Verifique o nĂvel do Ăłleo (pĂĄgina 60).
15. Certifique-se de que nĂŁo haja vazamento de Ăłleo.
CuidAdo
O Ăłleo usado pode causar cĂąncer se permanecer
em contato com a pele por perĂodos prolongados.
Apesar desse perigo sĂł existir se o Ăłleo for manu-
seado diariamente, lave bem as mĂŁos com sabĂŁo
e ĂĄgua imediatamente apĂłs o manuseio.
NOTA
A instalação incorreta do filtro de óleo pode causar
serios danos ao motor.
64
XRE 300 ABS
Freios
Verificação do NĂvel de Fluido
1. Mantenha a motocicleta na vertical num local plano
e firme.
2. Certifique-se de que o reservatĂłrio de fluido de
freio esteja na horizontal e o nĂvel de fluido esteja:
Freio dianteiro: Acima da marca de nĂvel inferior
(LWR).
Freio traseiro: Entre as marcas de nĂvel superior
(UPPER) e inferior (LOWER).
Se o nĂvel estiver abaixo da marca inferior num dos re-
servatĂłrios ou se a folga da alavanca ou pedal estiver
excessiva, verifique o desgaste das pastilhas de freio.
Caso as pastilhas estejam em bom estado, verifique o
sistema de freio quanto a vazamentos. Leve sua mo-
tocicleta a uma concessionåria Honda para inspeção.
1. ReservatĂłrio de fluido do freio dianteiro
2. Marca inferior (LWR)
1. ReservatĂłrio de fluido do freio traseiro
2. Marca superior (UPPER)
3. Marca inferior (LOWER)
1
2
Freio dianteiro Freio traseiro
1
2
3
65
XRE 300 ABS
Verificação das Pastilhas do Freio
Verifique os indicadores de desgaste nas pastilhas
de freio.
Ambas as pastilhas devem ser substituĂdas se uma
pastilha estiver gasta até o indicador de desgaste.
1. Freio dianteiro â Verifique as pastilhas a partir da
parte inferior do cĂĄliper do freio.
2. Freio traseiro â Verifique as pastilhas a partir do
lado direito da traseira da motocicleta.
Freio dianteiro
Freio traseiro
3
1
1
2
1
2
3
Se a substituição for necessåria, dirija-se a uma con-
cessionåria Honda para efetuar o serviço.
Substitua sempre ambas as pastilhas em conjunto.
1. Indicadores de
desgaste
2. Pastilhas de freio
3. Disco de freio
(cont.)
Atenção
Efetue todos os serviços de manutenção dos freios
numa concessionåria Honda. Use somente peças
genuĂnas Honda.
66
XRE 300 ABS
Ajuste do Interruptor da Luz do Freio
Verifique o funcionamento do interruptor da luz do
freio. Segure o interruptor da luz do freio traseiro e
gire a porca de ajuste no sentido A, para adiantar o
ponto em que a luz do freio se acende, e no sentido
B para retardĂĄ-lo.
Atenção
Para ajustar o interruptor, gire apenas a porca de
ajuste e nĂŁo o corpo do interruptor.
1
2
B
A
1. Interruptor da
luz do freio
traseiro
2. Porca de ajuste
Cavalete Lateral
1. Verifique se o cavalete lateral se move livremente.
Se estiver prendendo ou com ruĂdo, limpe a arti-
culação e lubrifique o parafuso de articulação com
graxa.
2. Verifique a mola do cavalete lateral quanto a danos
ou perda de tensĂŁo.
3. Sente-se na motocicleta, coloque a transmissĂŁo em
ponto morto e recolha o cavalete lateral.
4. Ligue o motor, acione a embreagem e engate uma
marcha.
5. Abaixe totalmente o cavalete lateral. O motor deve
desligar assim que o cavalete lateral for abaixado.
Se o sistema nĂŁo funcionar conforme descrito,
procure uma concessionĂĄria Honda.
1. Mola do cavalete
lateral
1
67
XRE 300 ABS
Corrente de TransmissĂŁo
Inspeção da Folga
Verifique a folga da corrente em diversos pontos. Se a
folga nĂŁo permanecer constante em todos os pontos
da corrente, alguns elos podem estar engripados
ou presos. Procure uma concessionĂĄria Honda para
verificação da corrente.
1. Coloque a transmissĂŁo em ponto morto e desligue
o motor.
2. Apoie a motocicleta no cavalete lateral num local
plano e firme.
3. Verifique a folga na parte central inferior da cor-
rente entre a coroa e o pinhĂŁo.
âș NĂŁo pilote a motocicleta se a folga exceder
60 mm.
4. Movimente a moto-
cicleta para frente e
verifique se a corrente
se move suavemente.
5. Verifique a coroa e o
pinhĂŁo (pĂĄgina 48).
6. Limpe e lubrifique a
corrente de transmis-
sĂŁo (pĂĄgina 49).
(cont.)
Folga da corrente:
20 - 30 mm
68
XRE 300 ABS
Ajuste
O ajuste da corrente de transmissĂŁo requer ferra-
mentas especiais. Procure uma concessionĂĄria Honda
para esse serviço.
1. Coloque a transmissĂŁo em ponto morto e desligue
o motor.
2. Apoie a motocicleta no cavalete lateral num local
plano e firme.
3. Solte a porca do eixo traseiro.
4. Solte as contraporcas de ambos os lados do braço
oscilante.
1
2
3
4
5
1. Marcas de
referĂȘncia
2. Extremidade traseira
dos ressaltos de
ajuste
3. Porca de ajuste
4. Contraporca
5. Porca do eixo
traseiro
2
1
5. Gire ambas as porcas de ajuste um nĂșmero igual
de voltas até obter a folga especificada.
Gire-as no sentido horĂĄrio para diminuir a folga.
Gire as porcas no sentido anti-horĂĄrio para au-
mentar a folga da corrente.
Ajuste a folga num ponto intermediĂĄrio entre o
pinhĂŁo e a coroa de transmissĂŁo.
Verifique a folga da corrente (pĂĄgina 67).
1. Marcas de referĂȘncia
2. Extremidade traseira
dos ressaltos de
ajuste
(cont.)
69
XRE 300 ABS
6. Verifique o alinhamento do eixo traseiro, certifican-
do-se de que as marcas de referĂȘncia nos ajusta-
dores da corrente se alinhem com a extremidade
traseira dos ressaltos de ajuste. As marcas devem
estar ajustadas uniformemente.
Se o eixo estiver desalinhado, gire as porcas de
ajuste direita e esquerda até obter o alinhamento
correto. Verifique novamente a folga da corrente.
7. Aperte a porca do eixo traseiro.
Torque: 88 N.m (9,0 kgf.m)
8. Aperte um pouco as porcas de ajuste. Fixe-as com
uma chave de boca e aperte as contraporcas.
9. Verifique novamente a folga da corrente.
CuidAdo
ïź
Caso nĂŁo use um torquĂmetro na instalação,
dirija-se a uma concessionĂĄria Honda, assim
que possĂvel, para verificar a montagem.
ïź
A montagem incorreta pode reduzir a eficiĂȘncia
do freio.
Inspeção do Desgaste
ApĂłs ajustar a folga, verifique a etiqueta indicadora de
desgaste. Se a faixa vermelha da etiqueta indicadora
de desgaste estiver alinhada com a seta, isso significa
que a corrente estĂĄ muito gasta e deve ser substituĂda.
Corrente de reposição:
DID520VD
Se necessĂĄrio, leve a motocicleta a uma concessionĂĄ-
ria Honda para fazer a substituição.
1
2
1. Faixa vermelha
2. Seta
70
XRE 300 ABS
2
1
1. Limite de uso
2. Deslizador da
corrente de
transmissĂŁo
Inspeção do Deslizador da Corrente
Verifique as condiçÔes do deslizador da corrente.
Se o deslizador atingir o limite de uso, substitua-o.
Para efetuar a substituição, dirija-se a uma conces-
sionĂĄria Honda.
2
1
1. Aro
2. Raio
Aros e Raios
A tensĂŁo dos raios, centragem e alinhamento das
rodas são vitais para a segurança. Nos primeiros
1.000 km, os raios afrouxam rapidamente devido ao
assentamento inicial das peças. Raios muito frouxos
causam instabilidade em alta velocidade, o que pode
levar Ă perda de controle. NĂŁo Ă© necessĂĄrio remover
as rodas para executar o serviço recomendado na
Tabela de Manutenção. No entanto, a informação
para a remoção das rodas é fornecida para situaçÔes
de emergĂȘncia (pĂĄgina 79).
1. Inspecione os aros e os raios quanto a danos.
2. Aperte qualquer raio solto.
3. Gire a roda lentamente e verifique qualquer
oscilação. Se isso acontecer, a roda pode estar
desalinhada. Se a oscilação for perceptĂvel, leve
sua motocicleta a uma concessionĂĄria Honda para
inspeção.
71
XRE 300 ABS
1
2
1. Alavanca da
embreagem
2. Folga
1. Protetor de
borracha
2. Ajustador superior
3. Contraporca
superior
Embreagem
Verificação da Folga da Alavanca
Verifique a folga da alavanca da embreagem.
Folga da alavanca da embreagem:
10 â 20 mm
Verifique se hĂĄ dobras ou marcas de desgaste no
cabo da embreagem. Se necessĂĄrio, procure uma
concessionåria Honda para fazer a substituição.
Lubrifique o cabo da embreagem com Ăłleo de boa
qualidade para impedir a corrosĂŁo e desgastes
prematuros.
NOTA
O ajuste incorreto da folga da alavanca da embrea-
gem pode causar desgaste prematuro da embreagem.
Ajuste da Folga
Ajuste superior
Primeiro ajuste a folga com o ajustador superior do
cabo da embreagem.
1. Levante o protetor de borracha.
2. Solte a contraporca superior.
3. Gire o ajustador superior até que a folga seja de
10 a 20 mm.
4. Aperte a contraporca superior e verifique a folga
novamente.
5. Recoloque o protetor de borracha.
1
2
3
+
-
(cont.)
72
XRE 300 ABS
1. Porca de ajuste
inferior
2. Contraporca
inferior
Ajuste inferior
Caso o ajustador superior do cabo seja desrosquea-
do até seu limite sem que a folga da alavanca fique
correta, ajuste a folga do cabo da embreagem com
a porca de ajuste inferior.
1. Solte a contraporca superior e gire totalmente o
ajustador superior do cabo para dentro (para obter
a folga mĂĄxima). Aperte a contraporca superior.
2. Solte a contraporca inferior.
3. Gire a porca de ajuste inferior até que a folga da
alavanca da embreagem seja de 10 a 20 mm.
4. Aperte a contraporca inferior e verifique novamente
a folga.
5. Ligue o motor, acione a alavanca da embreagem e
engate a 1ÂȘ marcha. Certifique-se de que o motor
nĂŁo desligue e a motocicleta nĂŁo se movimente
para frente. Solte a alavanca da embreagem e
acelere gradativamente. A motocicleta deve sair
com suavidade e aceleração progressiva.
NOTA
Se nĂŁo obtiver o ajuste adequado ou se a embreagem
nĂŁo funcionar corretamente, dirija-se a uma con-
cessionĂĄria Honda para inspecionar a embreagem.
1
2
+
-
73
XRE 300 ABS
Acelerador
Verificação
Com o motor desligado, verifique se a manopla do
acelerador funciona suavemente, da posição total-
mente aberta até a posição totalmente fechada, em
todas as posiçÔes do guidão e se a folga da manopla
estĂĄ correta. Se o acelerador nĂŁo funcionar suave-
mente, fechar automaticamente; ou se o cabo estiver
danificado, procure uma concessionĂĄria Honda para
fazer a inspeção.
Folga no flange da manopla: 2 â 6 mm
1
2
1. Folga
2. Flange
Respiro do Motor
Limpeza
1. Remova a tampa do tubo de respiro do motor.
2. Drene os depĂłsitos num recipiente.
3. Instale a tampa do tubo de respiro do motor.
1
1. Tampa do tubo
de respiro do
motor
74
XRE 300 ABS
Folga das VĂĄlvulas
A folga das vĂĄlvulas deve ser verificada e ajustada de
acordo com os intervalos especificados na Tabela de
Manutenção (pågina 40).
Procure uma concessionĂĄria Honda para inspecionar
e ajustar a folga das vĂĄlvulas.
NOTA
à necessårio o uso de uma ferramenta de medição
para este procedimento.
Atenção
VĂĄlvulas com folga excessiva provocam ruĂdos no
motor. JĂĄ a ausĂȘncia de folga pode danificar as
vĂĄlvulas ou provocar perda de potĂȘncia.
Outros Ajustes
Ajuste do Facho do Farol
O farol é de grande importùncia para sua segurança.
Se estiver desregulado, a visibilidade serĂĄ reduzida
e os motoristas que trafegam em sentido contrĂĄrio
terĂŁo sua visĂŁo ofuscada.
Com uma inclinação acentuada para baixo, o farol,
apesar de iluminar intensamente, reduz o campo de vi-
sibilidade, trazendo-o para muito perto da motocicleta.
Com uma inclinação nula, o espaço próximo à mo-
tocicleta serå deixado às escuras e, também a longa
distùncia, a iluminação serå deficiente.
Se pilotar Ă noite, logo perceberĂĄ se Ă© ou nĂŁo ne-
cessĂĄrio regular o farol. Mas nĂŁo deixe de regulĂĄ-lo
antes de sair.
(figura ilustrativa)
menos de 20 cm
10 m
menos de 10 cm
NOTA
Regule o farol na luz baixa.
(cont.)
75
XRE 300 ABS
1. Coloque a motocicleta na posição vertical (sem
apoiĂĄ-la no cavalete), com o centro da roda
dianteira a 10 m de uma parede plana, de
preferĂȘncia nĂŁo reflexiva.
2. Calibre os pneus na pressĂŁo especificada.
NOTA
O peso do passageiro e da carga podem afetar
consideravelmente a regulagem do farol.
Ajuste-o novamente considerando o peso do passa-
geiro e da carga.
10 m
Y
X
Y = mĂĄximo 1,2 m
(figura ilustrativa)
X > Y/5
1
NOTA
O facho do farol deve alcançar 100 m, no måximo.
100 m
2
(figura ilustrativa)
Ajuste vertical
O facho do farol pode ser ajustado verticalmente para
obter o alinhamento correto.
1. Gire o guidĂŁo totalmente para a direita.
2. Insira uma chave Philips através da guia até en-
costar no ajustador.
âș A marca de foco prĂłximo a guia representa o
ajuste do facho do farol.
3. Gire o ajustador para dentro ou para fora, utili-
zando a chave Philips, conforme necessĂĄrio.
Obedeça às leis e regulamentaçÔes locais de trùnsito.
1. Ajustador
2. Guias
3. Marca de foco
A. Levanta o facho
B. Abaixa o facho
1
2
2
3
Vista A
Vista A
A
B
76
XRE 300 ABS
Espelho Retrovisor
O espelho retrovisor permite o ajuste do Ăąngulo de
visĂŁo. Coloque a motocicleta em local plano e sente-
se nela. Para ajustar, vire o espelho até obter o melhor
Ăąngulo de visĂŁo de acordo com sua altura, peso e
posição de pilotagem.
Paralelo
Paralelo
Correto
Atenção
Nunca force o espelho retrovisor contra a haste de
suporte durante a regulagem. Se necessĂĄrio, solte a
porca de fixação e movimente a haste para o lado
oposto, para facilitar a regulagem.
77
XRE 300 ABS
DIAGNOSE DE DEFEITOS
O Motor NĂŁo DĂĄ Partida
O Motor de Partida Funciona mas o Motor
NĂŁo DĂĄ Partida
Verifique os seguintes itens:
ïź
Se a sequĂȘncia de partida estĂĄ correta (pĂĄgina
32).
ïź
Se hĂĄ combustĂvel suficiente no tanque de combus-
tĂvel.
ïź
Se o indicador de falha do PGM-FI estĂĄ aceso.
ï”îSe o indicador estiver aceso, procure uma con-
cessionĂĄria Honda o mais rĂĄpido possĂvel.
O Motor de Partida NĂŁo Funciona
Verifique os seguintes itens:
ïź
Interruptor do motor na posição (pågina 30);
ïź
FusĂveis queimados (pĂĄgina 86).
ïź
ConexĂŁo solta na bateria ou terminais oxidados
(pĂĄgina 56).
ïź
CondiçÔes da bateria (pågina 83).
Se o problema persistir, procure uma concessionĂĄria
Honda para inspeção.
Os Indicadores se Acendem ou Piscam
Indicador de Falha do PGM-FI
Se o indicador se acender durante a pilotagem, po-
derå haver sérios problemas com o sistema PGM-FI.
Reduza a velocidade e procure uma concessionĂĄria
Honda, o mais rĂĄpido possĂvel, para verificação.
Indicador do ABS
Se o indicador do ABS se acender em alguma das
seguintes condiçÔes, isso indica um sério problema
no sistema de freio. Reduza a velocidade e procure
uma concessionĂĄria Honda o mais rĂĄpido possĂvel
para verificação.
ïź
O indicador se acende ou começa a piscar durante
a pilotagem.
ïź
O indicador nĂŁo se acende quando o interruptor
de ignição estå ligado.
ïź
O indicador nĂŁo se apaga quando a motocicleta
ultrapassa 10 km/h.
Se o indicador do ABS permanecer aceso, os freios
continuarĂŁo operando como um sistema de freio
convencional, mas sem a função antibloqueio.
O indicador do ABS pode piscar caso a roda traseira
seja girada enquanto a motocicleta Ă© levantada do
solo. Neste caso, desligue o interruptor de ignição e
ligue-o novamente. O indicador do ABS se apagarĂĄ
apĂłs a motocicleta atingir 30 km/h.
78
XRE 300 ABS
Indicação de Falha do Medidor de
CombustĂvel
Se o sistema de combustĂvel apresentar um erro, os
indicadores do medidor de combustĂvel serĂŁo indica-
dos conforme mostrado abaixo.
Se isso ocorrer, procure uma concessionĂĄria Honda
o mais rĂĄpido possĂvel.
Pneu Furado
Reparos em pneus furados ou remoção de rodas re-
querem ferramentas especiais e habilidades técnicas.
Recomendamos que esse serviço seja realizado por
uma concessionĂĄria Honda.
ApĂłs um reparo de emergĂȘncia, procure uma con-
cessionåria Honda para que seja feita a inspeção/
substituição do pneu.
CuidAdo
ïź
Pilotar a motocicleta com um reparo temporĂĄrio
Ă© muito perigoso. Se o pneu ou cĂąmara nĂŁo for
reparado corretamente, vocĂȘ poderĂĄ sofrer um
acidente com ferimentos graves ou fatais.
ïź
Caso precise pilotar com um reparo temporĂĄrio,
pilote cuidadosamente e nĂŁo ultrapasse os 50
km/h, até que o pneu ou cùmara de ar seja
substituĂdo.
ïź
Procure uma concessionĂĄria Honda o mais rĂĄ-
pido possĂvel para fazer a substituição.
79
XRE 300 ABS
Reparo e Substituição da Cùmara de Ar
Se uma cĂąmara de ar estiver perfurada ou danificada,
substitua-a o mais rĂĄpido possĂvel. Uma cĂąmara repa-
rada pode nĂŁo apresentar a mesma eficiĂȘncia de uma
nova, bem como pode estourar durante a pilotagem.
Caso seja necessĂĄrio efetuar reparos temporĂĄrios na
cĂąmara, pilote com cuidado em velocidade reduzida
e substitua a cĂąmara reparada antes da prĂłxima
pilotagem.
Sempre que substituir uma cĂąmara de ar, o pneu deve
ser inspecionado cuidadosamente, conforme descrito.
Rodas
Siga os seguintes procedimentos caso precise remover
a roda para reparar um pneu furado.
Atenção
Ao remover e instalar a roda, tome cuidado para nĂŁo
danificar o sensor de velocidade e o anel pulsador.
Ao instalar o cĂĄliper do freio, encaixe cuidadosamente
o disco de freio entre as pastilhas para nĂŁo riscĂĄ-las.
Roda Dianteira
Remoção
1. Apoie a motocicleta no cavalete lateral, num local
plano e firme.
2. Levante a roda dianteira do chĂŁo usando um
cavalete para manutenção ou elevador.
3. Solte as porcas de fixação do suporte do eixo
dianteiro.
Remova o eixo dianteiro, a roda e as buchas laterais.
âș Evite o contato de graxa, Ăłleo ou sujeira nas
superfĂcies do disco ou das pastilhas.
âș NĂŁo acione a alavanca do freio ou pressione o
pedal do freio apĂłs remover a roda.
80
XRE 300 ABS
1. Porcas superiores de
fixação do suporte do
eixo dianteiro
2. Bucha lateral direita
3. Porcas inferiores de
fixação do suporte do
eixo dianteiro
4. Eixo dianteiro
5. Bucha lateral esquerda
6. Anel pulsador
7. Sensor de velocidade
da roda dianteira
1
4
3
2
5
6
7
Instalação
1. Instale as buchas laterais esquerda e direita em
seus alojamentos na roda dianteira.
2. Posicione a roda entre os garfos e insira o eixo
pelo lado direito, passando pelo cubo da roda até
encostar no garfo esquerdo.
3. Aperte o eixo dianteiro:
Torque: 59 N.m (6,0 kgf.m)
4. Aperte primeiro as porcas superiores de fixação do
suporte do eixo dianteiro e em seguida, as porcas
inferiores de fixação do suporte do eixo dianteiro
no torque especificado:
Torque: 12 N.m (1,2 kgf.m)
5. ApĂłs instalar a roda, acione a alavanca do freio e
o pedal do freio vĂĄrias vezes e verifique se a roda
gira livremente. Verifique novamente se hĂĄ arrasto
do freio ou se a roda nĂŁo gira livremente.
CuidAdo
Caso nĂŁo use um torquĂmetro na instalação da
roda, dirija-se a uma concessionĂĄria Honda, assim
que possĂvel, para verificar a montagem da roda.
A montagem incorreta pode reduzir a eficiĂȘncia
do freio.
81
XRE 300 ABS
1
2
3
4
1. Contraporca
do ajustador
da corrente de
transmissĂŁo
2. Porca do eixo
traseiro
3. Arruela do eixo
traseiro
4. Porca de ajuste
da corrente de
transmissĂŁo
Roda Traseira
Remoção
1. Apoie a motocicleta no cavalete lateral num local
plano e firme e levante a roda traseira do chĂŁo,
usando um cavalete para manutenção ou elevador.
2. Solte a porca do eixo traseiro, as contraporcas
e gire as porcas de ajuste de forma que a roda
traseira possa ser movimentada totalmente para
a frente, obtendo a folga mĂĄxima da corrente de
transmissĂŁo.
3. Remova a porca do eixo traseiro.
4. Remova a corrente de transmissĂŁo da coroa, em-
purrando a roda traseira para frente.
5. Remova o eixo traseiro, arruela, arruela do eixo
traseiro e ajustadores da corrente de transmissĂŁo.
2
3
4
1
1. Corrente de
transmissĂŁo
2. Porca de ajuste
da corrente de
transmissĂŁo
3. Contraporca
do ajustador
da corrente de
transmissĂŁo
4. Eixo traseiro/Arruela
6. Remova o suporte do cĂĄliper do freio, a roda
traseira e as buchas laterais.
âș Apoie o conjunto do cĂĄliper do freio para que
nĂŁo fique pendurado pela mangueira. NĂŁo
torça a mangueira do freio.
âș Evite o contato de graxa, Ăłleo ou sujeira nas
superfĂcies do disco ou das pastilhas.
âș NĂŁo acione o pedal do freio enquanto o cĂĄliper
do freio Ă© removido.
(cont.)
82
XRE 300 ABS
1
2
3
4
1. Suporte do cĂĄliper
do freio
2. Ranhura
3. Ressalto
4. Braço oscilante
Instalação
1. Para instalar a roda traseira, siga a ordem inversa
da remoção.
âș Tome cuidado para que o cĂĄliper do freio nĂŁo
risque a roda durante a instalação.
Atenção
Ao instalar o cĂĄliper do freio, encaixe cuidadosa-
mente o disco de freio entre as pastilhas para nĂŁo
riscĂĄ-las.
2. Certifique-se de que a ranhura do suporte do
cĂĄliper do freio esteja encaixada no ressalto do
braço oscilante.
3. Ajuste a folga da corrente de transmissĂŁo (pĂĄgina
68).
4. Aperte a porca do eixo traseiro.
Torque: 88 N.m (9,0 kgf.m)
5. ApĂłs instalar a roda, acione o pedal do freio
vĂĄrias vezes e verifique se a roda gira livremente
apĂłs soltĂĄ-lo. Se o freio travar ou a roda prender,
verifique novamente a montagem.
CuidAdo
Caso nĂŁo use um torquĂmetro na instalação da
roda, dirija-se a uma concessionĂĄria Honda, assim
que possĂvel, para verificar a montagem da roda.
A montagem incorreta pode reduzir a eficiĂȘncia
do freio.
83
XRE 300 ABS
Falha Elétrica
Bateria Sem Carga
Carregue a bateria com um carregador de baterias
para motocicletas.
Remova a bateria da motocicleta antes de carregĂĄ-la.
NĂŁo use um carregador de baterias para automĂłveis,
pois a bateria pode superaquecer e sofrer danos
permanentes.
Se a bateria nĂŁo funcionar depois de carregada,
procure uma concessionĂĄria Honda.
Atenção
Partida com bateria auxiliar de um automĂłvel nĂŁo Ă©
recomendada, pois pode danificar o sistema elétrico
da motocicleta.
LĂąmpadas Queimadas
Siga os seguintes procedimentos para a substituição
de uma lĂąmpada queimada.
CuidAdo
Deixe a lĂąmpada esfriar antes de substituĂ-la.
NOTA
ïź
Posicione o interruptor de ignição em OFF ou
LOCK, antes de substituir as lĂąmpadas.
ïź
Use apenas as lĂąmpadas recomendadas.
ïź
Verifique se a lĂąmpada substituĂda funciona corre-
tamente antes da pilotagem.
âș Para saber a potĂȘncia da lĂąmpada, consulte Especifica-
çÔes Técnicas, pågina 112.
(cont.)
84
XRE 300 ABS
Farol/Luzes de posição
Atenção
NĂŁo obstrua a lente do farol quando ligado, isto
poderĂĄ resultar em superaquecimento e danos na
lente e bloco Ăłtico.
1. Luzes de posição
2. Farol
1
2
Esta motocicleta estĂĄ equipada com luz do farol
e luzes de posição do tipo LED.
Se houver um LED que nĂŁo se acende, dirija-se
a uma concessionåria Honda para manutenção.
Luz da placa de licença
1. LĂąmpada
2. Tampa da luz da
placa de licença
3. Parafusos
4. Vedação da
tampa
3
4
1
2
CuidAdo
Deixe a lĂąmpada esfriar antes de substituĂ-la.
1. Remova os parafusos.
2. Remova a tampa da luz da placa de licença e a
vedação da tampa.
3. Retire a lĂąmpada sem girĂĄ-la.
4. Instale uma nova lùmpada e as peças removidas
na ordem inversa da remoção.
Atenção
ïź
NĂŁo toque no bulbo da lĂąmpada com os dedos.
ïź
Se tocar na lĂąmpada com as mĂŁos, limpe-a
com um pano umedecido em ĂĄlcool para evitar
a queima prematura.
85
XRE 300 ABS
Lanterna traseira/Luz de freio
1. Lanterna traseira/
luz de freio
1
Esta motocicleta estĂĄ equipada com lanterna
traseira/luz de freio do tipo LED.
Se houver um LED que nĂŁo se acende, dirija-se
a uma concessionåria Honda para manutenção.
Sinaleiras dianteiras e traseiras
1. Sinaleira
1
Esta motocicleta estĂĄ equipada com luz das
sinaleiras dianteiras e traseiras do tipo LED.
Se houver um LED que nĂŁo se acende, dirija-se
a uma concessionåria Honda para manutenção.
86
XRE 300 ABS
FusĂvel Queimado
ï”îAntes de manusear os fusĂveis, consulte Inspeção e
Substituição de FusĂveis, pĂĄgina 46.
Caixa de fusĂveis
1. Remova a tampa lateral esquerda (pĂĄgina 55).
2. Abra a tampa da caixa de fusĂveis.
3. Retire os fusĂveis e verifique se hĂĄ algum fusĂvel
queimado. Sempre substitua um fusĂvel queimado
por outro de mesma amperagem.
4. Feche a tampa da caixa de fusĂveis.
5. Instale a tampa lateral esquerda.
1. Tampa da caixa
de fusĂveis
2. FusĂvel de reserva
1
2
FusĂvel principal
1. Remova a tampa lateral esquerda (pĂĄgina 55).
2. Remova o interruptor magnético de partida das
linguetas.
3. Solte o conector do interruptor magnético de partida.
4. Retire o fusĂvel principal e verifique se estĂĄ queimado.
Sempre substitua um fusĂvel queimado por outro
de mesma amperagem.
O fusĂvel principal de reserva estĂĄ localizado sob
o interruptor magnético de partida.
5. Instale as peças removidas na ordem inversa da
remoção.
1. Conector
2. FusĂvel principal
3. FusĂvel principal de
reserva
4. Interruptor magné-
tico de partida
5. Linguetas
1
2
3
4
5
Atenção
Se um fusĂvel queimar com frequĂȘncia, isso indica
curto-circuito ou sobrecarga no sistema elétrico.
Procure uma concessionĂĄria Honda para inspecio-
nar a motocicleta.
87
XRE 300 ABS
FusĂveis do ABS
1
2
1. Tampa da caixa de
fusĂveis do ABS
2. FusĂvel de reserva
1. Remova a tampa lateral esquerda (pĂĄgina 55).
2. Abra a tampa da caixa de fusĂveis do ABS.
3. Retire os fusĂveis um a um e verifique se hĂĄ algum
fusĂvel queimado. Sempre substitua um fusĂvel
queimado por outro de mesma amperagem.
4. Feche a tampa da caixa de fusĂveis do ABS.
5. Instale a tampa lateral esquerda.
88
XRE 300 ABS
INFORMAĂĂES GERAIS
Chaves
Chave de Ignição
Guarde a chave reserva em local seguro.
Para fazer uma cĂłpia da chave, leve a chave reserva
a uma concessionĂĄria Honda.
Se todas as chaves forem perdidas, o conjunto de
travas da motocicleta deverĂĄ ser substituĂdo.
Instrumentos, Controles e Outros
Componentes
Interruptor de Ignição
Deixar o interruptor de ignição ligado e o motor
desligado irĂĄ descarregar a bateria.
NĂŁo gire a chave durante a pilotagem.
Um chaveiro de metal pode danificar a ĂĄrea ao redor
do interruptor de ignição.
Interruptor do Motor
NĂŁo use o interruptor do motor exceto em uma
emergĂȘncia.
Ao acionĂĄ-lo, o motor desligarĂĄ subitamente, tornan-
do a pilotagem insegura.
Se o motor for desligado com o uso do interruptor
do motor, desligue o interruptor de ignição. Caso
contrĂĄrio, a bateria irĂĄ descarregar.
HodĂŽmetro
Quando a quilometragem atingir 999.999, a conta-
gem serå interrompida e essa indicação serå mantida.
89
XRE 300 ABS
Catalisador
Esta motocicleta estĂĄ equipada com catalisador de
trĂȘs vias. O catalisador contĂ©m metais preciosos que
ajudam a converter hidrocarbonetos (HC), monĂłxido
de carbono (CO) e Ăłxidos de nitrogĂȘnio (NOx)
presentes nos gases de escapamento em compostos
seguros.
Catalisadores defeituosos contribuem para a poluição
do ar e podem prejudicar o desempenho do motor. As
peças de reposição devem ser peças originais Honda
ou equivalentes.
Siga estas recomendaçÔes para proteger o catalisador
de sua motocicleta.
ïź
Use somente gasolina de boa qualidade sem
chumbo. O uso de gasolina de baixa qualidade
ou adulterada pode danificar o catalisador.
ïź
Mantenha o motor em boas condiçÔes.
ïź
Inspecione sua motocicleta em caso de falha
na ignição, contraexplosão, se o motor estiver
morrendo ou se houver algum outro problema
afetando a pilotagem, pare a motocicleta e
desligue o motor.
HodĂŽmetro Parcial
Se o hodĂŽmetro parcial A e B exceder 9.999,9 qui-
lĂŽmetros, ele retornarĂĄ automaticamente para 0,0.
Porta-documentos
O manual do proprietĂĄrio e outros documentos po-
dem ser guardados no porta-documentos, localizado
no compartimento do jogo de ferramentas.
Corte da Ignição
Um sensor de Ăąngulo desliga automaticamente o mo-
tor e a bomba de combustĂvel em caso de queda da
motocicleta. Para ativar novamente o sensor, desligue
o interruptor de ignição e ligue-o novamente antes
de acionar o motor.
90
XRE 300 ABS
COMO TRANSPORTAR A MOTOCICLETA
Se utilizar um caminhĂŁo ou carreta para transportar
sua motocicleta Honda, siga as instruçÔes abaixo.
ïź
Use uma rampa para colocar a motocicleta no
veĂculo de transporte.
ïź
Certifique-se de que o interruptor de ignição esteja
desligado.
ïź
Mantenha a motocicleta na vertical, utilizando
cintas de fixação apropriadas. Não utilize cordas,
pois estas podem se soltar, causando a queda da
motocicleta.
ïź
Mantenha a transmissĂŁo engrenada durante o
transporte.
Para manter a motocicleta firmemente no lugar, apoie
a roda dianteira na frente da caçamba do veĂculo de
transporte. Prenda as extremidades inferiores das duas
cintas de fixação nos ganchos do veĂculo. Prenda as
extremidades superiores das cintas no guidĂŁo (uma
no lado direito e outra no lado esquerdo), prĂłximo
ao garfo. Certifique-se de que as cintas de fixação
nĂŁo estejam em contato com os cabos de controle,
carenagens ou fiação elétrica.
Aperte ambas as cintas até que a suspensão dianteira
fique comprimida atĂ©, no mĂnimo, metade de seu
curso. ApertĂĄ-las excessivamente pode danificar os
retentores dos garfos. Trave as cintas para que nĂŁo
se soltem durante o percurso.
Use outra cinta de fixação para evitar que a traseira
da motocicleta se movimente.
NĂŁo transporte a motocicleta deitada. Isso poderĂĄ
danificĂĄ-la, alĂ©m de causar vazamento de combustĂ-
vel, o que Ă© muito perigoso.
NOTA
A parte traseira da motocicleta pode ser fixada pela
roda ou pelas alças traseiras. Prenda-a de forma que
a mesma fique na vertical e firmemente fixa. Para
evitar danos às peças, recomenda-se a proteção da
regiĂŁo de contato com as cintas.
(figura ilustrativa)
(cont.)
91
XRE 300 ABS
NOTA
A Moto Honda da AmazĂŽnia Ltda. nĂŁo se responsa-
biliza pelo frete, estadia do condutor ou veĂculo, por
danos causados durante improvisos emergenciais,
nem pelo transporte da motocicleta para a assistĂȘn-
cia técnica devido à pane que impeça a locomoção
ou execução das revisÔes periódicas estipuladas na
Tabela de Manutenção.
Reboque para Motocicletas
Os dispositivos de reboque de motocicletas que
apoiam a roda traseira no solo, assim como o re-
boque utilizando corda cambão ou cabo de aço,
nĂŁo devem ser utilizados em hipĂłtese alguma. Caso
contrĂĄrio, a bomba de Ăłleo nĂŁo funcionarĂĄ. Como
as engrenagens e os rolamentos dos eixos primĂĄrio
e secundĂĄrio da transmissĂŁo sĂŁo lubrificados sob
pressão, estes serão danificados. Além disso, a sus-
pensão dianteira, a coluna de direção e o chassi da
motocicleta nĂŁo foram dimensionados para suportar
esforços e vibraçÔes nesse sentido.
Atenção
Danos causados pelo uso de tais dispositivos ou
de outros equipamentos nĂŁo recomendados pela
Honda nĂŁo serĂŁo cobertos pela garantia.
(figura ilustrativa)
92
XRE 300 ABS
ECONOMIA DE COMBUSTĂVEL
As condiçÔes da motocicleta, maneira de pilotar e
condiçÔes externas afetam o consumo de combustĂvel.
Os cuidados com o amaciamento durante os primei-
ros quilÎmetros de uso também contribuem para este
desempenho.
CondiçÔes da Motocicleta
Para mĂĄxima economia de combustĂvel, mantenha
a motocicleta em perfeitas condiçÔes de uso e utilize
somente combustĂvel de boa qualidade.
Use somente peças originais Honda e efetue todos
os serviços de manutenção necessårios nos intervalos
especificados, principalmente a regulagem do sistema
de injeção e verificação do sistema de escapamento.
Verifique frequentemente a pressĂŁo e o desgaste dos
pneus. O uso de pneus desgastados ou com pressĂŁo
incorreta aumenta o consumo de combustĂvel.
Maneira de Pilotar
O consumo de combustĂvel serĂĄ menor se a motoci-
cleta for pilotada de forma moderada. AceleraçÔes
rĂĄpidas, manobras bruscas ou frenagens severas
aumentam o consumo.
Sempre utilize as marchas adequadas, de acordo com
a velocidade, e acelere suavemente. Tente manter a
motocicleta em velocidade constante, sempre que o
trĂĄfego permitir.
CondiçÔes Externas
O consumo de combustĂvel serĂĄ menor se a motocicle-
ta for pilotada em rodovias planas e de boa estrutura,
ao nĂvel do mar, sem passageiro ou bagagem, e com
temperatura ambiente moderada. Roupas e capacete
sob medida também contribuem para a economia
de combustĂvel.
O consumo serĂĄ sempre maior com o motor frio. Po-
rém, não hå necessidade de deixå-lo em marcha lenta
por um longo perĂodo para aquecĂȘ-lo. A motocicleta
poderĂĄ ser pilotada aproximadamente um minuto
apĂłs ligar o motor, nĂŁo importando a temperatura
externa. O motor se aquecerĂĄ mais rapidamente e a
economia de combustĂvel serĂĄ maior.
93
XRE 300 ABS
LIMPEZA E CONSERVAĂĂO
Limpe a motocicleta regularmente para manter sua
aparĂȘncia, aumentar a durabilidade e proteger a
pintura, componentes cromados, plĂĄsticos ou de
borracha.
Em regiÔes litorùneas, onde o contato com a maresia
e umidade é intenso, tanto a conservação quanto a
manutenção devem receber atenção especial. Após o
uso da motocicleta nessas regiÔes, remova imediata-
mente os elementos agressivos para evitar oxidação.
ïź
Em caso de contato com ĂĄgua de chuva, ou apĂłs
atravessar riachos ou alagamentos, lave e seque
a motocicleta imediatamente apĂłs o uso. Aplique
spray antioxidante nos amortecedores, escapa-
mento (inclusive parte interna) e demais peças
cromadas.
(figura ilustrativa)
Lave imediatamente após o uso em regiÔes litorùneas!
NOTA
Aplique spray antioxidante somente com o motor frio.
O excesso pode ser retirado apĂłs 24 horas.
CuidAdo
Não aplique spray antioxidante nas regiÔes próxi-
mas aos freios.
ïź
Elimine o acĂșmulo de poeira, terra, barro, areia e
pedras. O atrito de pedras e areia pode afetar a
pintura.
ïź
Remova materiais estranhos dos componentes
de fricção, como pastilhas e discos para não
prejudicar sua durabilidade e eficiĂȘncia.
ïź
Se a motocicleta for permanecer inativa por um
longo perĂodo, consulte Conservação de Motoci-
cletas Inativas.
Aplique spray antioxidante
nas peças cromadas após a lavagem.
94
XRE 300 ABS
Equipamentos de Lavagem
Nunca utilize equipamentos de alta pressĂŁo para
lavar a motocicleta. O jato direto e a alta temperatura
podem danificar os componentes da motocicleta,
desprender faixas e adesivos, remover a graxa dos
rolamentos da coluna de direção e da articulação
da suspensão traseira, além de danificar a pintura.
NĂŁo aplique produtos alcalinos ou ĂĄcidos, pois sĂŁo al-
tamente prejudiciais Ă s peças zincadas e de alumĂnio.
Recomendamos lavar a motocicleta pulverizando
ĂĄgua em formato de leque aberto sob baixa pressĂŁo,
a uma distĂąncia mĂnima de 1,2 m.
(figura ilustrativa)
Utilize sob baixa pressĂŁo, a uma distĂąncia mĂnima
de 1,2 m da motocicleta.
Este modelo é equipado com o sistema de injeção
eletrĂŽnica de combustĂvel PGM-FI. A infiltração de
lĂquidos poderĂĄ causar danos irreversĂveis aos com-
ponentes desse sistema.
Atenção
Nunca direcione jato de alta pressĂŁo diretamente
no corpo do acelerador do sistema PGM-FI.
Evite pulverizar ĂĄgua ou ar sob alta pressĂŁo (comum
em lava-rĂĄpidos), nos seguintes componentes ou
locais:
ïź
Cubos das rodas
ïź
Interruptores do guidĂŁo
ïź
Painel de instrumentos
ïź
SaĂda do silencioso
ïź
Sob o tanque de combustĂvel
ïź
Coluna de direção e trava da coluna de direção
ïź
Corrente de transmissĂŁo
ïź
Farol
ïź
Cilindros mestres dos freios
ïź
Filtro de ar
95
XRE 300 ABS
Como Lavar a Motocicleta
CuidAdo
Antes da lavagem, certifique-se de que o motor
e o escapamento estejam frios. Use sempre luvas
apropriadas e botas de borracha para evitar feri-
mentos. Siga sempre os procedimentos de lavagem
descritos neste manual.
Atenção
Nunca lave a motocicleta exposta ao sol e com o
motor quente.
OK
Utilize
somente ĂĄgua
e xampu neutro.
Lave com movimentos
circulares utilizando
pano macio.
APLIQUE CERA PROTETORA, SE NECESSĂRIO
1. Pulverize querosene no motor, escapamento, rodas
e cavalete lateral, e remova os resĂduos de Ăłleo e
graxa com um pincel. IncrustaçÔes de piche são
removidas com querosene puro.
NOTA
O querosene ataca peças de borracha. Proteja-as
antes da aplicação.
Nunca utilize solventes quĂmicos e
produtos de limpeza abrasivos!
Nunca
utilize
esponja/
lã de aço
nas peças
cromadas.
Produto
de limpeza
abrasivo
(cont.)
96
XRE 300 ABS
Atenção
ïź
Solventes quĂmicos e produtos de limpeza
abrasivos podem danificar a pintura e as peças
metĂĄlicas e plĂĄsticas da motocicleta.
ïź
Produtos quĂmicos, solventes e detergentes nĂŁo
devem ser utilizados em hipĂłtese alguma. Seu
uso provoca sérios danos à motocicleta, tais
como oxidação das partes metålicas, perda de
brilho das peças pintadas e de borracha, e des-
coloração de outras peças da motocicleta, tais
como tampas do motor.
ïź
Não use lã de aço ou produtos abrasivos para
limpar as peças cromadas, pois estes removem
sua camada protetora iniciando um processo de
oxidação severa.
ïź
Evite subir com a motocicleta sobre guias ou
raspar as rodas em obstĂĄculos a fim de evitar
danos.
2. EnxĂĄgue com bastante ĂĄgua.
3. Lave as carenagens, tanque, assento, tampas
laterais e para-lamas com ĂĄgua e xampu neutro.
Use um pano ou esponja macia. EnxĂĄgue comple-
tamente a motocicleta e seque com um pano limpo
e macio. Retire o excesso de ĂĄgua do interior dos
cabos.
NOTA
ïź
Limpe as peças plåsticas com um pano macio ou
esponja umedecidos em solução de xampu neutro
e ĂĄgua. EnxĂĄgue completamente com ĂĄgua e seque
com um pano macio.
ïź
NĂŁo remova a poeira com um pano seco, pois a
pintura poderĂĄ ser riscada.
4. Se necessĂĄrio, aplique cera protetora nas superfĂcies
pintadas e cromadas, exceto em superfĂcies ou
pinturas especiais foscas. A cera deve ser aplicada
com algodĂŁo especial ou flanela, em movimentos
circulares e uniformes.
Atenção
A aplicação de massa ou produtos para polimento
pode danificar a pintura.
(figura ilustrativa)
NĂŁo aplique spray
antioxidante nos freios.
Nunca utilize
esponja de
aço nas peças
cromadas.
(cont.)
(cont.)
97
XRE 300 ABS
5. Logo apĂłs a lavagem, lubrifique a corrente de
transmissĂŁo e os cabos do acelerador e da em-
breagem. Aplique spray antioxidante nas rodas,
amortecedores, interior e exterior do escapamento
e demais peças cromadas.
NOTA
Aplique spray antioxidante somente com o motor frio.
O excesso pode ser retirado apĂłs 24 horas.
6. Ligue o motor e deixe-o funcionar por alguns
minutos.
O interior da lente do farol poderĂĄ eventualmente
apresentar condensação de umidade após a
lavagem da motocicleta. Ela desaparecerĂĄ gra-
dualmente acendendo-se o farol com luz alta.
Mantenha o motor em funcionamento enquanto o
farol estiver aceso.
CuidAdo
ïź
Não aplique spray antioxidante nas regiÔes
prĂłximas aos freios.
ïź
A eficiĂȘncia dos freios pode ser temporariamen-
te afetada apĂłs a lavagem. Teste-os antes de
pilotar. Pode ser necessĂĄrio acionĂĄ-los algumas
vezes para restituir seu desempenho normal.
ïź
Acione os freios com maior antecedĂȘncia para
evitar um possĂvel acidente.
APLIQUE CERA PROTETORA, SE NECESSĂRIO
98
XRE 300 ABS
Componentes de AlumĂnio
Os componentes de alumĂnio sofrem corrosĂŁo quando
entram em contato prolongado com poeira, lama ou
ĂĄgua salgada. Limpe regularmente os componentes
de alumĂnio e siga as seguintes recomendaçÔes para
evitar riscĂĄ-los:
ïź
Não use esponjas de aço nem produtos abrasivos.
ïź
NĂŁo suba em guias nem encoste contra obstĂĄculos.
Painéis
Siga as seguintes recomendaçÔes para evitar danos:
ïź
Lave cuidadosamente com esponja macia e bas-
tante ĂĄgua.
ïź
Para remover as manchas mais difĂceis, use de-
tergente diluĂdo e enxĂĄgue cuidadosamente com
bastante ĂĄgua.
ïź
Evite o contato de gasolina, fluido de freio ou
detergentes com os instrumentos, painéis ou farol.
Manutenção do Tubo de Escapamento
e Silencioso
Quando o tubo de escapamento e o silencioso forem
pintados, nĂŁo use produtos de limpeza de cozinha
abrasivos. Use somente detergente neutro para limpar
a superfĂcie pintada. Se nĂŁo tiver certeza se eles sĂŁo
pintados, procure uma concessionĂĄria Honda.
Atenção
Embora o escapamento seja feito de aço inoxidå-
vel, ele pode manchar. Remova todas as marcas e
manchas assim que visualizĂĄ-las.
99
XRE 300 ABS
CONSERVAĂĂO DE MOTOCICLETAS
INATIVAS
Atenção
A bateria de sua motocicleta Ă© carregada quando o
sistema de carga estĂĄ em funcionamento, durante
a utilização da motocicleta, em condiçÔes normais
de uso. Portanto, para maior vida Ăștil da bateria,
recomendamos usar a motocicleta, pelo menos,
uma vez por semana por 10 minutos.
Antes de armazenar a motocicleta, efetue todos os
reparos necessĂĄrios. Caso contrĂĄrio, esses reparos
podem ser esquecidos quando a motocicleta for
novamente utilizada.
Se a motocicleta for permanecer inativa por um
longo perĂodo, deve-se tomar certos cuidados para
reduzir os efeitos de deterioração causados pela não
utilização da motocicleta.
1. Troque o Ăłleo do motor e o filtro de Ăłleo.
2. Drene o tanque de combustĂvel num recipiente
adequado.
CuidAdo
O combustĂvel Ă© altamente inflamĂĄvel e atĂ© explosi-
vo, sob certas condiçÔes. Drene o tanque num local
ventilado, com o motor desligado.
Não permita a presença de cigarros, chamas ou
faĂscas perto da motocicleta.
3. Pulverize o interior do tanque com Ăłleo antioxidante
em spray. Feche a tampa do tanque firmemente.
RecomendaçÔes para motocicletas inativas
Troque o Ăłleo
do motor.
Lubrifique
a corrente
com Ăłleo.
Drene o tanque.
(figura ilustrativa)
(cont.)
100
XRE 300 ABS
4. Para impedir oxidação no interior do cilindro:
ïź
Remova o supressor de ruĂdo da vela de ignição.
Utilize um cordĂŁo para amarrar o supressor em
algum componente plĂĄstico da carenagem, afas-
tado da vela.
ïź
Remova a vela e guarde-a em local seguro. NĂŁo
conecte a vela ao supressor de ruĂdo.
ïź
Coloque uma colher de chĂĄ (5 â 10 ml) de Ăłleo
novo para motor no interior do cilindro e proteja
o orifĂcio da vela com um pano limpo.
ïź
Acione o sistema de partida por alguns segundos
para distribuir o Ăłleo.
ïź
Instale a vela de ignição e o supressor de ruĂdo.
(figura ilustrativa)
Remova e
carregue
a bateria
1 vez
por mĂȘs.
Drene o tanque
de combustĂvel.
Remova
a vela e
coloque
1 colher
de chĂĄ
de Ăłleo.
RecomendaçÔes para motocicletas inativas
5. Remova a bateria. Guarde-a em local protegido,
nĂŁo exposto a temperaturas muito baixas nem a
raios solares diretos. Carregue a bateria uma vez
por mĂȘs.
6. Lave e seque a motocicleta. Se necessĂĄrio aplique
cera protetora nas superfĂcies pintadas e cromadas,
exceto em superfĂcies ou pinturas especiais
foscas. Aplique spray antioxidante nas rodas,
amortecedores, interior e exterior do escapamento
e demais peças cromadas.
NOTA
Aplique spray antioxidante com o motor frio. O ex-
cesso pode ser retirado apĂłs 24 horas.
(figura ilustrativa)
Lave e seque a motocicleta!
Calibre
os pneus.
Calibre
os pneus.
(cont.)
101
XRE 300 ABS
7. Lubrifique a corrente de transmissĂŁo.
8. Retire o excesso de ĂĄgua e lubrifique os cabos de
controle.
9. Calibre os pneus na pressĂŁo recomendada. Apoie
a motocicleta sobre cavaletes, de modo que os
pneus nĂŁo toquem o solo.
10. Cubra a motocicleta com uma capa apropriada
(nĂŁo utilize plĂĄsticos ou materiais impermeĂĄveis) e
guarde-a num local fresco e seco, com alteraçÔes
mĂnimas de temperatura. NĂŁo a deixe exposta
ao sol.
(figura ilustrativa)
Utilize capas apropriadas.
Ativação da Motocicleta
Siga os procedimentos abaixo antes de voltar a usar
a motocicleta:
1. Remova a capa protetora e lave completamente a
motocicleta.
2. Troque o Ăłleo do motor, caso a motocicleta tenha
ficado inativa por mais de quatro meses.
3. Se necessĂĄrio, recarregue a bateria e instale-a na
motocicleta.
4. Limpe o interior do tanque de combustĂvel e
abasteça-o com gasolina nova.
5. Efetue a inspeção antes do uso (pågina 43).
Faça um teste, pilotando a motocicleta em baixa
velocidade, em local seguro e afastado do trĂąnsito.
Recarregue
a bateria.
Troque o
Ăłleo do
motor.
(figura ilustrativa)
Limpe o interior do tanque de combustĂvel
e abasteça-o com gasolina nova.
102
XRE 300 ABS
NĂVEL DE RUĂDOS
Este veĂculo estĂĄ em conformidade com a legisla-
ção vigente de controle da poluição sonora para
veĂculos automotores (Resolução CONAMA nÂș 2 de
11/02/1993, complementada pela Resolução nÂș 268
de 14/09/2000).
Limite mĂĄximo de ruĂdo para fiscalização de veĂculo
em circulação:
85,8 dB (A) a 3.750 rpm
(medido a 0,5 m de distĂąncia do escapamento, con-
forme NBR-9714)
103
XRE 300 ABS
Siga rigorosamente a tabela de manutenção, recor-
rendo sempre a uma concessionĂĄria Honda.
Observe rigorosamente as recomendaçÔes e es-
pecificaçÔes técnicas contidas neste manual. Além
de usufruir sempre do melhor desempenho de sua
Honda, vocĂȘ estarĂĄ contribuindo para a preservação
do meio ambiente.
Controle de EmissÔes
Para assegurar a conformidade de sua motocicleta
com os requisitos legais, confirme se os nĂveis de CO
e HC atendem aos valores recomendados em marcha
lenta, como indicado abaixo (Art. 16 da Resolução
CONAMA nÂș 297/02 e Art. 6 da Resolução CONAMA
nÂș 432/11):
Regime de marcha lenta:
1.500 ± 100 rpm
(em temperatura normal de funcionamento)
Valores recomendados de CO (monĂłxido de carbono):
Abaixo de 0,2% (em marcha lenta)
Valores recomendados de HC (hidrocarbonetos):
Abaixo de 100 ppm (em marcha lenta)
PROGRAMA DE CONTROLE DE
POLUIĂĂO DO AR
CONAMA/Instrução Normativa IBAMA
Este veĂculo atende ao
Programa de Controle da Poluição do Ar por
Motociclos e VeĂculos Similares â PROMOT.
(Estabelecido pelas ResoluçÔes CONAMA nÂș 297
de 26/02/2002, nÂș 342 de 25/09/2003, nÂș 432
de 13/07/2011, nÂș 456 de 29/04/2013 e
Instrução Normativa IBAMA nÂș 17 de 03/09/2013).
O processo de combustĂŁo produz monĂłxido de car-
bono, Ăłxidos de nitrogĂȘnio e hidrocarbonetos, entre
outros elementos. O controle de hidrocarbonetos e
Ăłxidos de nitrogĂȘnio Ă© muito importante, pois, sob
certas condiçÔes, eles reagem para formar fumaça
e nĂ©voa fotoquĂmica, quando expostos Ă luz solar. O
monĂłxido de carbono nĂŁo reage da mesma forma,
entretanto Ă© um gĂĄs tĂłxico.
A Moto Honda da AmazĂŽnia Ltda.
utiliza sistemas de admissĂŁo, alimen-
tação de combustĂvel e escapamento
ajustados para reduzir as emissÔes
de monĂłxido de carbono, Ăłxidos de
nitrogĂȘnio e hidrocarbonetos.
Portanto, a manutenção correta e utilização de PEĂAS
ORIGINAIS sĂŁo imprescindĂveis para o funcionamento
correto desses sistemas.
104
XRE 300 ABS
PRESERVAĂĂO DO MEIO AMBIENTE
A Moto Honda da AmazĂŽnia Ltda., sempre
empenhada em melhorar o futuro do nosso
planeta, gostaria de compartilhar este com-
promisso com seus clientes.
Visando a um melhor relacionamento entre
sua motocicleta e o meio ambiente, observe
os seguintes pontos:
A manutenção preventiva, além de preservar e va-
lorizar o produto, traz grandes benefĂcios ao meio
ambiente.
O Ăłleo do motor deve ser trocado nos intervalos
especificados neste manual. O Ăłleo usado deve ser
encaminhado para postos de troca ou concessionĂĄria
Honda mais prĂłxima.
Produtos perigosos nĂŁo devem ser jogados em esgoto
comum.
Pneus usados devem ser levados a uma concessio-
nĂĄria Honda para reciclagem, em atendimento Ă
Resolução CONAMA nÂș 258 de 26/08/99. Nunca
devem ser queimados, guardados ou enterrados em
ĂĄreas descobertas.
Fios, cabos elétricos e cabos de aço usados, quando
substituĂdos, nĂŁo devem ser reutilizados, represen-
tando um perigo em potencial para o motociclista.
Eles devem ser encaminhados para reciclagem nas
concessionĂĄrias Honda.
Os fluidos de freio e de embreagem, baterias e a so-
lução da bateria devem ser manuseados com
bastante cuidado. Eles apresentam caracterĂs-
ticas que podem danificar a pintura da moto-
cicleta, causar danos Ă saĂșde humana, alĂ©m
de representar sério risco de contaminação
do solo e da ĂĄgua, quando descartados sem
destinação adequada. Manuseie-os com muito
cuidado e descarte com responsabilidade.
Na troca da bateria, além dos cuidados com
sua solução åcida, deve-se encaminhar a
peça substituĂda Ă s concessionĂĄrias Honda
para destinação adequada, em atendi-
mento Ă Resolução CONAMA nÂș 401, de
04/11/2008.
Peças plĂĄsticas e metĂĄlicas substituĂdas devem
ser entregues a uma concessionĂĄria Honda para
reciclagem, evitando o acĂșmulo de lixo nas grandes
cidades.
ModificaçÔes, como substituição do escapamento e
regulagens do sistema de alimentação, diferentes
das especificadas para o modelo, ou qualquer outra
que vise alterar o desempenho do motor, devem ser
evitadas. Além de infringir o Novo Código Nacional
de TrĂąnsito, elas contribuem para o aumento da
poluição do ar e sonora.
Esperamos que esses conselhos sejam Ășteis e possam
ser utilizados em benefĂcio de todos.
COMITĂ ISO 14001
C
U
I
D
E
B
E
M
D
O
P
L
A
N
E
T
A
105
XRE 300 ABS
IDENTIFICAĂĂO DA MOTOCICLETA
A identificação oficial de sua motocicleta é feita por
meio dos nĂșmeros de sĂ©rie do chassi e do motor, que
sĂŁo necessĂĄrios para o registro de sua motocicleta.
Esses nĂșmeros devem ser usados tambĂ©m como
referĂȘncia para a solicitação de peças de reposição.
O nĂșmero de sĂ©rie do chassi estĂĄ gravado no lado
direito da coluna de direção.
O nĂșmero de sĂ©rie do motor estĂĄ gravado no lado
esquerdo inferior da carcaça do motor.
Anote os nĂșmeros abaixo.
N° de série do chassi:
N° de série do motor:
1. NĂșmero de sĂ©rie do chassi
2. NĂșmero de sĂ©rie do motor
1
2
106
XRE 300 ABS
Etiqueta com CĂłdigo de Barras
Sua motocicleta possui uma etiqueta de garantia
com dois cĂłdigos de barras colada no lado dian-
teiro do chassi. Essa etiqueta serĂĄ utilizada pelas
Concessionårias Honda nos processos de revisÔes e
solicitaçÔes de garantia.
NOTA
A etiqueta adesiva Ă© feita de material inviolĂĄvel, por-
tanto, nĂŁo tente removĂȘ-la.
Identificação do Ano de Fabricação
O ano de fabricação de sua motocicleta estå indicado
abaixo do nĂșmero do chassi, em uma gravação de
4 dĂgitos.
3. Identificação do ano de
fabricação
3
Atenção
A gravação do ano de fabricação faz parte da
identificação oficial do modelo (ResoluçÔes CON-
TRAN nÂș 024/98, 581/16 e Portarias DENATRAN
nÂș 017/00 e 166/13).
(cont.)
107
XRE 300 ABS
Atenção
ïź
NĂŁo use equipamento de lavagem de alta
pressĂŁo diretamente na etiqueta a fim de nĂŁo
danificĂĄ-la.
ïź
Lã de aço e materiais abrasivos ou de polimento
poderão manchar ou remover a gravação dos
cĂłdigos de barras, por isso proteja a etiqueta
adesiva antes da aplicação desses materiais.
ïź
Remova cuidadosamente a poeira da etiqueta
adesiva, utilizando um pano seco e macio para
evitar riscos ou remoção parcial ou total da
gravação dos códigos de barras.
108
XRE 300 ABS
ESPECIFICAĂĂES TĂCNICAS
DIMENSĂES
Comprimento total 2.195 mm
Largura total 838 mm
Altura total 1.215 mm
DistĂąncia entre-eixos 1.417 mm
DistĂąncia mĂnima do solo 259 mm
Altura do assento 860 mm
PESO
Peso seco 148 kg
CAPACIDADES
Ăleo do motor
1,4 litro (apĂłs drenagem)
1,5 litro (apĂłs drenagem e troca do filtro de Ăłleo)
2,0 litros (apĂłs desmontagem do motor)
Tanque de combustĂvel 13,8 litros
Reserva do tanque de combustĂvel 3,9 litros
Capacidade de passageiro Piloto e um passageiro
Capacidade mĂĄxima de carga 159 kg (piloto, passageiro, bagagem e acessĂłrios)
Capacidade mĂĄxima do bagageiro traseiro 7 kg
109
XRE 300 ABS
MOTOR
Tipo
4 tempos, arrefecido a ar, DOHC, monocilĂndrico,
acionado por corrente, quatro vĂĄlvulas
Disposição do cilindro Inclinado 15° em relação à vertical
Ăleo do motor recomendado
Ăleo para motores de motocicletas SAE 10W-30 SL ou superior (ver nota)
NOTA
A Honda recomenda a utilização do lubrificante:
ĂLEO GENUĂNO HONDA
SAE 10W-30 SL
JA
SO MA
CombustĂvel recomendado Gasolina ou etanol comum
DiĂąmetro e curso 79,0 x 59,5 mm
Relação de compressão 9,0 : 1
Cilindrada 291,6 cmÂł
PotĂȘncia mĂĄxima
25,4 cv a 7.500 rpm (gasolina)
25,6 cv a 7.500 rpm (etanol)
Torque mĂĄximo
2,76 kgf.m a 6.000 rpm (gasolina)
2,80 kgf.m a 6.000 rpm (etanol)
Vela de ignição SILMAR7D9DS (NGK)
Folga dos eletrodos da vela de ignição
(nĂŁo ajustĂĄvel)
0,80 â 0,90 mm
Rotação
de marcha lenta 1.500 ± 100 rpm
Folga das vĂĄlvulas (motor frio)
AdmissĂŁo 0,12 mm
Escapamento 0,15 mm
Sistema de alimentação Injeção eletrÎnica PGM-FI
Sistema de lubrificação Forçada, por bomba trocoidal
Sistema de partida Elétrica
110
XRE 300 ABS
CHASSI/SUSPENSĂO
CĂĄster/trail 26°48â / 109,7 mm
Pneu dianteiro
(medida) 90/90 -21M/C 54S
(marca/modelo) METZELER ENDURO 3
(pressĂŁo) 150 kPa (1,50 kgf/cmÂČ, 22 psi)
(profundidade da banda de
rodagem)
mĂn. 3,0 mm
Pneu traseiro
(medida) 120/80 -18M/C 62S
(marca/modelo) METZELER ENDURO 3
(pressĂŁo)
150 kPa (1,50 kgf/cmÂČ, 22 psi) (somente piloto)
200 kPa (2,00 kgf/cmÂČ, 29 psi) (piloto + passageiro)
(profundidade da banda de
rodagem)
mĂn. 3,0 mm
Raio mĂnimo de giro 2,2 m
SuspensĂŁo dianteira (tipo/curso) Garfo telescĂłpico / 245 mm
SuspensĂŁo traseira (tipo/curso) Pro-Link / 225 mm
Freio dianteiro (tipo) Disco de freio (acionamento hidrĂĄulico)
Freio traseiro (tipo) Disco de freio (acionamento hidrĂĄulico)
Fluido de freio recomendado Mobil Super Moto Brake Fluid DOT 4
111
XRE 300 ABS
TRANSMISSĂO
Tipo 5 velocidades constantemente engrenadas
Embreagem Multidisco em banho de Ăłleo
Corrente de transmissĂŁo
(tipo) DID 520VD
(elos) 104
(pinhĂŁo) 13 dentes
(coroa) 39 dentes
(folga) 20 â 30 mm
(lubrificante
recomendado)
Lubrificante especĂfico para correntes com O-ring.
Caso nĂŁo esteja disponĂvel,
usar Ăłleo para transmissĂŁo SAE 80 ou 90.
Redução primåria 2,875
Redução final 3,000
Relação de transmissão
1ÂȘ 3,166
2ÂȘ 1,941
3ÂȘ 1,380
4ÂȘ 1,083
5ÂȘ 0,884
Sistema de mudança de marcha
Operado pelo pé esquerdo
112
XRE 300 ABS
SISTEMA ELĂTRICO
Bateria 12 V â 6 Ah / DTZ7L
Alternador 0,148 kW/5.000 rpm
Ignição EletrÎnica
FusĂvel principal 30 A
Outros fusĂveis 20A x 2, 10A x 5
SISTEMA DE ILUMINAĂĂO
Farol LED
Luzes de posição LED
Luz de freio/lanterna traseira LED
Luz da placa de licença 12V - 5W x 1
Sinaleiras LED
Painel de instrumentos LED
Indicador das sinaleiras LED
Indicador do ponto morto LED
Indicador do farol alto LED
TORQUE
Parafusos da tampa do filtro de Ăłleo 12 N.m (1,2 kgf.m)
Parafuso de drenagem do Ăłleo do motor 30 N.m (3,1 kgf.m)
Eixo dianteiro 59 N.m (6,0 kgf.m)
Porca do eixo traseiro 88 N.m (9,0 kgf.m)
Porcas de fixação do eixo dianteiro 12 N.m (1,2 kgf.m)
Manual Båsico de segurança no TrùnsiTo
Manual bĂĄsico de
segurança
no trĂąnsito
Edição digital
2018
SumĂĄrio
Apresentação 7
Introdução 9
1. Normas de Circulação 11
1.1 Deveres do condutor 12
1.2 Regras gerais para a circulação de veĂculos 12
1.3 Regras de ultrapassagens 12
1.4 Regras para manobras e mudanças de direção 13
1.5 Uso da buzina 14
1.6 Uso de luzes e sinalização 14
1.7 Regras de preferĂȘncia e de passagem em cruzamentos e passagem de nĂvel 15
1.8 Estacionamento e parada 15
1.9 Velocidade e distĂąncia entre veĂculos 16
1.10 Regras relativas a veĂculo de transporte coletivo 18
1.11 Regras para redução da velocidade 18
1.12 Redução de marcha, imobilizaçÔes temporårias e paradas emergenciais 18
1.13 Abertura de porta dos veĂculos 18
1.14 Regras aplicĂĄveis aos pedestres 19
1.15 Regras aplicĂĄveis aos ciclistas 19
1.16 Regras aplicĂĄveis Ă condução de animais e a veĂculos de tração animal 19
1.17 Comportamento dos condutores em relação aos pedestres e ciclistas 19
1.18 Regras aplicĂĄveis a condutores e passageiros de motocicletas, motonetas e ciclomotores 20
1.19 Regras aplicĂĄveis aos condutores proîssionais 20
1.20 Uso de equipamentos obrigatĂłrios 21
2. InfraçÔes e Penalidades 22
2.1 Infração de trùnsito 23
2.2 Responsabilidade pela infração 23
2.3 Autoridade e o agente de trĂąnsito 23
2.4 Fiscalização e policiamento de trùnsito 23
2.5 O auto de infração 23
2.6 Penalidades 24
2.7 Medidas administrativas 24
2.8 Natureza da infração cometida e pontuação correspondente 24
2.9 O processo administrativo de recurso de infração e de imposição de penalidades 25
2.10 Crimes de trĂąnsito 25
3. Direção Defensiva 26
3.1 O que é direção defensiva 27
3.2 VeĂculos: manutenção periĂłdica e preventiva e funcionamento; equipamentos obrigatĂłrios; sistemas de freios, suspensĂŁo, direção, iluminação e cintos de segurança 27
3.3
Condutores: a importĂąncia do bom estado fĂsico e mental para dirigir; conhecimento e habilidades; habilitação; uso de equipamentos obrigatĂłrios; fatores de risco para
a ocorrĂȘncia de acidentes, como evitar colisĂ”es; condiçÔes adversas.
31
3.4
Vias: limites de velocidade, vias urbanas e rodovias, curvas, aclives, declives, pontes, tĂșneis, passagens de nĂvel, cruzamentos, sinalização, iluminação, acostamento,
obras, condiçÔes de pavimento, calçadas e passeios, condiçÔes adversas.
39
3.5 Ambiente: chuva; aquaplanagem, neblina, vento, temperatura, incĂȘndios îorestais e queimadas 44
3.6 Respeito ao meio ambiente e convĂvio social no trĂąnsito 45
4. Primeiros Socorros 47
4.1 Importùncia das noçÔes de primeiros socorros; o que são primeiros socorros? 48
4.2 A sequĂȘncia das açÔes de socorro; o que devo fazer primeiro? E depois? 48
4.3 Como manter a calma e controlar a situação? Como pedir socorro? 49
4.4 A sinalização do local e a segurança 50
4.5 Iniciando o socorro Ă s vĂtimas: o que Ă© possĂvel fazer? As limitaçÔes no atendimento Ă s vĂtimas. 55
4.6 O que nĂŁo se deve fazer com uma vĂtima de acidente 56
4.7 Primeiros socorros: a importĂąncia de um curso prĂĄtico 58
5. Anexos do CĂłdigo de TrĂąnsito Brasileiro 59
5.1 Anexo I 60
5.2 Anexo II 66
Prezado condutor
Embora o fabricante empenhe de forma incessante seus esforços no desenvolvimento de produtos cada vez mais
seguros e sustentĂĄveis, sua utilização serĂĄ sempre responsabilidade do usuĂĄrio. Cabe a ele empregar o veĂculo de
acordo com as regras vigentes e as boas condutas no trĂąnsito, exercendo a cidadania em benefĂcio do bem comum.
Este manual nĂŁo pretende ser exaustivo quanto Ă abordagem dos inĂșmeros aspectos que compĂ”em o trĂąnsito.
Trata-se de um guia de consulta rĂĄpida, para esclarecimento de dĂșvidas e provimento de informaçÔes Ășteis.
Aqui trataremos de quatro grandes temas importantes para a segurança do trùnsito: as normas de circulação,
as infraçÔes e penalidades previstas no CTB (Código de Trùnsito Brasileiro), a direção defensiva e os primeiros
socorros em caso de acidente. Apresentaremos ainda anexos do CTB, que tratam de conceitos, deîniçÔes e da
sinalização båsica de trùnsito.
O trĂąnsito no Brasil, como conîrmam as estatĂsticas, Ă© motivo de preocupação constante das autoridades e de
todos os brasileiros, pela violĂȘncia envolvida e os altos custos sociais que gera a cada ano. Cabe a cada cidadĂŁo
uma cota de responsabilidade pela melhora desse triste contexto.
Boa leitura!
Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares
9
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Introdução
Detalhadas pelo Código de Trùnsito Brasileiro (CTB) em mais de 40 artigos, as Normas Gerais de Circulação e
Conduta merecem atenção especial de todos os usuårios da via.
Algumas dessas normas podem ser aplicadas com o simples uso do bom senso ou da boa educação. Entre essas
destacamos as que advertem os usuĂĄrios quanto a atos que possam constituir riscos ou obstĂĄculos para o trĂąnsito
de veĂculos, pessoas e animais, alĂ©m de danos Ă propriedade pĂșblica ou privada.
Entretanto, bom senso apenas nĂŁo Ă© suîciente para o restante das normas. A maior parte delas exige do usuĂĄrio
o conhecimento da legislação especĂîca e a disposição de se pautar por ela.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
12
1.1 Deveres do condutor
âą Ter pleno domĂnio de seu veĂculo a todo momento, condu-
zindo-o com atenção e cuidados indispensåveis à segurança
do trĂąnsito;
âą Veriîcar a existĂȘncia e as boas condiçÔes de funcionamento
dos equipamentos de uso obrigatĂłrio;
âą Certiîcar-se de que hĂĄ autonomia suîciente para percorrer
o percurso desejado.
1.2 Regras gerais para a circulação de veĂculos
Nas pĂĄginas que seguem, procuramos apresentar de forma
condensada um apanhado das principais normas de circulação,
agrupando-as segundo temas de interesse para mais fĂĄcil
îxação.
Seguir corretamente as determinaçÔes implica um processo de
aprendizagem e permanente reaprendizagem.
DĂȘ uma boa lida e procure memorizar o que lhe parecer mais
importante.
Quando o assunto Ă© trĂąnsito, conîar sĂł na memĂłria pode
custar caro.
1.3 Regras de ultrapassagens
Na hora de ultrapassar, também é preciso tomar alguns
cuidados. Vejamos.
Aqui chegamos a um ponto realmente delicado. As ultrapassa-
gens sĂŁo uma das principais causas de acidentes e precisam
ser realizadas com toda a prudĂȘncia e segundo procedimentos
regulamentares.
Algumas regras bĂĄsicas
1. Ultrapasse sempre pela esquerda e apenas nos trechos
permitidos, exceto quando o veĂculo a ser ultrapassado
estiver sinalizando o propĂłsito de entrar Ă esquerda.
2. Nunca ultrapasse no acostamento das estradas. Esse espaço
Ă© destinado a paradas e saĂdas de emergĂȘncia.
3. Se outro veĂculo o estiver ultrapassando ou tiver sinalizado
seu desejo de fazĂȘ-lo, dĂȘ a preferĂȘncia. Aguarde sua vez.
4. Certiîque-se de que a faixa da esquerda estĂĄ livre, e de que
hĂĄ espaço suîciente para a manobra. Se estiver trafegan-
do em uma via de mĂŁo dupla, sĂł ultrapasse se a faixa do
sentido contrĂĄrio de îuxo estiver livre e, mesmo assim, sĂł
tome a decisĂŁo considerando a potĂȘncia do seu veĂculo e a
velocidade do veĂculo que vai Ă frente
5. Sinalize sempre com antecedĂȘncia sua intenção de ultra-
passar. Ligue o indicador de direção ou faça os gestos
convencionais de braço.
13
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
6. Guarde distùncia em relação a quem estå ultrapassando.
Deixe um espaço lateral de segurança.
7. Sinalize de volta, antes de voltar Ă faixa da direita.
8. Se vocĂȘ estĂĄ sendo ultrapassado, mantenha constante sua
velocidade. Se estiver na faixa da esquerda, venha para a
da direita, sinalizando corretamente.
9. Lembre-se que vocĂȘ nĂŁo pode exceder a velocidade mĂĄxima
permitida naquele trecho da via.
10. Ao ultrapassar um ĂŽnibus que esteja parado, reduza a velo-
cidade e preste muita atenção. Passageiros poderão estar
desembarcando ou correndo para tomar a condução.
Proibido ultrapassar
Onde houver sinalização proibindo a ultrapassagem, não
ultrapasse. A sinalização é a representação da lei e foi
implantada por pessoal técnico, que jå calculou que naquele
trecho nĂŁo Ă© possĂvel a ultrapassagem, porque hĂĄ perigo de
acidente.
Os veĂculos pesados devem, quando circulam em îla, permitir
espaço suîciente entre si para que outros veĂculos os possam
ultrapassar por etapas. Tenha em mente que os veĂculos mais
pesados são responsåveis pela segurança dos mais leves; os
motorizados, pela segurança dos não motorizados, e todos, pela
proteção dos pedestres.
A menos que haja sinalização especĂîca permitindo a manobra,
jamais ultrapasse nas seguintes situaçÔes:
1. Sobre pontes ou viadutos ou tĂșneis;
2. Em travessias de pedestres;
3. Nas passagens de nĂvel;
4. Nos cruzamentos ou em sua proximidade;
5. Em trechos sinuosos ou em aclives e declives sem visibili-
dade suîciente;
6. Nas ĂĄreas de perĂmetro urbano das rodovias.
1.4 Regras para manobras e mudanças de direção
Uso correto dos retrovisores nas manobras e mudanças
de direção
Quanto mais vocĂȘ vĂȘ o que acontece a sua volta enquanto pilota,
maior a possibilidade de evitar situaçÔes de perigo.
Se nĂŁo conseguir eliminar esses âpontos cegosâ, antes de
iniciar uma manobra, movimente a cabeça para encontrar
outros Ăąngulos de visĂŁo pelos espelhos ou por meio da visĂŁo
lateral. Fique atento tambĂ©m aos ruĂdos dos motores dos outros
veĂculos e sĂł faça a manobra se estiver seguro de que nĂŁo irĂĄ
causar acidentes.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
14
Mas Ă s vezes Ă© preciso deslocar-se lateralmente, para trocar
de pista ou fazer uma conversĂŁo Ă direita ou Ă esquerda. Nesse
caso, sinalize com bastante antecedĂȘncia sua intenção. Para
virar à direita, por exemplo, faça uso dos indicadores de direção
e aproxime-se tanto quanto possĂvel da margem direita da via
enquanto reduz gradualmente sua velocidade.
1.5 Uso da buzina
Pode buzinar?
Pode. Em âtoques brevesâ, como diz o CĂłdigo. Assim mesmo,
só se deve buzinar nas seguintes situaçÔes:
âą para fazer as advertĂȘncias necessĂĄrias a îm de evitar aci-
dentes;
âą fora das ĂĄreas urbanas, para advertir outro condutor de sua
intenção de ultrapasså-lo.
1.6 Uso de luzes e sinalização
O uso das luzes do veĂculo deve ter em conta o seguinte:
âą Luz baixa - durante a noite e no interior de tĂșneis com ou
sem iluminação pĂșblica durante o dia. Motocicletas e outros
veĂculos motorizados de duas rodas, em qualquer situação,
devem manter as luzes baixas acesas de dia e de noite.
âą Luz alta - nas vias nĂŁo iluminadas, exceto ao cruzar com
outro veĂculo ou ao segui-lo.
âą Luz alta e baixa - (intermitente) por curto perĂodo de tempo,
com o objetivo de advertir outros usuĂĄrios da via de sua in-
tenção de ultrapassar o veĂculo que vai Ă frente, ou sinalizar
quanto Ă existĂȘncia de risco Ă segurança de quem vem em
sentido contrĂĄrio.
⹠Lanternas - sob chuva forte, neblina, cerração ou à noite,
quando o veĂculo estiver parado para embarque ou desem-
barque, carga ou descarga.
⹠Pisca-alerta - em imobilizaçÔes ou em situação de emer-
gĂȘncia, sempre com o veĂculo parado.
⹠Luz de placa - durante a noite, em circulação.
VeĂculos de transporte coletivo regular de passageiros, quando
circulam em faixas especiais, devem manter as luzes baixas
acesas de dia e de noite.
15
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
1.7 Regras de preferĂȘncia e de passagem em
cruzamentos e passagem de nĂvel
Quem tem a preferĂȘncia?
Atenção aqui! Em vias nas quais nĂŁo hĂĄ sinalização especĂîca,
tem a preferĂȘncia:
âą quem estiver transitando pela rodovia, quando apenas um
îuxo for proveniente de autoestrada;
âą quem estiver circulando uma rotatĂłria; e
âą quem vier pela direita do condutor, nos demais casos.
FĂĄcil, nĂŁo? Mas lembre-se: em vias com mais de uma pista, os
veĂculos mais lentos tĂȘm a preferĂȘncia de uso da faixa da direita.
JĂĄ a faixa da esquerda Ă© reservada para ultrapassagens e para
os veĂculos de maior velocidade.
Mas hĂĄ algumas coisas a observar. Para poder exercer a
preferĂȘncia, Ă© preciso que os dispositivos de alarme sonoro e
iluminação vermelha intermitente â indicativos de urgĂȘncia â
estejam acionados. Se for esse o caso:
âą deixe livre a passagem Ă sua esquerda. Desloque-se Ă
direita e até mesmo pare, se necessårio. Vidas podem estar
em jogo;
âą se vocĂȘ for pedestre, aguarde no passeio ao ouvir o
alarme sonoro. SĂł atravesse a rua quando o veĂculo jĂĄ tiver
passado por ali.
DĂȘ preferĂȘncia de passagem aos veĂculos que se deslocam
sobre trilhos, respeitadas as normas de circulação. Em
passagens de nĂvel, os veĂculos que deslocam sobre trilhos
terĂŁo sempre preferĂȘncia de passagem.
1.8 Estacionamento e parada
Vamos ao bĂĄsico: pare sempre fora da pista. Se, numa
emergĂȘncia, tiver que parar o veĂculo no leito viĂĄrio, providencie
a imediata sinalização.
Em locais de estacionamento proibido, a parada deve ser suî-
ciente apenas para embarque e desembarque de passageiros.
E sĂł nos casos em que o procedimento nĂŁo interîra no îuxo
de veĂculos ou pedestres. O desembarque de passageiros deve
se dar sempre pelo lado da calçada, exceto para o condutor
do veĂculo.
Mas as regras de preferĂȘncia nĂŁo param por aĂ. TambĂ©m tĂȘm
prioridade de deslocamento os veĂculos destinados a socorro
de incĂȘndio e salvamento, os de polĂcia, os de îscalização de
trĂąnsito e as ambulĂąncias, bem como veĂculos precedidos de
batedores. E a prioridade se estende também ao estacionamento
e parada desses veĂculos.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
16
Para carga e descarga, o veĂculo deve ser mantido paralelo Ă
pista, junto ao meio-îo, de preferĂȘncia nos estacionamentos.
Motocicletas e outros veĂculos motorizados de duas rodas devem
ser estacionados perpendicularmente à guia da calçada. A não
ser que haja sinalização especĂîca determinando outra coisa.
VeĂculos de prestadores de serviços de utilidade pĂșblica
(companhias de ågua, luz, esgoto, telefone, etc.) também
tĂȘm prioridade de parada e estacionamento no local em que
estiverem trabalhando. Mas o local deve estar sinalizado,
segundo as normas do CONTRAN.
Diz o ditado que quem tem pressa vai devagar. Mas quando a
pressa é mesmo grande todo mundo quer correr além da conta.
Cuidado! A velocidade Ă© outro grande fator de risco de acidentes
de trùnsito. Além disso, determina, em proporção direta, a
gravidade das ocorrĂȘncias.
Alguns condutores acreditam que a velocidades mais altas
podem se livrar com mais facilidade de algumas situaçÔes
difĂceis no trĂąnsito. E que trafegar devagar demais Ă© mais
perigoso que andar depressa.
1.9 Velocidade e distĂąncia entre veĂculos
Ao parar o veĂculo, certiïŹque-se que isso nĂŁo constitui
risco para os ocupantes e demais usuĂĄrios da via.
17
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Mas nĂŁo Ă© assim. Reduzir a velocidade Ă© o primeiro procedimento
a se tomar na tentativa de evitar acidentes.
A velocidade mĂĄxima permitida para cada via Ă© indicada por
meio de placas. Onde não existir sinalização, vale o seguinte:
Em vias urbanas:
80 km/h nas vias de trĂąnsito rĂĄpido.
60 km/h nas vias arteriais.
40 km/h nas vias coletoras.
30 km/h nas vias locais.
Em rodovias de pista dupla:
110 km/h para automĂłveis, camionetas e motocicletas.
90 km/h para os demais veĂculos.
Em rodovias de pista simples:
100 km/h para automĂłveis, camionetas e motocicletas.
90 km/h para os demais veĂculos.
Para estradas nĂŁo pavimentadas, a velocidade mĂĄxima
Ă© de 60 km/h.
Ă proibido transitar com o veĂculo em velocidade inferior
Ă metade da velocidade mĂĄxima estabelecida para a via,
retardando ou obstruindo o trùnsito, a menos que as condiçÔes
de trĂĄfego e meteorolĂłgicas nĂŁo o permitam, salvo se estiver
na faixa da direita.
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Âź
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
18
O condutor consciente, porém, mais do que observar a
sinalização e os limites de velocidade, deve regular sua própria
velocidade â dentro desses limites â segundo as condiçÔes de
segurança da via, do veĂculo e da carga, adaptando-se tambĂ©m
às condiçÔes meteorológicas e à intensidade do trùnsito.
Mantenha uma distĂąncia segura do veĂculo Ă frente. Uma boa
distĂąncia permite que vocĂȘ tenha tempo de reagir e acionar
os freios diante de uma situação de emergĂȘncia e haja tempo
tambĂ©m para que o veĂculo, uma vez freado, pare antes de colidir.
Em condiçÔes normais da pista e do clima, o tempo necessårio
para manter a distĂąncia segura Ă© de aproximadamente dois
segundos.
Existe uma regra simples â a regra dos dois segundos â que
pode ajudar vocĂȘ a manter a distĂąncia segura do veĂculo Ă frente:
1. Escolha um ponto îxo Ă margem da via;
2. Quando o veĂculo que vai Ă sua frente passar pelo ponto
îxo, comece a contar;
3. Conte dois segundos pausadamente. Uma maneira fĂĄcil
Ă© contar seis palavras em sequĂȘncia: âcinquenta e um,
cinquenta e doisâ;
4. A distĂąncia entre o seu veĂculo e o que vai Ă frente vai ser
segura se seu veĂculo passar pelo ponto îxo apĂłs a conta-
gem de dois segundos;
5. Caso contrårio, reduza a velocidade e faça nova contagem.
Repita até estabelecer a distùncia segura.
Para veĂculos com mais de 6 metros de comprimento, ou
sob chuva, aumente o tempo de contagem: âcinquenta e um,
cinquenta e dois, cinquenta e trĂȘsâ.
1.10 Regras relativas a veĂculo de transporte coletivo
VeĂculos de transporte coletivo regular de passageiros, quando
circulam em faixas especiais, devem manter as luzes baixas
acesas de dia e de noite.
1.11 Regras para redução da velocidade
Para reduzir sua velocidade, sinalize com antecedĂȘncia. Evite
freadas bruscas, a nĂŁo ser em caso de emergĂȘncia. Reduza a
velocidade sempre que se aproximar de um cruzamento ou em
ĂĄreas de perĂmetro urbano nas rodovias.
1.12 Redução de marcha, imobilizaçÔes temporårias
e paradas emergenciais
Se numa emergĂȘncia tiver que parar o veĂculo no leito viĂĄrio,
providencie a imediata sinalização de emergĂȘncia. O condutor
deverĂĄ acionar de imediato as luzes de advertĂȘncia (pisca-
alerta), caso tenha.
1.13. Abertura de porta dos veĂculos
NĂŁo abra a porta nem a deixe aberta, sem ter certeza de que
isso nĂŁo vai trazer perigo para vocĂȘ ou para os outros usuĂĄrios
da via. Cuide para que seus passageiros nĂŁo abram ou deixem
abertas as portas do veĂculo.
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Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
1.14 Regras aplicĂĄveis aos pedestres
O comportamento do pedestre Ă© imprevisĂvel. Tenha muita
cautela e dĂȘ sempre preferĂȘncia aos pedestres.
Problemas com o ĂĄlcool nĂŁo sĂŁo exclusividade dos condutores.
Pedestres também se embriagam e geralmente acabam
atropelados. Quase todas as vĂtimas sĂŁo pessoas que nĂŁo
sabem conduzir um veĂculo, nĂŁo tendo, portanto, noção da
distĂąncia de frenagem. Muitos sĂŁo desatentos e conîam demais
na ação do condutor para evitar atropelamentos.
O condutor defensivo deve dedicar atenção especial a
pessoas idosas e deîcientes fĂsicos, que estĂŁo mais sujeitos
a atropelamentos.
Igualmente, deve ter muito cuidado com crianças que brincam
nas ruas, correndo entre carros estacionados, atrĂĄs de bolas
ou animais de estimação. Geralmente atravessam a pista sem
olhar e estĂŁo sob alto risco de acidentes.
1.15 Regras aplicĂĄveis aos ciclistas
O ideal Ă© mesmo a ciclovia. Mas
onde nĂŁo existir, o ciclista deve
transitar na pista de rolamento,
em seu bordo direito, e no mes-
mo sentido do îuxo de veĂculos.
A autoridade de trĂąnsito pode
autorizar a circulação de bicicle-
tas em sentido contrĂĄrio ao do
îuxo dos veĂculos, desde que
em trecho dotado de ciclofaixa.
A bicicleta tem preferĂȘncia sobre os veĂculos motorizados. Mas o
ciclista também precisa tomar seus cuidados. Deve trajar roupas
claras e sinalizar com antecedĂȘncia todos os seus movimentos.
Siga o exemplo dos ciclistas proîssionais, que geralmente levam
esses aspectos a sério.
1.16 Regras aplicåveis à condução de animais e a
veĂculos de tração animal
Devem ser conduzidos pela pista da direita, junto ao meio-îo ou
acostamento, sempre que nĂŁo houver faixa especial para tal îm,
e conforme normas de circulação ditadas pelo órgão de trùnsito.
1.17 Comportamento dos condutores em relação aos
pedestres e ciclistas
Mantenha a atenção ao conduzir, mesmo em vias com tråfego
denso e com baixa velocidade, observando atentamente o
movimento de veĂculos, pedestres e ciclistas, tendo em conta
a possibilidade da travessia de pedestres fora da faixa e a
aproximação excessiva de outros veĂculos, açÔes que podem
acarretar acidentes.
Essas situaçÔes ocorrem em horårios preestabelecidos,
conhecidos como âhorĂĄrios de picoâ. SĂŁo os horĂĄrios de entrada
e saĂda de trabalhadores e acesso a escolas, sobretudo em polos
geradores de trĂĄfego, como âshopping centersâ, supermercados,
praças esportivas, etc.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
20
1.18 Regras aplicĂĄveis a condutores e passageiros
de motocicletas, motonetas e ciclomotores
Os condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores devem
seguir algumas regras bĂĄsicas:
âą usar sempre o capacete, com viseira ou Ăłculos protetores.
Isso vale também para os passageiros;
âą segurar o guidĂŁo com as duas mĂŁos;
âą usar vestuĂĄrio de proteção, conforme as especiîcaçÔes do
Contran. Isso vale também para os passageiros;
âą Ă© proibido o transporte de menores de 7 anos em motoci-
cletas.
Ă proibido trafegar de ciclomotor nas vias de maior velocidade.
O condutor deve se manter sempre na faixa da direita, de
preferĂȘncia no centro da faixa. Andar de ciclomotor, motoneta
e motocicleta sobre calçadas nem pensar.
Quando conduzir motocicletas, prefira as cores claras e
reîetivas. Ser visto pelos demais atores do trĂąnsito Ă© essencial
para segurança de quem conduz motocicletas.
1.19îRegrasîaplicĂĄveisîaosîcondutoresîproîssionais
As regras seguintes aplicam-se aos condutores proîssionais de
veĂculos de transporte coletivo de passageiros e de transporte
rodoviĂĄrio de cargas.
O condutor proîssional sĂł pode conduzir esses veĂculos por no
mĂĄximo 5 (cinco) horas ininterruptas.
Para a condução de veĂculo de transporte de carga, devem ser
observados 30 (trinta) minutos de descanso dentro de cada
6 (seis) horas, mas sem superar as 5 (cinco) horas e meia de
condução ininterrupta.
O inĂcio de uma viagem sĂł pode ocorrer apĂłs ter sido cumprido
integralmente o intervalo regulamentar de descanso. NĂŁo
observar os perĂodos de descanso sujeita o condutor proîssional
a penalidades deînidas pelo CĂłdigo de TrĂąnsito Brasileiro.
O controle e o registro do tempo de condução são responsabi-
lidade do condutor proîssional. O controle Ă© realizado atravĂ©s
de registrador instantĂąneo inalterĂĄvel de velocidade e tempo
(tacĂłgrafo) ou anotação em diĂĄrio de bordo, papeleta ou îcha
de trabalho externo, ou ainda por meios eletrĂŽnicos instalados
no veĂculo de acordo com normas do CONTRAN. O condutor
é responsåvel pela guarda, preservação e exatidão dos dados
contidos no tacĂłgrafo.
Para a atividade de motofrete e mototĂĄxi Ă© necessĂĄrio consultar
a legislação municipal vigente.
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Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
1.20 Uso de equipamentos obrigatĂłrios
Para motocicletas e veĂculos similares, Ă© obrigatĂłrio o uso
de capacete de segurança para o condutor e o passageiro,
devidamente aîvelado e no tamanho adequado.
à obrigatório o uso de viseiras ou óculos de proteção para
capacetes abertos.
âą Para mais detalhes dos equipamentos obrigatĂłrios,
consulte legislação especĂîŹca do CONTRAN.
âą Para dicas mais precisas sobre como evitar acidentes,
consulte o capĂtulo Direção Defensiva.
O CĂłdigo de TrĂąnsito Brasileiro estĂĄ disponĂvel no site
do Departamento Nacional de TrĂąnsito (Denatran)
www.denatran.gov.br
item Legislação - Código de Trùnsito Brasileiro.
Bem, agora vocĂȘ jĂĄ tem uma boa ideia do que apresenta o CĂłdigo
de Trùnsito Brasileiro em termos de normas de circulação. Se
houver dĂșvida na interpretação ou no entendimento de algum
termo, consulte o capĂtulo Conceitos e deîniçÔes legais. O ideal
Ă© que vocĂȘ procure ler o CĂłdigo em sua totalidade. Informação
nunca Ă© demais.
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Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Quando um condutor não cumpre qualquer item da legislação
de trĂąnsito, ele estĂĄ cometendo uma infração e îca sujeito Ă s
penalidades previstas na lei.
2.1 Infração de trùnsito
Infração de trĂąnsito Ă© a desobediĂȘncia a qualquer preceito
da Legislação de Trùnsito, do Código de Trùnsito Brasileiro
(CTB), das ResoluçÔes do CONTRAN e RegulamentaçÔes dos
ĂrgĂŁos Executivos de TrĂąnsito. Toda infração Ă© passĂvel de uma
penalidade. Uma multa, por exemplo. Algumas infraçÔes, além
da penalidade, podem ter uma consequĂȘncia administrativa, ou
seja, o agente de trĂąnsito deve adotar âmedidas administrativasâ,
cujo objetivo Ă© impedir que o condutor continue dirigindo em
condiçÔes irregulares.
As infraçÔes de trùnsito normalmente geram também riscos
de acidentes. Por exemplo: nĂŁo respeitar o sinal vermelho
num cruzamento pode causar uma colisĂŁo entre veĂculos ou
atropelamento de pedestres ou de ciclistas.
As infraçÔes de trĂąnsito sĂŁo classiîcadas, pela sua gravidade,
em LEVES, MĂDIAS, GRAVES e GRAVĂSSIMAS.
2.2 Responsabilidade pela infração
Ao proprietĂĄrio do veĂculo caberĂĄ sempre a responsabilidade
pela infração referente à prévia regularização e preenchimento
das formalidades e condiçÔes exigidas para o trùnsito do
veĂculo na via terrestre, conservação e inalterabilidade de suas
caracterĂsticas, componentes, agregados, habilitação legal e
compatĂvel de seus condutores, quando esta for exigida, e outras
disposiçÔes que deva observar.
2.3 Autoridade e o agente de trĂąnsito
A îscalização e o policiamento de trĂąnsito sĂŁo atribuiçÔes do
agente da autoridade de trĂąnsito, que Ă© a pessoa, civil ou policial
militar, credenciada pela autoridade de trĂąnsito para o exercĂcio
de tais atividades.
2.4 Fiscalização e policiamento de trùnsito
Ă função das PolĂcias Militares exercer o policiamento ostensivo
de trùnsito, atuando na prevenção e repressão aos atos
relacionados com a segurança pĂșblica e garantir a obediĂȘncia Ă s
regras relativas à segurança de trùnsito, visando evitar acidentes
e assegurar a livre circulação.
Nas rodovias e estradas federais, Ă© competĂȘncia da PolĂcia
RodoviĂĄria Federal realizar o patrulhamento ostensivo.
2.5 O auto de infração
O Auto de Infração é lavrado quando hå uma infração de trùnsito,
ou seja, quando alguém quebra uma regra de circulação ou
conduta.
A infração de trùnsito pode ser comprovada por declaração
do agente de trùnsito ou por informaçÔes registradas em
equipamentos eletrĂŽnicos ou fotogrĂĄîcos.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
24
2.6 Penalidades
As penalidades sĂŁo as seguintes:
âą AdvertĂȘncia por escrito;
âą Multa;
âą SuspensĂŁo do direito de dirigir;
âą ApreensĂŁo do veĂculo;
⹠Cassação do documento de habilitação;
âą FrequĂȘncia obrigatĂłria em curso de reciclagem.
Por exemplo, dirigir com velocidade superior Ă mĂĄxima permitida,
em mais de 20%, em rodovias, tem como consequĂȘncia, alĂ©m
das penalidades (multa e suspensĂŁo do direito de dirigir),
também o recolhimento do documento de habilitação (medida
administrativa).
2.7 Medidas administrativas
As medidas administrativas sĂŁo:
âą Retenção do veĂculo;
âą Remoção do veĂculo;
⹠Recolhimento do documento de habilitação (Carteira Nacio-
nal de Habilitação - CNH ou Permissão para Dirigir);
âą Recolhimento do certiîcado de licenciamento;
âą Transbordo do excesso de carga.
2.8. Natureza da infração cometida e pontuação
correspondente
Pontuação de multas
Infração Pontos Multa
GravĂssima 7 180 UFIR
Grave 5 120 UFIR
Média 4 80 UFIR
Leve 3 50 UFIR
Se vocĂȘ atingir 20 pontos, terĂĄ a Carteira Nacional de Habilitação
suspensa, a critério da autoridade de trùnsito. Para contagem
dos pontos, é considerada a soma das infraçÔes cometidas
no Ășltimo ano, a contar regressivamente da data da Ășltima
penalidade recebida.
Para algumas infraçÔes, em razão da sua gravidade e
consequĂȘncia, a multa pode ser multiplicada por trĂȘs ou atĂ©
mesmo por cinco.
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Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
2.9 O processo administrativo de recurso de
infração e de imposição de penalidades
Após uma infração ser registrada pelo órgão de trùnsito, a
NOTIFICAĂĂO DA AUTUAĂĂO Ă© encaminhada ao endereço
do proprietĂĄrio do veĂculo. A partir daĂ o proprietĂĄrio pode indicar
o condutor que dirigia o veĂculo e tambĂ©m encaminhar defesa
ao ĂłrgĂŁo de trĂąnsito.
A partir da NOTIFICAĂĂO DA PENALIDADE, o proprietĂĄrio do
veĂculo pode recorrer Ă Junta Administrativa de Recursos de
InfraçÔes â JARI. Caso o recurso seja indeferido, pode ainda
recorrer ao Conselho Estadual de TrĂąnsito â CETRAN (no caso
do Distrito Federal ao CONTRANDIFE) e, em alguns casos
especĂîcos, ao CONTRAN, para avaliação do recurso em Ășltima
instĂąncia administrativa.
2.10 Crimes de trĂąnsito
Classiîcam-se as infraçÔes descritas no CĂłdigo de TrĂąnsito
Brasileiro em administrativas, civis e penais. As infraçÔes penais,
resultantes de ação delituosa, estão sujeitas às regras gerais
do CĂłdigo Penal e seu processamento Ă© feito pelo CĂłdigo de
Processo Penal. O infrator, além das penalidades impostas
administrativamente pela autoridade de trĂąnsito, Ă© submetido
a processo judicial criminal. Julgado culpado, a pena pode ser
prestação de serviços à comunidade, multa, suspensão do direito
de dirigir e até detenção.
Casos mais frequentes compreendem conduzir sem habilitação,
alcoolizado ou trafegar em velocidade incompatĂvel com a
segurança da via, nas proximidades de escolas, gerando perigo
de dano, cuja pena pode ser detenção de seis meses a um ano,
alĂ©m de eventual ajuizamento de ação civil para reparar prejuĂzos
causados a terceiros.
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Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
3.1 O que é direção defensiva
Direção defensiva ou direção segura é a melhor maneira
de conduzir e de se comportar no trĂąnsito, porque ajuda a
preservar a vida, a saĂșde e o meio ambiente. Mas, o que Ă© a
direção defensiva? Ă a forma de conduzir que permite a vocĂȘ
reconhecer antecipadamente as situaçÔes de perigo e prever o
que pode acontecer com vocĂȘ, com seus acompanhantes, com
o seu veĂculo e com os outros usuĂĄrios da via.
Para isso, vocĂȘ precisa aprender os conceitos de direção
defensiva e usar esse conhecimento com eîciĂȘncia. Conduzir
sempre com atenção, para poder prever o que fazer com
antecedĂȘncia e tomar as decisĂ”es certas para evitar acidentes.
A primeira coisa a aprender Ă© que acidente nĂŁo acontece por
acaso, por obra do destino ou por azar.
Na grande maioria dos acidentes, o fator humano estĂĄ presente,
ou seja, cabe aos condutores e aos pedestres uma boa dose
de responsabilidade. Toda ocorrĂȘncia trĂĄgica, quando previsĂvel,
Ă© evitĂĄvel.
Atravessar a rua na faixa Ă© um direito do pedestre.
Respeite-o!
3.2. VeĂculos: manutenção periĂłdica e preventiva
e funcionamento; equipamentos obrigatĂłrios; sis-
temas de freios, suspensão, direção, iluminação e
cintos de segurança
Seu veĂculo dispĂ”e de equipamentos e sistemas importantes
para evitar situaçÔes de perigo que podem levar a acidentes,
como freios, suspensão, sistema de direção, iluminação, pneus
e outros. Manter esses equipamentos em boas condiçÔes é
importante para que eles cumpram suas funçÔes.
Para os condutores de motocicletas, motonetas e ciclo-
motores
Para que vocĂȘ possa conduzir com conforto e segurança, seu
veĂculo precisa estar em perfeitas condiçÔes de uso e adaptado
às suas necessidades. Preste atenção ao seguinte:
âą assegure-se de que seu capacete e seus Ăłculos estejam
limpos e com boas condiçÔes de visibilidade. Elimine todo
e qualquer obstĂĄculo ao seu campo visual;
⹠adote uma posição adequada, que lhe permita alcançar
sem esforço todos os pedais e comandos do guidão. Não se
coloque nem muito prĂłximo nem muito distante do guidĂŁo,
nem demasiadamente inclinado para frente ou para trĂĄs.
âą ajuste os espelhos retrovisores. VocĂȘ deve ter um bom
campo de visĂŁo sem que para isso tenha que se inclinar
para frente ou para trĂĄs.
Os riscos e os perigos a que estamos sujeitos no trĂąnsito estĂŁo
relacionados com:
âą os veĂculos;
âą os condutores;
âą as vias de trĂąnsito;
âą o ambiente;
âą o comportamento das pessoas.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
28
âą Use as roupas corretas, de preferĂȘncia de cores claras, e
todo o equipamento de segurança. O passageiro que estiver
sendo transportado deve fazer o mesmo. Lembre-se, esses
detalhes salvam vidas.
âą Conîra o funcionamento bĂĄsico dos itens obrigatĂłrios de
segurança. Se qualquer coisa estiver fora de especiîcação
ou funcionando mal, solucione o problema antes de colocar
seu veĂculo em movimento.
âą Conîra se a autonomia Ă© compatĂvel com o trecho que pre-
tende cobrir. Ficar sem combustĂvel no meio da rua, alĂ©m de
muito frustrante, também pode oferecer perigo para todos
os usuårios da via, sendo também considerado infração de
trĂąnsito.
Manutenção periódica e preventiva
Todos os sistemas e componentes do seu veĂculo se desgastam
com o uso. O desgaste de um componente pode prejudicar
o funcionamento de outros e comprometer sua segurança.
Isso pode ser evitado, observando a vida Ăștil e a durabilidade
deînida pelos fabricantes para os componentes, dentro de certas
condiçÔes de uso.
Para manter seu veĂculo em condiçÔes seguras, crie o hĂĄbito
de fazer periodicamente a manutenção preventiva. Ela é
fundamental para minimizar o risco de acidentes de trĂąnsito.
Respeite os prazos e as orientaçÔes do manual de instruçÔes
do veĂculo e, sempre que necessĂĄrio, consulte proîssionais
habilitados. Uma manutenção feita em dia evita quebras, custos
com consertos e, principalmente, acidentes.
Funcionamento do veĂculo
VocĂȘ pode observar o funcionamento de seu veĂculo seja pelas
indicaçÔes do painel ou por uma inspeção visual simples:
âą Autonomia: veja se o indicado no painel Ă© suîciente para
chegar ao destino;
âą NĂvel de Ăłleo do freio, do motor: observe os respectivos
reservatĂłrios, conforme o manual de instruçÔes do veĂculo;
âą NĂvel de Ăłleo do sistema de transmissĂŁo (cĂąmbio):
para veĂculos com transmissĂŁo automĂĄtica, veja o nĂvel do
reservatĂłrio. Nos demais veĂculos, procure vazamentos sob
o veĂculo;
âą Funcionamento dos farĂłis: veriîque visualmente se todos
estĂŁo acendendo (luz baixa e alta);
âą Regulagem dos farĂłis: faça por meio de proîssionais
habilitados;
âą Lanternas dianteiras e traseiras, luzes indicativas de
direção, luz de freio e luz de ré: inspeção visual.
Pneus
Os pneus tĂȘm trĂȘs funçÔes importantes: impulsionar, frear e
manter a dirigibilidade do veĂculo.
Conîra sempre:
âą Calibragem: siga as recomendaçÔes do fabricante do veĂcu-
lo, observando a situação de carga (vazio e carga måxima).
Pneus murchos tĂȘm sua vida Ăștil diminuĂda, prejudicam
a estabilidade, aumentam o consumo de combustĂvel ou
energia e reduzem a aderĂȘncia ao piso com ĂĄgua.
O håbito da manutenção preventiva e periódica
gera economia e evita acidentes de trĂąnsito!
29
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
âą Desgaste: os sulcos dos pneus devem estar dentro dos
limites do indicador de desgaste (TWI). A função dos sulcos
Ă© permitir o escoamento da ĂĄgua para garantir perfeita
aderĂȘncia ao piso e a segurança, em caso de piso molhado.
âą DeformaçÔes na carcaça: veja se os pneus nĂŁo tĂȘm bolhas
ou cortes. Essas deformaçÔes podem causar um estouro ou
uma rĂĄpida perda de pressĂŁo.
⹠DimensÔes irregulares: não use pneus de modelo ou
dimensÔes diferentes das recomendadas pelo fabricante,
para nĂŁo reduzir a estabilidade e desgastar outros
componentes da suspensĂŁo.
âą VocĂȘ pode identiîcar outros problemas de pneus com facili-
dade. VibraçÔes indicam possĂveis problemas com o balan-
ceamento das rodas. VeĂculo âpuxandoâ para um dos lados
indica um possĂvel problema com a calibragem dos pneus
ou com o alinhamento da direção. Tudo isso pode reduzir a
estabilidade e a capacidade de frenagem do veĂculo.
âą Nos pneus de motocicleta as bandas de rodagem laterais sĂŁo
tĂŁo importantes quanto os sulcos centrais, por isso, observe
se hĂĄ desgaste excessivo avaliando se hĂĄ bolhas e vestĂgios
de borracha granulada. Esses sinais podem representar a
limitação de sua motocicleta de realizar curvas, colocando
a sua vida e de eventual passageiro em risco.
âą Ă proibido o uso de pneus reformados em motocicletas e
veĂculos similares.
Equipamentos obrigatĂłrios
Conforme determina o CONTRAN (Conselho Nacional de
TrĂąnsito), para circular em vias pĂșblicas, os veĂculos devem
estar dotados dos equipamentos obrigatĂłrios relacionados
abaixo, a serem constatados pela îscalização e em condiçÔes
de funcionamento:
âą Para os ciclomotores: espelhos retrovisores, de ambos os
lados; farol dianteiro de cor branca ou amarela; lanterna de
cor vermelha na parte traseira; velocĂmetro; buzina; pneus
que ofereçam condiçÔes mĂnimas de segurança; dispositivo
destinado ao controle de ruĂdo do motor.
âą Para as motonetas, motocicletas e triciclos: espelhos
retrovisores, de ambos os lados; farol dianteiro de cor branca
ou amarela; lanterna de cor vermelha na parte traseira;
lanterna de freio de cor vermelha; iluminação da placa
traseira; indicadores luminosos de mudança de direção,
dianteiro e traseiro; velocĂmetro; buzina; pneus que ofereçam
condiçÔes mĂnimas de segurança; dispositivo destinado ao
controle de ruĂdo do motor.
Sistemas de freios
O sistema de freios desgasta-se com o uso e tem sua eîciĂȘncia
reduzida.
Freios gastos exigem maiores distĂąncias para frear com
segurança e podem causar acidentes.
Não se esqueça de que todas essas recomendaçÔes
também se aplicam ao pneu sobressalente (estepe),
nos veĂculos em que ele Ă© exigido.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
30
Os principais componentes do sistema de freios sĂŁo: sistema
hidrĂĄulico, îuido, discos e pastilhas ou lonas, dependendo do
tipo de veĂculo.
Veja as principais razĂ”es de perda de eficiĂȘncia e como
inspecionar:
âą NĂvelîdeîîuidoîbaixo - Ă© sĂł observar o nĂvel do reservatĂłrio;
âą Vazamentoîdeîîuido - observe a existĂȘncia de manchas no
piso sob o veĂculo;
âą Disco e pastilhas gastos - veriîque com proîssional habili-
tado;
âą Lonas gastas - veriîque com proîssional habilitado.
Para frear com segurança, é preciso estar atento.
Mantenha distĂąncia segura e freios em bom estado!
Quando vocĂȘ atravessa locais encharcados ou com poças de
ĂĄgua, utilizando veĂculo com freios a lona, pode ocorrer a perda
de eîciĂȘncia momentĂąnea do sistema de freios. Observando as
condiçÔes do trùnsito no local, reduza a velocidade e pise no
pedal de freio algumas vezes para voltar Ă normalidade.
Nos veĂculos dotados de sistema ABS (central eletrĂŽnica que
recebe sinais provenientes das rodas e que gerencia a pressĂŁo
no cilindro e no comando dos freios, evitando o bloqueio das
rodas), veriîque, no painel, a luz indicativa de problemas no
funcionamento.
Ao conduzir, evite freadas bruscas e desnecessĂĄrias, que
desgastam mais rapidamente os componentes do sistema de
freios. à só conduzir com atenção, observando a sinalização, a
legislação e as condiçÔes do trùnsito.
SuspensĂŁo
A înalidade da suspensĂŁo e dos amortecedores Ă© manter a
estabilidade do veĂculo. Quando gastos, podem causar a perda
de controle do veĂculo e seu capotamento, especialmente em
curvas e nas frenagens. Veriîque periodicamente o estado
de conservação e o funcionamento deles, usando como
base o manual do fabricante e levando o veĂculo a pessoal
especializado.
Direção
A direção é um dos mais importantes componentes de segurança
do veĂculo, um dos responsĂĄveis pela dirigibilidade. Folgas no
sistema de direção fazem o veĂculo âpuxarâ para um dos lados,
podendo levar o condutor a perder seu controle. Ao frear, esses
defeitos sĂŁo aumentados.
VocĂȘ deve veriîcar periodicamente o funcionamento correto da
direção e fazer as revisÔes preventivas nos prazos previstos no
manual do fabricante do veĂculo, com pessoal especializado.
Iluminação
O sistema de iluminação de seu veĂculo Ă© fundamental, tanto
para vocĂȘ ver bem seu trajeto como para ser visto por todos os
outros usuårios da via e, assim, garantir a segurança no trùnsito.
Sem iluminação, ou com iluminação deîciente, vocĂȘ pode ser
causa de colisĂŁo e de outros acidentes.
Ver e ser visto por todos torna o trĂąnsito mais seguro!
31
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Cinto de segurança
O cinto de segurança existe para limitar a movimentação
dos ocupantes de um veĂculo, em caso de acidente ou numa
freada brusca. Nesses casos, o cinto impede que as pessoas
se choquem com as partes internas do veĂculo ou, que sejam
lançadas para fora dele, reduzindo assim a gravidade das
possĂveis lesĂ”es.
3.3. Condutores: a importĂąncia do bom estado fĂsico
e mental para dirigir; conhecimento e habilidades;
habilitação; uso de equipamentos obrigatórios; fa-
tores de risco para a ocorrĂȘncia de acidentes, como
evitar colisÔes; condiçÔes adversas
A posição correta ao conduzir produz menos desgaste fĂsico
e aumenta a sua segurança! Como evitar desgaste fĂsico
relacionado Ă maneira de sentar e conduzir?
A posição correta ao conduzir evita desgaste fĂsico e contribui
para evitar situaçÔes de perigo. Siga as orientaçÔes:
⹠Conduza com os braços e pernas ligeiramente dobrados,
evitando tensÔes;
âą Utilize calçados fechados que îquem bem îxos aos seus pĂ©s,
para poder acionar os pedais rapidamente e com segurança;
⹠Fique em posição que permita ver bem as informaçÔes do
painel e veriîque sempre o funcionamento de sistemas
importantes.
Uso correto dos retrovisores
Quanto mais vocĂȘ vĂȘ o que acontece a sua volta enquanto dirige,
maior a possibilidade de evitar situaçÔes de perigo.
Os retrovisores esquerdo e direito devem ser ajustados de
maneira que vocĂȘ, sentado na posição de condução, reduza a
possibilidade de âpontos cegosâ ou sem alcance visual. Se nĂŁo
conseguir eliminar esses âpontos cegosâ, antes de iniciar uma
manobra, movimente a cabeça ou o corpo para encontrar outros
Ăąngulos de visĂŁo, ou por meio da visĂŁo lateral. Fique atento
tambĂ©m aos ruĂdos dos motores dos outros veĂculos e sĂł faça
a manobra se estiver seguro de que nĂŁo irĂĄ causar acidentes.
O problema da concentração: telefones, rådios e outros
mecanismos diminuem sua atenção ao conduzir.
Concentração e reîexos diminuem muito com o uso de ĂĄlcool e
drogas. Acontece o mesmo se vocĂȘ nĂŁo dormir ou dormir mal!
Se vocĂȘ estiver pouco concentrado ou nĂŁo puder se concentrar
totalmente na condução, seu tempo normal de reação vai
aumentar, transformando os riscos do trĂąnsito em perigos no
trùnsito. Alguns dos fatores que diminuem a sua concentração
e retardam os reîexos sĂŁo:
âą Consumir bebida alcoĂłlica;
âą Usar drogas;
âą Usar medicamento que modiîca o comportamento, de acordo
com seu médico;
⹠Ter participado, recentemente, de discussÔes fortes com
familiares, no trabalho, ou por qualquer outro motivo;
âą Ficar muito tempo sem dormir, dormir pouco ou dormir mal;
âą Ingerir alimentos muito pesados, que acarretam
sonolĂȘncia.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
32
Ingerir bebida alcoólica ou usar drogas, além de reduzir a con-
centração, afeta a coordenação motora, muda o comportamento
e diminui o desempenho, limitando a percepção de situaçÔes de
perigo e reduzindo a capacidade de ação e reação.
Outros fatores que reduzem a concentração, apesar de muitos
nĂŁo perceberem isso, sĂŁo:
âą Usar o telefone celular ao conduzir;
âą Ouvir aparelho de som em volume que nĂŁo permita ouvir os
sons do seu prĂłprio veĂculo e dos demais;
âą Transportar animais soltos;
âą Transportar objetos que possam se deslocar durante o
percurso.
Conduzindo ciclomotores e motocicletas
O motociclista precisa avaliar constantemente a presença de
outros usuårios da via e a interação entre eles no trùnsito,
adaptando seu comportamento para evitar conîitos. Os perĂodos
de pico geralmente oferecem os maiores problemas para o
motociclista. No inĂcio da manhĂŁ e no îm da tarde e durante
os intervalos tradicionais para almoço, o trĂąnsito tende a îcar
mais congestionado. Todo mundo estĂĄ indo para o trabalho ou
voltando para casa. Em perĂodos como Carnaval, Natal, fĂ©rias
escolares e feriados o congestionamento também é maior. Nos
centros urbanos, os pontos de concentração de pedestres e
carros estacionados também são problemåticos.
Preste bastante atenção ao se aproximar de pontos de Înibus
ou estaçÔes de metrÎ. Hå sempre alguém com pressa, correndo
para não perder a condução. Na correria, acabam atravessando
a rua sem olhar.
Regras de segurança para condutores de motocicletas e
ciclomotores:
⹠à obrigatório o uso de capacete de segurança para o
condutor e o passageiro;
⹠à obrigatório o uso de viseiras ou óculos de proteção para
capacetes abertos;
⹠à proibido transportar crianças menores de 7 anos;
⹠à obrigatório manter o farol aceso quando em circulação, de
dia ou Ă noite;
âą As ultrapassagens devem ser feitas sempre pela esquerda;
âą A velocidade deve ser compatĂvel com as condiçÔes e
circunstĂąncias do momento, respeitando os limites îxados
pela regulamentação da via;
âą Ao circular entre veĂculos, em situação de trĂąnsito parado,
ter atenção redobrada e manter velocidade reduzida;
âą Condutor e passageiro devem preferencialmente vestir
roupas claras;
âą Solicite ao âpassageiroâ que movimente o corpo da mesma
maneira que vocĂȘ, condutor, para garantir a estabilidade nas
curvas;
âą Segure o guidĂŁo com as duas mĂŁos;
âą Atenção ao passar ao lado de veĂculos parados. De repente
alguĂ©m pode abrir a porta, levando vocĂȘ ao chĂŁo. Olhe para
o interior dos veĂculos e certiîque-se de que estĂŁo desocu-
pados.
Motocicletas sĂŁo como os demais veĂculos: Devem respeitar
os limites de velocidade, manter distĂąncia segura.
33
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Maneira de conduzir
Um grande nĂșmero de motociclistas precisa alterar urgentemente
sua forma de conduzir. Mudar constantemente de faixa e circular
em velocidades incompatĂveis com a segurança sem guardar
distĂąncia segura tĂȘm resultado num preocupante aumento do
nĂșmero de acidentes envolvendo motocicletas em todo o PaĂs.
Esses acidentes podem ser evitados, simplesmente com uma
condução mais segura. O comportamento do motociclista, seu
modo de conduzir, também é determinante para a prevenção de
acidentes. Quando estå conduzindo, deve dar atenção måxima
Ă condução do veĂculo. Comportamentos inadequados devem
ser evitados.
Tenha sempre as duas mĂŁos sobre o guidĂŁo. Evite surpresas.
Se vocĂȘ dirige uma motocicleta ou um ciclomotor, pense nisso
e coloque em pråtica as seguintes orientaçÔes:
âą NĂŁo sobrecarregue seu veĂculo. Leve apenas um passageiro,
nĂŁo exagere na bagagem e nĂŁo abuse da velocidade. O
excesso de volumes diîculta a mobilidade do condutor do
veĂculo.
âą NĂŁo se curve para apanhar objetos com o veĂculo em movi-
mento.
âą NĂŁo acenda cigarros enquanto estiver conduzindo.
âą NĂŁo se ocupe em espantar ou matar insetos enquanto estiver
conduzindo.
âą Evite manobras bruscas com seu veĂculo.
âą NĂŁo beba ou coma nada enquanto pilota.
âą NĂŁo fale ao telefone enquanto pilota.
O código de trùnsito fornece muitas informaçÔes que o mo-
tociclista deve receber. Além do código, hå livros e revistas
especializados. Leia tudo o que puder. Informe-se. O motociclista
precisa desenvolver ao mĂĄximo sua habilidade. Estamos falando
da capacidade de manusear os controles do veĂculo e executar
com perĂcia e sucesso quaisquer manobras bĂĄsicas de trĂąnsito.
Precisa saber fazer curvas com segurança, ultrapassar, mudar
de pista com prudĂȘncia e estacionar corretamente. A habilidade
do motociclista se desenvolve por meio de aprendizado. A prĂĄtica
leva Ă perfeição. Algumas dicas Ășteis:
⹠Um dos principais cuidados para evitar colisÔes e acidentes
consiste em se manter a distùncia adequada em relação
ao veĂculo que segue Ă frente. Esta distĂąncia, chamada de
DistĂąncia de Seguimento (DS), pode ser calculada segundo
uma fĂłrmula bastante complicada que envolve a velocidade
do veĂculo em função de seu comprimento.
⹠Mas ninguém quer sair por aà fazendo cålculos e contas
matemĂĄticas enquanto pilota. Por isso, bom mesmo Ă© usar
o bom senso. Mantenha um espaço razoĂĄvel entre vocĂȘ e
o veĂculo que vai Ă sua frente. Ă medida que a velocidade
aumenta, vå aumentando também a distùncia, pois precisarå
de mais espaço para frear caso surja algum imprevisto.
âą Atente-se para a distĂąncia a que vem o veĂculo de trĂĄs. Se
sentir que o motorista estĂĄ muito prĂłximo, mude de pista para
dar-lhe passagem. Lembre-se: não aceite provocaçÔes.
âą Muito cuidado com os veĂculos de transporte coletivo, esco-
lares e veĂculos lentos, que podem parar inesperadamente.
Quando estiver atrĂĄs de um desses veĂculos, aumente ainda
mais a distùncia que o separa dele. Evite também conduzir
prensado entre dois veĂculos grandes. Ă muito perigoso.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
34
Dicas de Segurança sobre duas rodas
1. Use todos os equipamentos de segurança: capacete, luvas,
roupas de couro, botas, tiras reîexivas, etc. Proteja-se.
2. Ande sempre com os farĂłis ligados. Se possĂvel use alguma
peça de roupa mais clara, de modo a permitir melhor visu-
alização do conjunto. Use adesivos reîetivos no capacete,
nos termos determinados pelo CONTRAN.
3. Mantenha-se Ă direita, sobretudo em pistas rĂĄpidas. Facilite
as ultrapassagens.
4. Evite os pontos cegos. Mantenha-se visĂvel em relação aos
outros veĂculos.
5. NĂŁo abuse da conîança. Pilote conservadoramente.
6. Evite conduzir sob chuva ou condiçÔes de pista escorregadia.
7. Cuidado com os pedestres, sobretudo quando o trĂąnsito
estiver parado. Muitos deles atravessam fora da faixa.
8. Evite a proximidade de veĂculos pesados.
9. Tome cuidado com as linhas de pipa, pois podem estar com
cerol. As linhas com cerol possuem uma enorme capacidade
cortante e Ă© a causa de muitos acidentes graves que podem
levar Ă morte ou deixar sequelas terrĂveis em suas vĂtimas.
Sempre que for possĂvel use dispositivo de proteção na
região do pescoço.
A importĂąncia do bom estado fĂsico e mental para dirigir
O método que se segue se aplica a qualquer atividade do
dia a dia que envolva risco de vida. Assim, pode ser aplicado Ă
condução de um veĂculo.
Sempre que for conduzir um veĂculo, procure se preparar
mentalmente para a tarefa com alguma antecedĂȘncia.
Antes de sair para qualquer viagem ou passeio, examine
bem seu veĂculo. Em seguida faça a si mesmo as seguintes
perguntas:
âą Em que estado se encontra o meu veĂculo?
âą Como me sinto fĂsica e mentalmente?
⹠Estou em condiçÔes de conduzir?
âą Estou cansado ou descansado, calmo ou emocionalmente
perturbado?
âą Estou tomando algum medicamento que poderĂĄ afetar a
minha habilidade de condução do veĂculo?
⹠Poderå ocorrer alguma condição adversa relativa à luz,
tempo, via e trĂąnsito?
Considere bem as respostas a essas auto indagaçÔes e só então
dĂȘ partida ao veĂculo. Se sentir que nĂŁo estĂĄ bem em relação
a qualquer dessas respostas, tome a decisĂŁo de nĂŁo colocar o
veĂculo em movimento atĂ© resolver o problema.
Seu estado emocional também é muito importante.
Evite conduzir se sentir que estĂĄ irritado ou ansioso.
Jamais discuta no trùnsito ou aceite provocaçÔes.
35
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Conhecimento e habilidades
O constante aperfeiçoamento - O ato de conduzir apresenta
riscos e pode gerar graves consequĂȘncias, tanto fĂsicas
como înanceiras. Por isso, conduzir exige aperfeiçoamento
e atualização constantes, para a melhoria do desempenho e
dos resultados.
VocĂȘ conduz um veĂculo que exige conhecimento e habilidade,
passa por lugares diversos e complexos, nem sempre
conhecidos, nos quais tambĂ©m circulam outros veĂculos, pessoas
e animais. Por isso, vocĂȘ tem muita responsabilidade sobre tudo
o que faz ao conduzir.
Ă muito importante para vocĂȘ conhecer as regras de trĂąnsito,
a técnica de conduzir com segurança e saber como agir em
situaçÔes de risco. Procure sempre revisar e aperfeiçoar seus
conhecimentos sobre tudo isso.
Habilitação
A permissĂŁo para conduzir veĂculos automotores e elĂ©tricos
é obtida através de exames junto ao órgão de trùnsito. Os
requisitos båsicos para sua obtenção são: ser penalmente
imputĂĄvel (ter no mĂnimo 18 anos de idade), saber ler e escrever,
possuir documento de identidade ou equivalente, realizar os
cursos de direção defensiva e de meio ambiente, fazer os
exames mĂ©dico e de aptidĂŁo fĂsica se a categoria desejada
exigir, conforme legislação vigente.
O candidato aprovado recebe a permissĂŁo para dirigir durante
um ano, sendo que apĂłs esse perĂodo, se nĂŁo houver cometido
infraçÔes de natureza grave ou gravĂssima, ou reincidĂȘncia
de infração média, o mesmo receberå a Carteira Nacional de
Habilitação deînitiva.
A habilitação tem cinco categorias, tais como:
I Categoria A - condutor de veĂculo motorizado de duas ou trĂȘs
rodas, com ou sem carro lateral. Ex.: motocicleta, ciclomotor,
motoneta ou triciclo;
II Categoria B - condutor de veĂculo motorizado, nĂŁo abrangido
pela categoria A cujo peso bruto total nĂŁo exceda a trĂȘs mil
e quinhentos quilogramas e cuja lotação não exceda a oito
lugares, excluĂdo o do motorista. Ex.: automĂłvel, caminhonete,
camioneta, utilitĂĄrio;
III Categoria C - condutor de veĂculo motorizado, utilizado em
transporte de carga, cujo peso bruto total exceda a trĂȘs mil
e quinhentos quilogramas; para esta categoria Ă© necessĂĄrio
ter a categoria B a pelo menos um ano (Ă© permitido a com-
binação de veĂculos em que a unidade acoplada, reboque,
nĂŁo exceda a 6000 kg). Ex.: caminhĂŁo;
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
36
IV Categoria D - condutor de veĂculo motorizado, utilizado
no transporte de passageiros, cuja lotação exceda a oito
lugares, excluĂdo o do motorista. Ex.: micro-ĂŽnibus, ĂŽnibus;
V Categoria E - condutor de combinação de veĂculos em que
a unidade tratora se enquadre nas categorias B, C ou D e
cuja unidade acoplada, reboque, semirreboque, trailer ou
articulada tenha 6.000 kg (seis mil quilogramas) ou mais de
peso bruto total, ou cuja lotação exceda a 8 (oito) lugares.
Ex.: veĂculo com dois reboques acoplados.
Para casos especiais veriïŹque o
CĂłdigo de TrĂąnsito Brasileiro (CTB) disponĂvel no
site do Departamento Nacional de TrĂąnsito (Denatran)
www.denatran.gov.br
item Legislação - Código de Trùnsito Brasileiro.
SuspensĂŁo de dirigir - A penalidade de suspensĂŁo do direito
de dirigir serĂĄ imposta ao condutor que atingir 20 pontos no
perĂodo de 12 meses. O perĂodo de suspensĂŁo do direito de
dirigir varia de 6 meses a 2 anos. ApĂłs o perĂodo de suspensĂŁo
é necessåria a realização de curso de reciclagem.
Os condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores sĂł
poderão circular nas vias utilizando capacete de segurança,
com viseira ou Ăłculos protetores; segurando o guidĂŁo com as
duas mãos; usando vestuårio de proteção, de acordo com as
especiîcaçÔes do CONTRAN. Os condutores de motocicletas e
motonetas que exerçam o transporte remunerado de passageiros
(mototĂĄxi) ou de cargas (motofrete) devem utilizar colete de
segurança, com dispositivos retrorreîetivos.
Uso de equipamentos obrigatĂłrios
De acordo com o CTB, conduzir o veĂculo sem equipamento
obrigatĂłrio ou estando este ineîciente ou inoperante ou em
desacordo com o estabelecido pelo CONTRAN, são infraçÔes
passĂveis de multa e/ou apreensĂŁo do veĂculo para regularização.
Nos casos previstos, quais sejam, nĂŁo for possĂvel sanar a
irregularidade no local da infração, o veĂculo nĂŁo apresentar
condição de segurança para rodar ou não se apresentando
condutor habilitado, o veĂculo serĂĄ removido para o depĂłsito
îxado pelo ĂłrgĂŁo ou entidade competente, com circunscrição
sobre a via. Sendo a sua liberação condicionada ao reparo do
componente ou equipamento obrigatĂłrio que nĂŁo esteja em
perfeito estado de funcionamento.
Ciclomotores/ motocicletas/ motonetas deve-se manter
a luz baixa acesa durante o dia e a noite.
37
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Fatores de risco para a ocorrĂȘncia de acidentes
O CĂłdigo de TrĂąnsito Brasileiro prevĂȘ inĂșmeras infraçÔes e
também crimes de trùnsito, considerados fatores de risco. Dentre
eles, podemos destacar:
âą Conduzir sob a inîuĂȘncia de ĂĄlcool ou de qualquer outra
substĂąncia psicoativa que determine dependĂȘncia.
âą Transitar em velocidade superior Ă mĂĄxima permitida para
o local.
âą NĂŁo usar capacete.
âą Conduzir o veĂculo sem possuir Carteira Nacional de Habili-
tação, Permissão para Dirigir ou Autorização para Conduzir
Ciclomotor ou com estas cassadas ou suspensas.
âą Utilizar-se do veĂculo para demonstrar ou exibir manobra
perigosa, mediante arrancada brusca, derrapagem ou fre-
nagem com deslizamento ou arrastamento de pneus.
âą Transitar ou ultrapassar pela contramĂŁo.
âą Transitar com o veĂculo em calçadas, passeios, passarelas,
ciclovias, ciclofaixas, ilhas, refĂșgios, ajardinamentos, cantei-
ros centrais e divisores de pista de rolamento, acostamentos,
marcas de canalização, gramados e jardins pĂșblicos.
âą Ultrapassar pela direita, salvo quando o veĂculo da frente
estiver colocado na faixa apropriada e der sinal de que vai
entrar Ă esquerda.
âą Deixar de dar preferĂȘncia de passagem a pedestre e a
veĂculo nĂŁo motorizado.
âą Conduzir o veĂculo sem equipamento obrigatĂłrio ou estando
este ineîciente ou inoperante ou com equipamento obriga-
tĂłrio em desacordo com o estabelecido pelo CONTRAN.
âą Transitar com o veĂculo: apresentando vazamentos de com-
bustĂvel ou lubriîcantes, daniîcando a via, suas instalaçÔes
e equipamentos, e/ou lançando ou arrastando sobre a via
qualquer objeto que possa acarretar risco de acidente.
âą Conduzir o veĂculo: transportando pessoas, animais com
incapacidade fĂsica ou mental temporĂĄria que comprometa
a segurança do trĂąnsito; usando calçado que nĂŁo se îrme
nos pés ou que comprometa a utilização dos pedais;
com apenas uma das mĂŁos, exceto quando deva fazer
sinais regulamentares de braço; acionar equipamentos e
acessĂłrios do veĂculo; utilizando-se de fones nos ouvidos
conectados a aparelhagem sonora ou de telefone celular.
Cumpre lembrar que o infrator serĂĄ submetido a curso de
reciclagem quando, sendo contumaz, for necessĂĄrio Ă sua
reeducação; quando suspenso do direito de conduzir; quando
se envolver em acidente grave para o qual haja contribuĂdo,
independentemente de processo judicial; quando condenado
judicial por delito de trĂąnsito; a qualquer tempo, se for constatado
que o condutor estå colocando em risco a segurança do trùnsito
e em outras situaçÔes a serem deînidas pelo CONTRAN.
Sobre crimes de trĂąnsito, importante mencionar que agravam
as penas ter o condutor do veĂculo cometido a infração com
dano potencial para duas ou mais pessoas ou com grande
risco de grave dano patrimonial a terceiros; utilizando o veĂculo
sem placas, com placas falsas ou adulteradas; quando a sua
proîssĂŁo ou atividade exigir cuidados especiais com o transporte
de passageiros ou de carga; sobre faixa de trĂąnsito temporĂĄria
ou permanentemente destinada a pedestres.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
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Como evitar colisÔes
Ao assumir a condução de um veĂculo, esteja exclusivamente
voltado a cumprir a tarefa a que se propĂŽs. Concentre sua
atenção completamente no trùnsito e jamais cometa atos que
possam desviar sua atenção enquanto dirige, como utilizar o
celular, comer ou fumar e maquiar-se no veĂculo. Nunca ingira
bebida alcoĂłlica se for conduzir.
Conîra a seguir os trĂȘs principais tipos de colisĂ”es e como
evitĂĄ-las:
âą ColisĂŁo traseira: este tipo de colisĂŁo ocorre principalmente
pelo fato do condutor nĂŁo manter uma distĂąncia segura em
relação ao veĂculo que segue Ă sua frente. Portanto, man-
tenha uma distĂąncia segura do veĂculo Ă sua frente e nĂŁo
realize nenhuma atividade que possa desviar sua atenção.
âą ColisĂŁo frontal: comum em vias de pista Ășnica, Ă© a que
mais resulta em fatalidades, uma vez que a velocidade
dos dois veĂculos Ă© somada no momento do impacto.
Para evitĂĄ-la, seja responsĂĄvel e nunca inicie uma ma-
nobra de ultrapassagem sem veriîcar se outro veĂculo
estĂĄ realizando esta manobra, respeite a faixa contĂnua e
îque atento ao comportamento dos outros condutores que
dividem a via com vocĂȘ. A colisĂŁo contra objetos parados
pode ser decorrente de sonolĂȘncia, embriaguez e distração,
portanto, esteja descansado, nĂŁo beba e desconecte-se
do celular.
âą ColisĂŁo lateral: os eventos que ocorrem perpendicular-
mente, ou seja, em cruzamentos e saĂda de pista, se devem
principalmente ao desrespeito Ă sinalização e preferĂȘncia.
Obedeça às placas de PARE e redução de velocidade e
esteja atento Ă preferĂȘncia dos veĂculos que trafegam na
via perpendicular à sua. Para evitar as colisÔes laterais no
mesmo sentido, veriîque o retrovisor e utilize os indicadores
de direção ao mudar de faixa, comunicando-se corretamente
com os outros usuĂĄrios da via.
CondiçÔes adversas
CondiçÔes adversas são todos aqueles fatores que podem
prejudicar o seu real desempenho no ato de conduzir, tornando
maior a possibilidade de um acidente de trĂąnsito.
Existem vårias condiçÔes adversas e é importante lembrar que
nem sempre elas aparecem isoladamente, tornando o perigo
ainda maior. Elas podem ser classiîcadas em seis grupos
principais, sendo todos abordados neste material:
âą Luz;
âą Tempo;
âą Vias;
âą TrĂąnsito;
âą VeĂculo;
âą Condutor.
39
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
3.4 Vias: limites de velocidade; vias urbanas e
rodovias; curvas, aclives, declives, pontes, tĂșneis,
passagens de nĂvel, cruzamentos, sinalização,
iluminação, acostamento, obras, condiçÔes de pa-
vimento, calçadas e passeios, condiçÔes adversas
Via pĂșblica Ă© a superfĂcie por onde transitam veĂculos, pessoas
e animais, compreendendo a pista, a calçada, o acostamento, a
ilha e o canteiro central. Podem ser urbanas ou rurais (estradas
ou rodovias).
Cada via tem suas caracterĂsticas, que devem ser observadas
para diminuir os riscos de acidentes.
Procure adaptar-se também às condiçÔes da via. Procure iden-
tiîcar bem o traçado das curvas, das elevaçÔes, a largura das
pistas e o nĂșmero delas, o estado do acostamento, a existĂȘncia
de årvores à margem da via, o tipo de pavimentação, a presença
de barro ou lama, buracos e obstĂĄculos como quebra-molas,
sonorizadores, etc.
Evite surpresas. Mais uma vez a velocidade Ă© chave. Se sentir
que a via não estå em condiçÔes ideais, reduza a velocidade.
Lembre-se: a sinalização traz os limites måximos de velocidade,
o que nĂŁo signiîca que vocĂȘ nĂŁo possa ir mais devagar.
Limites de velocidades
VocĂȘ tem a obrigação de conduzir numa velocidade compatĂvel
com as condiçÔes da via, respeitando os limites de velocidade
estabelecidos.
Embora os limites de velocidade sejam os que estĂŁo nas placas
de sinalização, hå determinadas circunstùncias momentùneas
nas condiçÔes da via â trĂĄfego, condiçÔes do tempo, obstĂĄculos,
aglomeração de pessoas â que exigem que vocĂȘ reduza a
velocidade e redobre sua atenção, para conduzir com segurança.
Quanto maior a velocidade, maior Ă© o risco e mais graves sĂŁo os
acidentes e maior a possibilidade de morte no trĂąnsito.
Vias urbanas e rodovias
Nas vias urbanas o trĂąnsito Ă© mais lento e intenso, com maior
concentração de veĂculos e pedestres, principalmente nos
horårios de pico. Fique atento, obedeça à sinalização de trùnsito
e não caia na tentação de usar o celular, mesmo com o trùnsito
parado. Respeite as preferĂȘncias.
Nas rodovias os limites de velocidades sĂŁo maiores, nĂŁo os
ultrapasse pois sĂŁo deînidos de acordo com as condiçÔes das
vias. Esteja sempre atento às reduçÔes bruscas de velocidade,
mantenha uma distĂąncia segura do veĂculo Ă frente, para que a
distĂąncia de frenagem nĂŁo seja prejudicada.
Veriîque as condiçÔes do seu veĂculo e o abasteça com com-
bustĂvel ou carregue a bateria com Energia (em caso de veĂculos
hĂbridos/elĂ©tricos) suîciente para completar o percurso.
Curvas
Diminua a velocidade, com antecedĂȘncia, usando o freio e, se
necessĂĄrio, reduza a marcha antes de entrar na curva;
Comece a fazer a curva com movimentos suaves e contĂnu-
os, acelerando gradativamente e respeitando a velocidade
mĂĄxima permitida.
Aclives
Ao transitar em um aclive, certiîque-se que a marcha
correta esteja engatada para que o veĂculo possa
manter uma velocidade compatĂvel com a via
em que estĂĄ transitando.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
40
Fique atento aos veĂculos Ă sua frente que possam diminuir a
velocidade, mantenha uma distĂąncia segura.
Caso o trĂąnsito pare, certiîque-se que o veĂculo nĂŁo desça ao
sair da imobilidade.
Declives
VocĂȘ percebe que Ă frente hĂĄ um declive acentuado: antes que a
descida comece, teste os freios e mantenha o cĂąmbio engatado
numa marcha reduzida durante a descida.
Nunca desça com o veĂculo desengrenado. Porque, em caso
de necessidade, vocĂȘ nĂŁo vai ter a força do motor para ajudar
a parar, ou a reduzir a velocidade, e os freios podem nĂŁo ser
suîcientes.
NĂŁo desligue o motor nas descidas. Com ele desligado, os
freios nĂŁo funcionam adequadamente, e o veĂculo pode atingir
velocidades descontroladas.
Estreitamento de pista
Qualquer estreitamento de pista aumenta riscos. Pontes
estreitas ou sem acostamento, obras, desmoronamento de
barreiras, presença de objetos na pista, por exemplo, provocam
estreitamentos.
Assim que vocĂȘ enxergar a sinalização ou perceber o estreita-
mento, redobre sua atenção, reduza a velocidade e a marcha
e, quando for possĂvel a passagem de apenas um veĂculo por
vez, aguarde o momento oportuno, alternando a passagem com
os outros veĂculos que vĂȘm em sentido oposto.
Pontes
Ao se aproximar de uma ponte mantenha velocidade segura e
mantenha distĂąncia dos veĂculos a sua frente.
Sobre as pontes ultrapasse somente se a sinalização assim o
permitir e nĂŁo estacione ou pare.
TĂșneis
Ao se aproximar de um tĂșnel, acenda os farĂłis baixos (as luzes
de rodagem diurna nĂŁo sĂŁo suîcientes) do veĂculo e mantenha
velocidade e distĂąncia seguras dos veĂculos Ă frente.
Nunca pare ou estacione o veĂculo dentro dos tĂșneis.
Em caso de pane ou problemas com o veĂculo dentro do tĂșnel,
procure parar na faixa mais Ă direita das pistas de rolamento,
ligue a sinalização de emergĂȘncia do veĂculo e procure local
seguro fora do veĂculo.
Nunca caminhe sobre a via dentro do tĂșnel. Veriîque se existem
condiçÔes seguras para a instalação do triĂąngulo de emergĂȘncia
a pelo menos 30 metros da retaguarda do veĂculo e procure
auxĂlio das autoridades responsĂĄveis pela via.
Passagens de nĂvel
Em toda passagem de nĂvel, com ou sem sinalização de
segurança, placas, sinais de trùnsito, etc., o condutor do
veĂculo deve parar antes da passagem de nĂvel, escutar se hĂĄ
aproximação de algum veĂculo pela linha fĂ©rrea ou bonde, e
prosseguir se a passagem estiver liberada e constatada a nĂŁo
aproximação de algum veĂculo pela linha.
41
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Jamais pare ou estacione sobre a passagem de nĂvel. Em
caso de pane, deixe o veĂculo imediatamente e procure
auxĂlio das autoridades de trĂąnsito responsĂĄveis no local
e das autoridades da via férrea.
Nunca circule sobra via férrea ou trilho.
Cruzamentos
Em um cruzamento, a circulação de veĂculos e de pessoas se
altera a todo instante. Quanto mais movimentado, mais conîito
hĂĄ entre veĂculos, pedestres e ciclistas, aumentando os riscos
de colisÔes e atropelamentos.
à muito comum, também, a presença de equipamentos como
âorelhĂ”esâ, postes, lixeiras, banca de jornais e atĂ© mesmo
cavaletes com propaganda nas esquinas, reduzindo ainda mais
a percepção dos movimentos de pessoas e veĂculos.
Assim, ao se aproximar de um cruzamento, independentemente
de existir algum tipo de sinalização, vocĂȘ deve redobrar a
atenção e reduzir a velocidade do veĂculo.
Cruzamentos sĂŁo ĂĄreas de risco no trĂąnsito. Reduza a veloci-
dade e respeite a sinalização!
Lembre-se sempre de algumas regras bĂĄsicas:
âą Se nĂŁo houver sinalização, a preferĂȘncia de passagem Ă© do
veĂculo que se aproxima do cruzamento pela direita;
âą Se houver a placa PARE no seu sentido de direção, vocĂȘ
deve parar, observar se Ă© possĂvel atravessar e sĂł aĂ movi-
mentar o veĂculo;
âą Numa rotatĂłria, a preferĂȘncia de passagem Ă© do veĂculo que
nela jĂĄ estiver circulando;
⹠Havendo sinalização por semåforo, o condutor deve fazer
a passagem sob a luz verde. Sob a luz amarela, vocĂȘ deve
reduzir a marcha e parar. Sob a luz amarela, vocĂȘ sĂł deve
fazer a travessia se jĂĄ tiver entrado no cruzamento ou se
essa condição for a mais segura para impedir que o veĂculo
que vem atrĂĄs colida com o seu.
Nos cruzamentos com semĂĄforos, vocĂȘ deve observar apenas
o foco de luz que controla o trĂĄfego da via em que vocĂȘ estĂĄ e
aguardar o sinal verde antes de movimentar seu veĂculo, mesmo
que outros veĂculos, a seu lado, se movimentem antes.
Sinalização
A sinalização Ă© um sistema de comunicação para ajudar vocĂȘ
a conduzir com segurança. As vårias formas de sinalização
mostram o que Ă© permitido e o que Ă© proibido fazer, advertem
sobre perigos na via e também indicam direçÔes a seguir e
pontos de interesse. A sinalização é projetada com base na
engenharia e no comportamento humano, independentemente
das habilidades individuais do condutor e do estado particular
de conservação do veĂculo.
Por essa razĂŁo, vocĂȘ deve respeitar sempre a sinalização e
adequar seu comportamento aos limites de seu veĂculo.
Iluminação
Condição da luz - A falta ou o excesso de luminosidade pode
aumentar os riscos no trĂąnsito. Ver e ser visto Ă© uma regra bĂĄsica
para a condução segura. Conîra como agir:
âą Farol alto ou farol baixo. Veriîque a respeito no manual
de instruçÔes do veĂculo.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
42
No caso dos ciclos motorizados e do transporte coletivo de
passageiros, este Ășltimo quando trafegar em faixa prĂłpria, o
uso da luz baixa do farol Ă© obrigatĂłrio durante o dia e a noite.
âąîî Mantenhaî osî farĂłisîreguladosî eî utilize-osî deîformaî
correta. O sistema de iluminação e sinalização em boas
condiçÔes é fundamental para a sua segurança e dos demais
usuĂĄrios da via. Portanto, veriîque periodicamente o estado
e o funcionamento do sistema de iluminação do seu veĂculo,
evitando farĂłis e lanternas queimadas ou desreguladas, pois
sem iluminação ou com iluminação deîciente vocĂȘ pode
causar acidentes ou estar exposto Ă s multas de trĂąnsito.
Torne o trĂąnsito seguro em qualquer lugar ou
circunstĂąncia!
âą Penumbra (ausĂȘncia de luz). A penumbra (lusco-fusco)
Ă© uma ocorrĂȘncia frequente na passagem do înal da tarde
para o inĂcio da noite ou do înal da madrugada para o nascer
do dia ou, ainda, quando o céu estå nublado ou chove com
intensidade. Sob essas condiçÔes, tão importante quanto ver
é também ser visto. Ao menor sinal de iluminação precåria,
acenda o farol baixo.
âą Inclinação da luz solar. No inĂcio da manhĂŁ ou no înal da
tarde o sol, devido a sua inclinação, pode causar ofusca-
mento, reduzindo sua visĂŁo. Nem Ă© preciso dizer que isso
representa perigo de acidentes. Procure programar sua
viagem para evitar essas condiçÔes.
O ofuscamento pode acontecer tambĂ©m pelo reîexo do sol em
alguns objetos polidos, como garrafas, latas ou para-brisas.
Sob todas essas condiçÔes, reduza a velocidade do veĂculo,
utilize Ăłculos protetores (Ăłculos de sol), e procure observar uma
referĂȘncia no lado direito da pista.
O ofuscamento também pode acontecer com os motoristas que
vĂȘm em sentido contrĂĄrio, quando sĂŁo eles que tĂȘm o sol pela
frente. Nesse caso, redobre sua atenção, reduza a velocidade
para seu maior conforto e segurança e acenda o farol baixo para
garantir que vocĂȘ seja visto por eles.
Nos cruzamentos com semĂĄforos, o sol, ao incidir sobre focos
luminosos, pode impedir que vocĂȘ identiîque corretamente
a sinalização. Nesse caso, reduza a velocidade e redobre a
atenção, até que tenha certeza da indicação do semåforo.
Acostamento
Ă uma parte da via, mas diferenciada da pista de rolamento,
destinada Ă parada ou ao estacionamento de veĂculos
em situação de emergĂȘncia, Ă circulação de pedestres e
de bicicletas, neste Ășltimo caso, quando nĂŁo houver local
apropriado.
Ă proibido trafegar com veĂculos automotores no acostamento,
pois isso pode causar acidentes com outros veĂculos parados
ou atropelamentos de pedestres ou ciclistas. Ă proibido e
perigoso trafegar pelo acostamento. Ele se destina Ă s paradas
de emergĂȘncia e ao trĂĄfego de pedestres e ciclistas!
43
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Obras
Durante a execução de reparos em vias, sinalizaçÔes são
adicionadas para comunicar os motoristas e pedestres. Consulte
o Anexo 2 deste manual para maiores informaçÔes.
Esteja atento para variaçÔes no pavimento, estreitamento de
pistas, circulação de operårios e principalmente a velocidade
reduzida durante o local das obras.
CondiçÔes de pavimento
OndulaçÔes, buracos, elevaçÔes, inclinaçÔes ou alteraçÔes do
tipo de piso podem desestabilizar o veĂculo e provocar a perda
do controle dele. Passar por buracos, depressÔes ou lombadas
pode causar desequilĂbrio em seu veĂculo, daniîcar componentes
ou ainda fazer vocĂȘ perder a dirigibilidade. Ainda vocĂȘ pode
agravar o problema se usar incorretamente os freios ou se îzer
um movimento brusco com a direção.
Ao perceber antecipadamente essas ocorrĂȘncias na pista,
reduza a velocidade, usando os freios.
Mas evite acionĂĄ-los durante a passagem por buracos,
depressĂ”es e lombadas, porque isso vai aumentar o desequilĂbrio
de todo o conjunto do veĂculo.
Trechos escorregadios
O atrito do pneu com o solo é reduzido pela presença de ågua,
Ăłleo, barro, areia, outros lĂquidos ou materiais na pista, e essa
perda de aderĂȘncia pode causar derrapagens e descontrole
do veĂculo.
Fique sempre atento ao estado do pavimento da via e procure
adequar sua velocidade a essa situação. Evite mudanças
abruptas de velocidade e frenagens bruscas, que tornam mais
difĂcil o controle do veĂculo nessas condiçÔes.
Calçadas e passeios
São locais destinados apenas à circulação de pedestres,
sendo proibida a circulação de veĂculos automotores, nos
quais a calçada Ă© normalmente segregada em nĂvel diferente
da pista.
JĂĄ o passeio Ă© separado por pintura ou elemento fĂsico separa-
dor, livre de interferĂȘncias.
Nos passeios, é permitida a circulação de ciclistas, excepcio-
nalmente.
CondiçÔes adversas
Durante a condução, condiçÔes adversas podem ocorrer, como
por exemplo, travessia de animais, objetos soltos pela via,
condiçÔes climåticas extremas, etc.
Nessas situaçÔes, observe o ambiente ao seu redor e sinalize
antes de realizar manobras ou variaçÔes bruscas de velocidade,
caso necessĂĄrio pare no acostamento e aguarde o momento
seguro para continuar a condução.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
44
3.5 Ambiente: chuva; aquaplanagem, neblina, vento,
temperatura,îincĂȘndiosîîorestaisîeîqueimadas
Algumas condiçÔes climåticas e naturais afetam as condiçÔes de
segurança do trĂąnsito. Sob essas condiçÔes, vocĂȘ deve adotar atitu-
des que garantam a sua segurança e a dos demais usuårios da via.
Chuva
A chuva reduz a visibilidade de todos, deixa a pista molhada e
escorregadia e pode criar poças de ågua se o piso da pista for
irregular, não tiver inclinação favoråvel ao escoamento de ågua
ou se estiver com buracos.
Ă bom îcar alerta desde o inĂcio da chuva, quando a pista,
geralmente, îca mais escorregadia, devido Ă presença de Ăłleo,
areia ou outras impurezas.
Nessa situação, redobre sua atenção, acione a luz baixa do
farol, aumente a distĂąncia do veĂculo a sua frente e reduza a
velocidade até sentir conforto e segurança.
O estado de conservação dos pneus e a profundidade dos seus
sulcos sĂŁo muito importantes para evitar a perda de aderĂȘncia
sob a chuva.
Piso molhado reduz a aderĂȘncia dos pneus. Velocidade reduzida
e pneus em bom estado evitam acidentes!
Aquaplanagem
Com ĂĄgua na pista, pode ocorrer a aquaplanagem, que Ă© a perda
da aderĂȘncia do pneu com o solo. Ă quando o veĂculo îutua na
ĂĄgua e vocĂȘ perde totalmente o controle dele.
Para evitar essa situação de perigo, vocĂȘ deve observar com
atenção a presença de poças de ågua sobre a pista, mesmo
nĂŁo havendo chuva, e reduzir a velocidade utilizando os freios,
antes de entrar na região empoçada.
Quando o veĂculo estiver sobre poças de ĂĄgua, nĂŁo Ă© recomen-
dåvel a utilização dos freios. Segure a direção com força para
manter o controle de seu veĂculo.
O estado de conservação dos pneus e a profundidade de seus sul-
cos sĂŁo igualmente importantes para evitar a perda de aderĂȘncia.
Neblina
Sob neblina ou cerração, vocĂȘ deve imediatamente acender a luz
baixa do farol (e o farol de neblina, se tiver), aumentar a distĂąncia
do veĂculo a sua frente e reduzir a velocidade, atĂ© sentir mais
segurança e conforto. NĂŁo use o farol alto porque ele reîete a
luz nas partĂculas de ĂĄgua, reduzindo ainda mais a visibilidade.
Sob neblina, reduza a velocidade e use a luz baixa do farol!
Vento
Ventos muito fortes, ao atingirem seu veĂculo em movimento,
podem deslocĂĄ-lo, ocasionando a perda de estabilidade e o
descontrole, que podem ser causa de colisÔes com outros
veĂculos ou ainda de capotamentos.
Em alguns casos, esses trechos encontram-se sinalizados.
Notando movimentos fortes da vegetação ou vendo a sinalização
correspondente, reduza a velocidade para nĂŁo ser surpreendido
e para manter a estabilidade.
Os ventos também podem ser gerados pelo deslocamento de ar
de outros veĂculos maiores em velocidade, no mesmo sentido
ou no sentido contrĂĄrio de trĂĄfego ou ainda na saĂda de tĂșneis.
A velocidade deve ser reduzida, adequando-se a marcha do
motor para diminuir a probabilidade de desestabilização do
veĂculo.
45
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Temperatura
Durante perĂodos de baixas temperaturas, o condutor deve
redobrar a atenção com itens bĂĄsicos do veĂculo como
combustĂvel, bateria, îuidos e pneus.
Durante perĂodos de altas temperaturas, o condutor deve checar
principalmente o îuido de arrefecimento do motor e mangueiras,
a îm de evitar superaquecimento do motor.
Luz
As condiçÔes de iluminação são muito importantes na direção
defensiva. A intensidade da luz natural ou artiîcial, em dado
momento, pode afetar a capacidade do condutor de ver ou de
ser visto. Pode haver luz demais, provocando ofuscamento,
ou de menos, causando penumbra. Ao perceber farol alto em
sentido contrĂĄrio, pisque rapidamente os farĂłis para advertir
o condutor, que vem em sua direção, de sua luz alta. Caso a
situação persista, volte a visão para o acostamento do lado
direito ao cruzar com ele.
Para motocicletas e outros veĂculos motorizados de duas
rodas: proteja seus olhos da incidĂȘncia direta da luz solar.
Para isso vocĂȘ poderĂĄ usar Ăłculos escuros ou uma viseira de
capacete especial que îltre a luminosidade. Os problemas de
luminosidade sĂŁo mais comuns nas primeiras horas da manhĂŁ
ou îm de tarde. Se possĂvel, evite trafegar nesses horĂĄrios. E
se tiver mesmo que pilotar, redobre sua atenção. Como sempre,
os farĂłis devem estar acesos.
IncĂȘndiosîîorestaisîeîqueimadas
A fumaça produzida pelas queimadas nos terrenos à margem
da via provoca redução da visibilidade. Além disso, a fuligem
proveniente da queimada pode reduzir a aderĂȘncia ao piso.
Nos casos de queimadas, redobre sua atenção e reduza a velo-
cidade. Ligue a luz baixa do farol e, depois que entrar na fumaça,
nĂŁo pare o veĂculo na pista, jĂĄ que, com a falta de visibilidade,
os outros motoristas podem nĂŁo vĂȘ-lo parado na pista.
Todos esses fenĂŽmenos reduzem muito a capacidade visual do
condutor, tornando difĂcil a visibilidade de outros veĂculos. Para
o motociclista, a situação é muito pior. A menos que esteja bem
protegido, o piloto sentirĂĄ os pingos de chuva como agulhadas
na pele. AlĂ©m de diîcultarem a capacidade de ver e de ser visto,
as mås condiçÔes de tempo tornam estradas escorregadias e
podem causar derrapagens, sobretudo para quem vai em duas
rodas. Em situaçÔes de mau tempo, é preciso adaptar-se à nova
realidade, tomando cuidados bĂĄsicos: reduza a velocidade e
redobre a atenção. Se o tempo estiver mesmo ruim, deixe a
estrada e espere as condiçÔes melhorarem.
3.6 Respeito ao meio ambiente e convĂvio social
no trĂąnsito
A poluição do ar nas cidades é hoje uma das mais graves
ameaças à qualidade de vida. Os principais causadores da
poluição do ar sĂŁo os veĂculos automotores. Os gases que
saem do escapamento contĂȘm monĂłxido de carbono, Ăłxidos
de nitrogĂȘnio, hidrocarbonetos, Ăłxidos de enxofre e material
particulado (fumaça preta).
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
46
A quantidade desses gases depende do tipo e da qualidade do
combustĂvel e do tipo e da regulagem do motor. Quanto melhor
Ă© a queima do combustĂvel ou, melhor dizendo, quanto melhor
regulado estiver seu veĂculo, menor serĂĄ a poluição.
A presença desses gases na atmosfera não é só um problema
para cada uma das pessoas, Ă© um problema para toda a
coletividade do planeta.
O monĂłxido de carbono nĂŁo tem cheiro, nem gosto e Ă©
incolor, sendo difĂcil sua identiîcação pelas pessoas, mas Ă©
extremamente tóxico e causa tonturas, vertigens, alteraçÔes
no sistema nervoso central e pode ser fatal, em altas doses,
em ambientes fechados.
O diĂłxido de enxofre, presente na combustĂŁo do diesel, provoca
coriza, catarro e danos irreversĂveis aos pulmĂ”es e tambĂ©m pode
ser fatal, em doses altas.
Os hidrocarbonetos, produtos da queima incompleta dos
combustĂveis (ĂĄlcool, gasolina ou diesel), sĂŁo responsĂĄveis
pelo aumento da incidĂȘncia de cĂąncer no pulmĂŁo, provocam
irritação nos olhos, no nariz, na pele e no aparelho respiratório.
A fuligem, que Ă© composta por partĂculas sĂłlidas e lĂquidas, îca
suspensa na atmosfera e pode atingir o pulmĂŁo das pessoas
e agravar quadros alérgicos de asma e bronquite, irritação de
nariz e garganta e facilitar a propagação de infecçÔes gripais.
A poluição sonora provoca muitos efeitos negativos. Os
principais sĂŁo distĂșrbios do sono, estresse, perda da capacidade
auditiva, surdez, dores de cabeça, distĂșrbios digestivos, perda
de concentração, aumento do batimento cardĂaco e alergias.
Preservar o meio ambiente Ă© uma necessidade de toda
a sociedade, para a qual todos devem contribuir. Alguns
procedimentos contribuem para reduzir a poluição atmosférica
e a poluição sonora.
SĂŁo eles:
⹠Regule e faça a manutenção periódica do motor;
âą Calibre periodicamente os pneus;
âą NĂŁo carregue excesso de peso;
⹠Troque de marcha na rotação correta do motor;
⹠Evite reduçÔes constantes de marcha, aceleraçÔes bruscas
e freadas excessivas;
âą Desligue o motor numa parada prolongada;
âą NĂŁo acelere quando o veĂculo estiver em ponto morto ou
parado no trĂąnsito;
⹠Mantenha o escapamento e o silencioso em boas condiçÔes;
⹠Faça a manutenção periódica do equipamento destinado a
reduzir os poluentes â catalisador
VocĂȘ e a relação com o outro â o respeito Ă pessoa e a
convivĂȘncia solidĂĄria tornam o trĂąnsito mais seguro!
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
48
4.1. Importùncia das noçÔes de primeiros socorros;
o que sĂŁo primeiros socorros?
Primeiros Socorros sĂŁo as primeiras providĂȘncias tomadas no
local do acidente. à o atendimento inicial e temporårio, até a che-
gada de um socorro proîssional. Quais sĂŁo essas providĂȘncias?
âą Uma rĂĄpida avaliação da vĂtima;
⹠Aliviar as condiçÔes que ameacem a vida ou que possam
agravar o quadro da vĂtima, com a utilização de tĂ©cnicas
simples;
âą Acionar corretamente um serviço de emergĂȘncia local.
Simples, nĂŁo Ă©?
As tĂ©cnicas de Primeiros Socorros tĂȘm sido divulgadas para
toda a sociedade, em todas as partes do mundo. E agora uma
parte delas estĂĄ disponĂvel para vocĂȘ, neste capĂtulo. Leve as
técnicas a sério, elas podem salvar vidas. E não hå nada no
mundo que valha mais que isso.
4.2. A sequĂȘncia das açÔes de socorro: o que devo
fazer primeiro? E depois?
Ă claro que cada acidente Ă© diferente do outro. E, por isso, sĂł
se pode falar na melhor forma de socorro quando se sabe quais
sĂŁo as suas caracterĂsticas.
Um veĂculo que estĂĄ se incendiando, um local perigoso (uma
curva, por exemplo), vĂtimas presas nas ferragens, a presença
de cargas tĂłxicas, etc., tudo isso interfere na forma do socorro.
Suas açÔes também vão ser diferentes caso haja outras pessoas
iniciando os socorros, ou mesmo se vocĂȘ estiver ferido.
Mas a sequĂȘncia das açÔes a serem realizadas vai sempre
ser a mesma:
1. Manter a calma;
2. Garantir a segurança;
3. Pedir socorro;
4. Controlar a situação;
5. Veriîcar a situação das vĂtimas;
6. Realizar algumas açÔes com as vĂtimas.
Cada uma dessas açÔes é detalhada nos próximos itens. O
importante agora Ă© îxĂĄ-las, ter sempre em mente a sequĂȘncia
delas.
E também saber que uma ação pode ser iniciada sem que a
anterior tenha sido terminada. VocĂȘ pode, por exemplo, começar
a garantir a segurança sinalizando o local, parar para pedir
socorro e voltar depois para completar a segurança do local.
Com calma e bom senso, os primeiros socorros podem evitar
que as consequĂȘncias do acidente sejam ampliadas.
49
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
4.3 Como manter a calma e controlar a situação?
Como pedir socorro?
Vamos manter a calma?
VocĂȘ jĂĄ viu que manter a calma Ă© a primeira atitude a tomar no
caso de um acidente.
Ă fundamental que, antes de agir, vocĂȘ recubra rapidamente
a lucidez, reorganize os pensamentos e se mantenha calmo.
Num intervalo de segundos a poucos minutos, Ă© fundamental
que vocĂȘ siga o seguinte roteiro:
1. Pare e pense! Não faça nada por instinto ou por impulso;
2. Respire profundamente, algumas vezes;
3. Veja se vocĂȘ sofreu ferimentos;
4. Avalie a gravidade geral do acidente;
5. Conforte os ocupantes do seu veĂculo;
6. Mantenha a calma. VocĂȘ precisa dela para controlar a
situação e agir.
Como controlar a situação?
Veriîque se entre as pessoas presentes hĂĄ algum mĂ©dico,
bombeiro, policial ou outro proîssional acostumado a lidar com
esse tipo de emergĂȘncia.
Se não houver ninguém mais capacitado, assuma o controle
e comece as açÔes. Com calma, vocĂȘ vai identiîcar o que Ă©
preciso fazer primeiro, mas tenha sempre em sua mente que:
âą A ação inicial deîne todo o desenvolvimento do atendimento;
âą VocĂȘ precisa identiîcar os riscos para deînir as açÔes.
Nem toda pessoa estå preparada para assumir a liderança após
um acidente. Esse pode ser o seu caso, mas numa emergĂȘncia
vocĂȘ poderĂĄ ter que tomar a frente. Siga as recomendaçÔes
adiante, para que todos trabalhem de forma organizada e
eîciente, diminuindo o impacto do acidente:
âą Mostre decisĂŁo e îrmeza nas suas açÔes;
⹠Peça ajuda aos outros envolvidos no acidente e aos que
estiverem prĂłximos;
âą Distribua tarefas Ă s pessoas ou forme equipes para executar
as tarefas;
âą NĂŁo perca tempo discutindo;
âą Passe as tarefas mais simples, nos locais mais afastados
do acidente, Ă s pessoas que estejam mais desequilibradas
ou contestadoras;
âą Trabalhe muito, nĂŁo îque sĂł dando ordens;
⹠Motive todos, elogiando e agradecendo cada ação realizada.
Como pedir socorro?
Quanto mais cedo chegar um socorro proîssional, melhor para
as vĂtimas de um acidente.
Solicite um, o mais rĂĄpido possĂvel.
Hoje, em grande parte do Brasil, podemos contar com serviços
de atendimento a emergĂȘncias.
O chamado Resgate, ligado aos Corpos de Bombeiros, os
SAMUs, os atendimentos das prĂłprias rodovias ou outros
tipos de socorro recebem chamados por telefone, fazem uma
triagem prévia e enviam equipes treinadas em ambulùncias
equipadas. No próprio local, após uma primeira avaliação, os
feridos sĂŁo atendidos emergencialmente para, em seguida,
serem transferidos a hospitais.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
50
SĂŁo serviços gratuitos, que tĂȘm, em muitos casos, nĂșmeros de
telefone padronizados em todo o Brasil. Use o seu celular, o de
outra pessoa, os telefones dos acostamentos das rodovias, os
telefones pĂșblicos ou peça para alguĂ©m que esteja passando
pelo local que vĂĄ a um telefone ou a um posto rodoviĂĄrio acionar
rapidamente o socorro.
A seguir estĂŁo listados os telefones de emergĂȘncia mais comuns:
Serviços e telefones
Quando acionar
Resgate do Corpo
de Bombeiros
193
âą VĂtimas presas nas ferragens.
âą Qualquer perigo identiîcado como fogo, fumaça, faĂscas,
vazamento de substĂąncias, gases, lĂquidos, combustĂveis
ou ainda locais instĂĄveis como ribanceiras, muros caĂdos,
valas, etc. Em algumas regiĂ”es do PaĂs, o Resgate-193 Ă©
utilizado para todo tipo de emergĂȘncia relacionado Ă saĂșde.
Em outras, Ă© utilizado prioritariamente para qualquer
emergĂȘncia em via pĂșblica.
O Resgate pode acionar outros serviços quando existirem
e se houver necessidade.
Procure saber se existe e como funciona o Resgate em
sua regiĂŁo.
SAMU â Serviço
de Atendimento
MĂłvel de
UrgĂȘncia
192
âą Qualquer tipo de acidente.
âą Mal sĂșbito em via pĂșblica ou rodovia.
O SAMU foi idealizado para atender a qualquer tipo de
emergĂȘncia relacionado Ă saĂșde, incluindo acidentes de
trùnsito. Pode ser acionado também para socorrer pessoas
que passam mal dentro dos veĂculos. O SAMU pode acionar
o serviço de Resgate ou outros, se houver necessidade.
Procure saber se existe e como funciona o SAMU em sua regiĂŁo.
PolĂcia Militar
190
âą Sempre que ocorrer uma emergĂȘncia em locais sem
serviços próprios de socorro.
Acidentes nas localidades que nĂŁo possuem um sistema de
emergĂȘncia podem contar com o apoio da PolĂcia Militar local.
Esses proîssionais, ainda que sem os equipamentos e
materiais necessĂĄrios para o atendimento e transporte
de uma vĂtima, sĂŁo as Ășnicas opçÔes nesses casos.
4.4 A sinalização do local e a segurança
Como sinalizar e garantir a segurança de todos?
As diversas açÔes num acidente de trùnsito podem ser feitas por
mais de uma pessoa, ao mesmo tempo. Enquanto uma pessoa
telefona, outra sinaliza o local e assim por diante.
Assim, ganha-se tempo para o atendimento, fazer a sinalização
e garantir a segurança no local.
A importĂąncia de sinalizar o local
Os acidentes acontecem nas ruas e estradas, impedindo ou
diîcultando a passagem normal dos outros veĂculos. Por isso,
esteja certo de que situaçÔes de perigo vão ocorrer (novos
acidentes ou atropelamentos), se vocĂȘ demorar muito ou nĂŁo
sinalizar o local de forma adequada.
Algumas regras sĂŁo fundamentais para vocĂȘ fazer a sinalização
do acidente:
Demarque todo o desvio do tråfego até o acidente
Não é só a sinalização que deve-se iniciar bem antes do
acidente. Ă necessĂĄrio que todo o trecho, do inĂcio da sina-
lização até o acidente, seja demarcado, indicando quando
houver desvio de direção. Se isso não puder ser feito de forma
completa, faça o melhor que puder, aguardando as equipes de
socorro, que deverão completar a sinalização e os desvios.
51
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
î MantenhaîoîtrĂĄfegoîîuindo
Outro objetivo importante na sinalização Ă© manter a îuidez
do trĂĄfego, isto Ă©, apesar do afunilamento provocado pelo
acidente, deve sempre ser mantida uma via segura para os
veĂculos passarem.
Faça isso por duas razÔes: se ocorrer uma parada no trå-
fego, o congestionamento, ao surgir repentinamente, pode
provocar novas colisÔes. Além disso, não se esqueça de que,
com o trĂąnsito parado, as viaturas de socorro vĂŁo demorar
mais a chegar.
Para manter o trĂĄfego îuindo, tome as seguintes providĂȘn-
cias:
Mantenha, dentro do possĂvel, as vias livres para o
trĂĄfegoîîuir;î
Coloque pessoas ao longo do trecho sinalizado para
cuidaremîdaîîuidez;
NĂŁo permita que curiosos parem na via destinada ao
trĂĄfego;
Sinalize no local do acidente.
Que materiais podem ser utilizados na sinalização?
Existem muitos materiais fabricados especialmente para
sinalização, mas, na hora do acidente, vocĂȘ provavelmente terĂĄ
apenas o triùngulo de segurança à mão, jå que ele é um dos
itens obrigatĂłrios de todos os veĂculos. Use o seu triĂąngulo e
os dos motoristas que estiverem no local.
NĂŁo se preocupe, pois com a chegada das viaturas de socorro
os triĂąngulos poderĂŁo ser substituĂdos por equipamentos mais
adequados e devolvidos a seus donos.
Outros itens que forem encontrados nas imediaçÔes também
podem ser usados, como galhos de ĂĄrvore, cavaletes de obra,
latas, pedaços de madeira, pedaços de tecido, plåsticos, etc.
à noite ou sob neblina, a sinalização deve ser feita com materiais
luminosos. Lanternas, pisca-alerta e farĂłis dos veĂculos devem
sempre ser utilizados.
O importante é lembrar que tudo o que for usado para sinalização
deve ser de fåcil visualização e não pode oferecer risco,
transformando-se em verdadeira armadilha para os passantes
e outros motoristas.
O emprego de pessoas sinalizando Ă© bastante eîciente, porĂ©m
é sempre arriscado. Ao se colocar pessoas na sinalização, é
necessĂĄrio tomar alguns cuidados:
Suas roupas devem ser coloridas e contrastar com o terreno;
As pessoas devem îcar na lateral da pista, sempre de frente
para o îuxo dos veĂculos;
Devem îcar o tempo todo agitando um pano colorido para
alertar os motoristas;
Prestar muita atenção e estar sempre preparadas para o
caso de surgir algum veĂculo desgovernado;
As pessoas nunca devem îcar logo depois de uma curva
ou em outro local perigoso. Elas
tĂȘm que ser vistas de
longe, pelos motoristas.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
52
OndeîdeveîîcarîoîinĂcioîdaîsinalização?
Inicie a sinalização em um ponto em que os motoristas ainda
nĂŁo possam ver o acidente.
NĂŁo adianta ver o acidente quando jĂĄ nĂŁo hĂĄ tempo suîciente
para parar ou diminuir a velocidade.
No caso de vias de îuxo rĂĄpido, com veĂculos ou obstĂĄculos na
pista, Ă© preciso alertar os motoristas antes que eles percebam
o acidente. Assim, vai dar tempo para reduzir a velocidade,
concentrar a atenção e desviar. Então, não se esqueça de que a
sinalização deve começar antes do local do acidente ser visĂvel.
Nem é preciso dizer que a sinalização deve ser feita antes da
visualização nos dois sentidos (ida e volta), nos casos em que o
acidente interferir no tråfego das duas mãos de direção.
DistĂąncia do acidente para inĂcio da sinalização
O condutor deverĂĄ acionar de imediato as luzes de advertĂȘncia
(pisca-alerta) providenciando a colocação do triùngulo de
sinalização ou equipamento similar Ă distĂąncia mĂnima de 30
metros da parte traseira do veĂculo.
O equipamento de sinalização de emergĂȘncia deverĂĄ ser
instalado perpendicularmente ao eixo da via, e em condição
de boa visibilidade.
Comoîidentiîcarîriscosîparaîgarantirîaîsegurançaîdeîtodos?
Numa situação de acidente, vocĂȘ deve tomar providĂȘncias que:
1. Evitem agravamento do acidente, tais como novas colisÔes,
atropelamentos ou incĂȘndios;
2. Garantam que as vĂtimas nĂŁo terĂŁo suas lesĂ”es agravadas
por uma demora no socorro ou uma remoção malfeita.
Sempre, alĂ©m das providĂȘncias jĂĄ vistas (como acionar o
Socorro, sinalizar o acidente e assumir o controle da situação),
vocĂȘ deve tambĂ©m observar os itens complementares de
segurança, tendo em mente as seguintes questÔes:
Eu estou seguro?
Minha famĂlia e os passageiros de meu veĂculo estĂŁo segu-
ros?
As vĂtimas estĂŁo seguras?
Outras pessoas podem se ferir?
O acidente pode tomar maiores proporçÔes?
Para isso, Ă© preciso evitar os riscos que surgem em cada
acidente, agindo rapidamente para evitĂĄ-los.
Quais os riscos mais comuns e quais os cuidados iniciais
à só acontecer um acidente que podem ocorrer vårias situaçÔes
de risco. As principais sĂŁo:
Novas colisÔes;
Atropelamentos;
IncĂȘndio;
ExplosĂŁo;
Cabos de eletricidade;
53
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Ăleo e obstĂĄculos na pista;
Vazamento de produtos perigosos;
Doenças infectocontagiosas.
1. Novas colisÔes
VocĂȘ jĂĄ viu como sinalizar adequadamente o local do acidente.
Seguindo as instruçÔes, îca bem reduzida a possibilidade de
novas colisÔes. Porém, imprevistos acontecem. Por isso, nunca
Ă© demais usar simultaneamente mais de um procedimento,
aumentando ainda mais a segurança.
2. Atropelamentos
Adote as mesmas providĂȘncias empregadas para evitar novas
colisĂ”es. Mantenha o îuxo de veĂculos na pista livre. Oriente
para que curiosos nĂŁo parem na ĂĄrea de îuxo e que pedestres
nĂŁo îquem caminhando na via.
Isole o local do acidente e evite a presença de curiosos.
Faça isso, sempre solicitando auxĂlio e distribuindo tarefas
entre as pessoas que querem ajudar, mesmo que precisem ser
orientadas para isso.
3. IncĂȘndio
Sempre existe o risco de incĂȘndio. E ele aumenta bastante
quando ocorre vazamento de combustĂvel ou danos nas baterias
de veĂculos elĂ©tricos. Nesses casos Ă© importante adotar os
seguintes procedimentos:
Afaste os curiosos;
Se for fåcil e seguro, desligue a ignição, retire as chaves e
desconecte ou corte os cabos da bateria de baixa voltagem
do veĂculo acidentado;
Oriente para que nĂŁo fumem no local;
Se equipado, pegue o extintor de seu veĂculo e deixe-o pronto
para uso, a uma distĂąncia segura do local de risco;
Para usar seu extintor, siga as seguintes instruçÔes:
Mantenha o extintor em pé, na posição vertical;
Quebre o lacre e acione o gatilho;
Dirija o jato para a base das chamas, e nĂŁo para o meio do
fogo;
Faça movimentos em forma de leque, cobrindo toda a årea
em chamas;
NĂŁo jogue o conteĂșdo aos poucos. Para um melhor
resultado, empregue grandes quantidades de produto, se
possĂvel com o uso de vĂĄrios extintores ao mesmo tempo.
No caso de incĂȘndio em veĂculos elĂ©tricos ou hĂbridos,
devido a diferentes tecnologias / baterias utilizadas por cada
fabricante/modelo, a melhor opção Ă© se afastar do veĂculo
e se for fĂĄcil e seguro, isolar a ĂĄrea e procurar por ajuda o
mais prontamente possĂvel.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
54
4. ExplosĂŁo
Se o acidente envolver algum caminhĂŁo de combustĂvel, gĂĄs ou
outro material inîamĂĄvel, que esteja vazando ou jĂĄ em chamas,
a via deve ser totalmente interditada, conforme as distĂąncias
recomendadas, e todo o local evacuado.
5. Cabos de eletricidade
Nas colisÔes com postes, é muito comum que cabos elétricos
se rompam e îquem energizados, na pista ou mesmo sobre os
veĂculos. Alguns desses cabos sĂŁo de alta voltagem, e podem
causar mortes. Jamais tenha contato com esses cabos, mesmo
que ache que eles nĂŁo estĂŁo energizados.
No interior dos veĂculos as pessoas estĂŁo seguras, desde
que os pneus estejam intactos e nĂŁo haja nenhum contato
com o chĂŁo. Se o cabo estiver sobre o veĂculo, as pessoas
podem ser eletrocutadas ao tocar o solo. Isso jĂĄ nĂŁo ocorre se
permanecerem no interior do veĂculo, que estĂĄ isolado pelos
pneus.
Outro risco Ă© de o cabo chicotear prĂłximo a um vazamento de
combustĂvel, pois a faĂsca produzida pode causar um incĂȘndio.
Mesmo nĂŁo havendo esses riscos, nĂŁo mexa nos cabos, apenas
isole o local e afaste os curiosos. Caso exista qualquer dos riscos
citados ou alguém eletrocutado, use um cano longo de plåstico
ou uma madeira seca e, num movimento brusco, afaste o cabo.
Não faça isso com bambu, metal ou madeira molhada. E nunca
imagine que o cabo jĂĄ estĂĄ desligado.
6. Ăleo e obstĂĄculos na pista
Os fragmentos dos veĂculos acidentados devem ser removidos
da pista onde haja trĂąnsito de veĂculos. Se possĂvel, jogue terra
ou areia sobre o Ăłleo derramado.
Normalmente isso Ă© feito depois, pelas equipes de socorro,
mas se vocĂȘ tiver segurança para se adiantar, pode evitar mais
riscos no local.
7. Vazamento de produtos perigosos
Interdite totalmente a pista e evacue a ĂĄrea, quando veĂculos
que transportam produtos perigosos estiverem envolvidos no
acidente e existir algum vazamento.
8. Doenças infectocontagiosas
Hoje, as doenças infectocontagiosas são uma realidade. Evite
qualquer contato com o sangue ou secreçÔes das vĂtimas.
9. Limpeza da pista
Encerrado o atendimento e nĂŁo havendo equipes especializadas
no local, retire da pista a sinalização de advertĂȘncia do acidente
e outros objetos que possam representar riscos ao trĂąnsito de
veĂculos.
55
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
4.5 Iniciando o socorro Ă s vĂtimas: o que Ă© possĂvel
fazer? As limitaçÔes no atendimento Ă s vĂtimas
VocĂȘ nĂŁo Ă© um proîssional de resgate e por isso deve se limitar
a fazer o mĂnimo necessĂĄrio em favor da vĂtima atĂ© a chegada
do socorro. Infelizmente, vão existir algumas situaçÔes em que
o socorro, mesmo chegando rapidamente e com equipamentos
e profissionais treinados, pouco poderĂĄ fazer pela vĂtima.
VocĂȘ, mesmo com toda a boa vontade, tambĂ©m pode vir a
enfrentar uma situação em que seja necessårio mais que sua
solidariedade. Mesmo nessas situaçÔes difĂceis, nĂŁo se espera
que vocĂȘ faça algo para o qual nĂŁo estĂĄ preparado ou treinado.
Fazendo contato com a vĂtima
Depois de garantido pelo menos o båsico em segurança e feita
a solicitação do socorro, Ă© o momento em que vocĂȘ pode iniciar
contato com a vĂtima. Se a janela estiver aberta, fale com a
vĂtima sem abrir a porta. Se for abrir a porta, faça-o com muito
cuidado para nĂŁo movimentar a vĂtima. VocĂȘ pode pedir a algum
ocupante do veĂculo para destravar as portas, caso necessĂĄrio.
Ao iniciar seu contato com a vĂtima, faça tudo sempre com base
em quatro atitudes: informe, ouça, aceite e seja solidårio.
Informe Ă vĂtima o que vocĂȘ estĂĄ fazendo para ajudĂĄ-la e, com
certeza, ela vai ser mais receptiva a seus cuidados.
Ouça e aceite suas queixas e a sua expressão de ansiedade,
respondendo Ă s perguntas com calma e de forma apaziguadora.
NĂŁo minta e nĂŁo dĂȘ informaçÔes que causem impacto ou
estimulem a discussĂŁo sobre a culpa no acidente.
Seja solidĂĄrio e permaneça junto Ă vĂtima em um local onde ela
possa ver vocĂȘ, sem que isso coloque em risco sua segurança.
Algumas vĂtimas de acidente podem tornar-se agressivas, nĂŁo
permitindo acesso ou auxĂlio.
Tente a ajuda de familiares ou conhecidos dela, se houver algum,
mas se a situação colocar vocĂȘ em risco, afaste-se.
Cintos de segurança e respiração
Veja se o cinto de segurança estĂĄ diîcultando a respiração da
vĂtima. Nesse caso, e sĂł nesse caso, vocĂȘ deve soltĂĄ-lo, sem
movimentar o corpo da vĂtima.
Impedindo movimentos da cabeça
Ă procedimento importante e fĂĄcil de ser aplicado, mesmo em
vĂtimas de atropelamento.
Segure a cabeça da vĂtima, pressionando a regiĂŁo das orelhas,
impedindo a movimentação da cabeça. Se a vĂtima estiver de
bruços ou de lado, procure alguém treinado para avaliar se ela
necessita ser virada e como fazĂȘ-lo, antes de o socorro chegar.
Em geral ela sĂł deve ser virada se nĂŁo estiver respirando. Se
estiver de bruços e respirando, sustente a cabeça nessa posição
e aguarde o socorro chegar.
Se a vĂtima estiver sentada no carro, mantenha a cabeça na
posição encontrada. Como na situação anterior, ela pode ser
movimentada se não estiver respirando, mas a ajuda de alguém
com treinamento prĂĄtico Ă© necessĂĄria.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
56
VĂtima inconsciente
Ao tentar manter contato com a vĂtima, faça perguntas simples
e diretas, tais como:
VocĂȘ estĂĄ bem? Qual Ă© seu nome? O que aconteceu? VocĂȘ
sabe onde estĂĄ?
O objetivo dessas perguntas Ă© apenas identiîcar a consciĂȘncia
da vĂtima. Ela pode responder bem e naturalmente a suas
perguntas, e isso Ă© um bom sinal, mas pode estar confusa ou
mesmo nada responder.
Se ela nĂŁo der nenhuma resposta, demonstrando estar
inconsciente ou desmaiada, mesmo depois de vocĂȘ chamĂĄ-
la em voz alta, ligue novamente para o serviço de socorro,
complemente as informaçÔes e siga as orientaçÔes que receber.
Além disso, indague entre as pessoas que estão no local se hå
alguém treinado e preparado para atuar nessa situação. Em
um acidente, a movimentação de vĂtima inconsciente e mesmo
a identiîcação de uma parada respiratĂłria ou cardĂaca exigem
treinamento prĂĄtico especĂîco.
Controlando a hemorragia externa
São diversas as técnicas para conter uma hemorragia externa.
Algumas sĂŁo simples e outras complexas, e estas sĂł devem ser
aplicadas por proîssionais. A mais simples, que qualquer pessoa
pode realizar, Ă© a compressĂŁo do ferimento, diretamente sobre
ele, com gaze ou pano limpo. VocĂȘ pode necessitar de luvas
para sua proteção, para não se contaminar.
Naturalmente vocĂȘ deve cuidar sĂł das lesĂ”es facilmente visĂveis
que continuam sangrando e daquelas que podem ser cuidadas
sem a movimentação da vĂtima.
SĂł aja em lesĂ”es e hemorragias se vocĂȘ se sentir seguro para isso.
Escolha um local seguro para as vĂtimas
Muitas das pessoas envolvidas no acidente jĂĄ podem ter saĂdo
sozinhas do veĂculo, e tambĂ©m podem estar desorientadas e
traumatizadas com o acontecido. Ă importante que vocĂȘ localize
um local sem riscos e junte essas pessoas nele. Isso irĂĄ facilitar
muito o atendimento e o controle da situação, quando chegar
a equipe de socorro.
Proteção contra frio, sol e chuva
VocĂȘ jĂĄ deve ter ouvido que aquecer uma vĂtima Ă© um
procedimento que impede o agravamento de seu estado. Ă
verdade, mas aquecer uma vĂtima nĂŁo Ă© elevar sua temperatura,
mas, sim, protegĂȘ-la, para que ela nĂŁo perca o calor de seu
prĂłprio corpo. Ela tambĂ©m nĂŁo pode îcar exposta ao sol. Por
isso, proteja-a do sol, da chuva e do frio, utilizando qualquer
peça de vestimenta disponĂvel. Em dias frios ou chuvosos as
pessoas andam com os vidros dos veĂculos fechados, muitas
vezes sem agasalho. ApĂłs o acidente îcam expostas e precisam
ser protegidas do tempo, que pode agravar sua situação.
4.6 O que nĂŁo se deve fazer com uma vĂtima de acidente
NĂŁo movimente.
Não faça torniquetes.
NĂŁo tire o capacete de um motociclista.
NĂŁo dĂȘ nada para beber.
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Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
VocĂȘ sĂł quer ajudar, mas muitos sĂŁo os procedimentos que
podem agravar a situação da vĂtima. Os mais comuns e que
vocĂȘ deve evitar sĂŁo:
Movimentar a vĂtima.
Retirar capacetes de motociclistas.
Aplicar torniquetes para estancar hemorragias.
Dar algo para a vĂtima tomar.
NĂŁo movimente a vĂtima
A movimentação da vĂtima pode causar piora de uma lesĂŁo na
coluna ou de uma fratura de braço ou perna.
A movimentação da cabeça ou do tronco da vĂtima que sofreu
um acidente com impacto que deforma ou amassa veĂculos, ou
num atropelamento, pode agravar muito uma lesĂŁo de coluna
Num acidente pode haver uma fratura ou deslocamento de
uma vértebra da coluna, por onde passa a medula espinhal.
Ă ela que transporta todo o comando nervoso do corpo, que
sai do cérebro e atinge o tronco, os braços e as pernas.
Movimentando a vĂtima nessa situação, vocĂȘ pode deslocar
ainda mais a vĂ©rtebra lesada e daniîcar a medula, causando
paralisia dos membros ou ainda da respiração, o que com certeza
vai provocar danos muito maiores, talvez irreversĂveis.
No caso dos membros fraturados, a movimentação pode
causar agravamento das lesÔes internas no ponto de fratura,
provocando o rompimento de vasos sanguĂneos ou lesĂ”es nos
nervos, levando a graves complicaçÔes.
Assim, a movimentação de uma vĂtima sĂł deve ser realizada
antes da chegada de uma equipe de socorro se houver perigos
imediatos, tais como incĂȘndio, perigo do veĂculo cair, ou seja,
desde que esteja presente algum risco incontrolĂĄvel.
NĂŁo havendo risco imediato, nĂŁo movimente a vĂtima.
AtĂ© mesmo no caso de vĂtimas que saem andando do acidente,
Ă© melhor que nĂŁo se movimentem e aguardem o socorro chegar
para uma melhor avaliação. Aconselhe-as a aguardar sentadas
no veĂculo, ou em outro lugar seguro.
NĂŁo tire o capacete de um motociclista
Retirar o capacete de um motociclista que se acidenta Ă© uma
ação de alto risco. A atitude serå de maior risco se ele estiver
inconsciente. A simples retirada do capacete pode movimentar
intensamente a cabeça e agravar lesÔes existentes no pescoço
ou no crĂąnio. Aguarde a equipe de socorro ou pessoas habilita-
das para que eles realizem essa ação.
NĂŁo aplique torniquetes
O torniquete nĂŁo deve ser realizado para estancar hemorragias
externas. Atualmente esse procedimento Ă© feito sĂł por
proîssionais treinados e, mesmo assim, em carĂĄter de exceção;
quase nunca Ă© aconselhado.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
58
NĂŁo dĂȘ nada para a vĂtima ingerir
Nada deve ser dado para ingerir a uma vĂtima de acidente que
possa ter lesÔes internas ou fraturas e que, certamente, serå
transportada para um hospital. Nem mesmo ĂĄgua.
Se o socorro jĂĄ foi chamado, aguarde os proîssionais, que vĂŁo
decidir sobre a conveniĂȘncia ou nĂŁo. O motivo Ă© que a ingestĂŁo
de qualquer substĂąncia pode interferir de forma negativa nos
procedimentos hospitalares. Por exemplo, se a vĂtima for
submetida Ă cirurgia, o estĂŽmago com ĂĄgua ou alimentos Ă©
fator que aumenta o risco no atendimento hospitalar.
Como exceção, hĂĄ os casos de pessoas cardĂacas que fazem
uso de alguns medicamentos em situaçÔes de emergĂȘncia,
geralmente aplicados embaixo da lĂngua. NĂŁo os impeça de fazer
uso desses medicamentos, se for rotina para eles.
4.7 Primeiros socorros: a importĂąncia de um curso
prĂĄtico
VocĂȘ estudou este capĂtulo e jĂĄ sabe quais sĂŁo as primeiras
açÔes a serem tomadas num acidente. Mesmo assim, é
importante fazer um Curso PrĂĄtico de Primeiros Socorros?
Um treinamento em Primeiros Socorros vai ser sempre de grande
utilidade em qualquer momento de sua vida, seja em casa, no
trabalho ou no lazer. Podem ser muitas e variadas as situaçÔes
em que seu conhecimento pode levar a uma ação imediata e
garantir a sobrevida de uma vĂtima. Isso, tanto em casos de
acidente como em situaçÔes de emergĂȘncia que nĂŁo envolvem
trauma ou ferimentos.
Atuar em Primeiros Socorros requer o domĂnio de habilidades
que sĂł podem ser adquiridas em treinamentos prĂĄticos, como
a compressĂŁo torĂĄcica externa, conhecida como massagem
cardĂaca, apenas para citar um exemplo.
Outras técnicas de socorro são diferentes para casos de trauma
e emergĂȘncias sem trauma, como, por exemplo, a abertura das
vias aĂ©reas para que a vĂtima respire, ou ainda a necessidade
e a forma de se movimentar uma vĂtima, etc. Essas diferenças
implicam procedimentos distintos, e as técnicas devem ser
adquiridas em treinamento sob supervisĂŁo de um instrutor
qualiîcado.
Outras habilidades a serem desenvolvidas em treinamento
sĂŁo as maneiras de se utilizar os materiais (tais como talas,
bandagens triangulares, måscaras para realizar a respiração),
como atuar em ĂĄreas com material contaminado, quando e
quais materiais podem ser utilizados para imobilizar a coluna
cervical (pescoço), etc. São muitas as situaçÔes que podem ser
aprendidas em um curso prĂĄtico.
Mesmo assim, nenhum treinamento em Primeiros Socorros dĂĄ
a qualquer pessoa a condição de substituir completamente um
sistema proîssional de socorro.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
60
5.1 Anexo I
Dos Conceitos de DeîniçÔes
Acostamento Parte da via diferenciada da pista de rolamento
destinada Ă parada ou estacionamento de veĂculos,
em caso de emergĂȘncia, e Ă circulação de pedestres
e bicicletas, quando nĂŁo houver local apropriado
para esse îm.
Agente da
autoridade
de trĂąnsito
Pessoa, civil ou policial militar, credenciada
pela autoridade de trĂąnsito para o exercĂcio das
atividades de îscalização, operação, policiamento
ostensivo de trĂąnsito ou patrulhamento.
Ar alveolar Ar expirado pela boca de um indivĂduo, originĂĄrio
dos alvéolos pulmonares.
AutomĂłvel VeĂculo automotor destinado ao transporte de
passageiros, com capacidade para até oito pessoas,
exclusive o condutor.
Autoridade de
trĂąnsito
Dirigente mĂĄximo de ĂłrgĂŁo ou entidade executivo
integrante do sistema nacional de trĂąnsito ou pessoa
por ele expressamente credenciada.
Balanço traseiro Distùncia entre o plano vertical, passando pelos
centros das rodas traseiras extremas e o ponto
mais recuado do veĂculo, considerando-se todos os
elementos rigidamente îxados ao mesmo.
Bicicleta VeĂculo de propulsĂŁo humana, dotado de duas
rodas, nĂŁo sendo, para efeito deste cĂłdigo, similar
Ă motocicleta, motoneta e ciclomotor.
BicicletĂĄrio Local, na via ou fora dela, destinado ao estaciona-
mento de bicicletas.
Bonde VeĂculo de propulsĂŁo elĂ©trica que se move sobre
trilhos.
Bordo da pista Margem da pista, podendo ser demarcada por linhas
longitudinais de bordo que delineiam a parte da via
destinada Ă circulação de veĂculos.
Calçada Parte da via, normalmente segregada e em nĂvel
diferente, nĂŁo destinada Ă circulação de veĂculos,
reservada ao trĂąnsito de pedestres e, quando
possĂvel, Ă implantação de mobiliĂĄrio urbano,
sinalização, vegetação e outros îns.
CaminhĂŁo-trator VeĂculo automotor destinado a tracionar ou arrastar
outro.
Caminhonete VeĂculo destinado ao transporte de carga com
peso bruto total (pbt) de trĂȘs mil e quinhentos
quilogramas.
Camioneta VeĂculo misto destinado a transporte de passageiros
e carga no mesmo compartimento.
Canteiro central ObstĂĄculo fĂsico construĂdo como separador de duas
pistas de rolamento, eventualmente substituĂdo por
marcas viĂĄrias (canteiro îctĂcio).
Capacidade
mĂĄxima de
tração (cmt)
Måximo peso que a unidade de tração é capaz
de tracionar, indicado pelo fabricante, baseado
em condiçÔes sobre suas limitaçÔes de geração e
multiplicação de momento de força e resistĂȘncia dos
elementos que compÔem a transmissão.
Carreata Deslocamento em îla na via de veĂculos automotores
em sinal de regozijo, de reivindicação, de protesto
cĂvico ou de uma classe.
61
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Carro de mĂŁo VeĂculo de propulsĂŁo humana utilizado no transporte
de pequenas cargas.
Carroça VeĂculo de tração animal destinado ao transporte
de carga.
CatadiĂłptrico Dispositivo de reîexĂŁo e refração de luz utilizado
na sinalização de vias e veĂculos (âolho de gatoâ).
Charrete VeĂculo de tração animal destinado ao transporte
de pessoas.
Ciclo VeĂculo de pelo menos duas rodas Ă propulsĂŁo
humana.
Ciclofaixa Parte da pista de rolamento destinada à circulação
exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização
especĂîca.
Ciclomotor VeĂculo de duas ou trĂȘs rodas, provido de um motor
de combustĂŁo interna, cuja cilindrada nĂŁo exceda
a cinquenta centĂmetros cĂșbicos (3,05 polegadas
cĂșbicas) e cuja velocidade mĂĄxima de fabricação
nĂŁo exceda a cinquenta quilĂŽmetros por hora.
Ciclovia Pista própria destinada à circulação de ciclos,
separada îsicamente do trĂĄfego comum.
ConversĂŁo Movimento em Ăąngulo, Ă esquerda ou Ă direita, de
mudança da direção original do veĂculo.
Cruzamento Interseção de duas vias em nĂvel.
Dispositivo
de segurança
Qualquer elemento que tenha a função especĂîca
de proporcionar maior segurança ao usuårio da via,
alertando-o sobre situaçÔes de perigo que possam
colocar em risco sua integridade fĂsica e dos demais
usuĂĄrios da via ou daniîcar seriamente o veĂculo.
Estacionamento Imobilização de veĂculos por tempo superior ao
necessĂĄrio para embarque ou desembarque de
passageiros.
Estrada Via rural nĂŁo pavimentada.
EtilÎmetro Aparelho destinado à medição do teor alcoólico
no ar alveolar.
Faixas de
domĂnio
SuperfĂcie lindeira Ă s vias rurais, delimitada por
lei especĂîca e sob responsabilidade do ĂłrgĂŁo ou
entidade de trùnsito competente com circunscrição
sobre a via.
Faixas de
trĂąnsito
Qualquer uma das ĂĄreas longitudinais em que a
pista pode ser subdividida, sinalizada ou nĂŁo por
marcas viĂĄrias longitudinais, que tenham uma
largura suîciente para permitir a circulação de
veĂculos automotores.
Fiscalização Ato de controlar o cumprimento das normas estabe-
lecidas na legislação de trùnsito, por meio do poder
da polĂcia administrativa de trĂąnsito, no Ăąmbito de
circunscrição dos órgãos e entidades executivos
de trĂąnsito e de acordo com as competĂȘncias
deînidas no cĂłdigo.
Foco de
pedestres
Indicação luminosa de permissão ou impedimento
de locomoção na faixa apropriada.
Freio de
estacionamento
Dispositivo destinado a manter o veĂculo imĂłvel na
ausĂȘncia do condutor ou, no caso de um reboque,
se este se encontra desengatado.
Freio de
segurança
ou motor
Dispositivo destinado a diminuir a marcha do veĂculo
no caso de falha do freio de serviço.
Freio de serviço Dispositivo destinado a provocar a diminuição da
marcha do veĂculo ou parĂĄ-lo.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
62
Gestos de
agentes
Movimentos convencionais de braço, adotados
exclusivamente pelos agentes de autoridades de
trĂąnsito nas vias, para orientar, indicar o direito
de passagem dos veĂculos ou pedestres ou emitir
ordens, sobrepondo-se ou completando outra
sinalização ou norma constante deste código.
Gestos de
condutores
Movimentos convencionais de braço, adotados
exclusivamente pelos condutores, para orientar ou
indicar que vão efetuar uma manobra de mudança
de direção, redução brusca de velocidade ou
parada.
Ilha ObstĂĄculo fĂsico, colocado na pista de rolamento,
destinado Ă ordenação dos îuxos de trĂąnsito em
uma interseção.
Infração Inobservùncia a qualquer preceito da legislação de
trĂąnsito, Ă s normas emanadas do cĂłdigo de trĂąnsito,
do conselho nacional de trùnsito e à regulamentação
estabelecida pelo ĂłrgĂŁo ou entidade executiva
do trĂąnsito.
Interseção Todo cruzamento em nĂvel, entroncamento ou
bifurcação, incluindo as åreas formadas por tais
cruzamentos, entroncamentos ou bifurcaçÔes.
Interrupção
de marcha
Imobilização do veĂculo para atender circunstĂąncia
momentĂąnea do trĂąnsito.
Licenciamento Procedimento anual, relativo a obrigaçÔes do
proprietĂĄrio de veĂculo, comprovado por meio de
documento especĂîco (certiîcado de licenciamento
anual).
Logradouro
pĂșblico
Espaço livre destinado pela municipalidade Ă
circulação, parada ou estacionamento de veĂculos,
ou à circulação de pedestres, tais como calçada,
parques, åreas de lazer, calçadÔes.
Lotação Carga Ăștil mĂĄxima, incluindo condutor e passageiros,
que o veĂculo transporta, expressa em quilogramas
para os veĂculos de carga, ou nĂșmero de pessoas,
para os veĂculos de passageiros.
Lote lindeiro Aquele situado ao longo das vias urbanas ou rurais
e que com elas se limita.
Luz alta Facho de luz do veĂculo destinado a iluminar a via
atĂ© uma grande distĂąncia do veĂculo.
Luz baixa Facho de luz do veĂculo destinado a iluminar a via
diante do veĂculo, sem ocasionar ofuscamento ou
incĂŽmodo injustiîcĂĄveis aos condutores e outros
usuĂĄrios da via que venham em sentido contrĂĄrio.
Luz de freio Luz do veĂculo destinada a indicar aos demais
usuĂĄrios da via, que se encontram atrĂĄs do veĂculo,
que o condutor estå aplicando o freio de serviço.
Luz indicadora
de direção
(pisca-pisca)
Luz do veĂculo destinada a indicar aos demais
usuĂĄrios da via que o condutor tem o propĂłsito de
mudar de direção para a direita ou para a esquerda.
Luz de
marcha a ré
Luz do veĂculo destinada a iluminar atrĂĄs do veĂculo
e advertir aos demais usuĂĄrios da via que o veĂculo
estĂĄ efetuando ou a ponto de efetuar uma manobra
de marcha a ré.
Luz de neblina Luz do veĂculo destinada a aumentar a iluminação
da via em caso de neblina, chuva forte ou nuvens
de pĂł.
Luz de posição
(lanterna)
Luz do veĂculo destinada a indicar a presença e a
largura do veĂculo.
63
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Manobra Movimento executado pelo condutor para alterar
a posição em que o veĂculo estĂĄ no momento em
relação à via.
Marcas viĂĄrias Conjunto de sinais constituĂdos de linhas, mar-
caçÔes, sĂmbolos ou legendas, em tipos e cores
diversas, apostos ao pavimento da via.
Micro-ĂŽnibus VeĂculo automotor de transporte coletivo com
capacidade para até vinte passageiros.
Motocicleta VeĂculo automotor de duas rodas, com ou sem
side-car, dirigido por condutor em posição montada.
Motoneta VeĂculo automotor de duas rodas, dirigido por
condutor em posição sentada.
Motor-casa
(motorhome)
VeĂculo automotor cuja carroçaria seja fechada e
destinada a alojamento, escritório, comércio ou
înalidades anĂĄlogas.
Noite PerĂodo do dia compreendido entre o pĂŽr do sol
e o nascer do sol.
Ănibus VeĂculo automotor de transporte coletivo com
capacidade para mais de vinte passageiros, ainda
que, em virtude de adaptaçÔes com vista à maior
comodidade destes, transporte nĂșmero menor.
Operação
de carga e
descarga
Imobilização do veĂculo, pelo tempo estritamente
necessĂĄrio ao carregamento ou descarregamento
de animais ou carga, na forma disciplinada pelo
ĂłrgĂŁo ou entidade executivo de trĂąnsito competente
com circunscrição sobre a via.
Operação
de trĂąnsito
Monitoramento técnico baseado nos conceitos de
engenharia de trĂĄfego, das condiçÔes de îuidez, de
estacionamento e parada na via, de forma a reduzir
as interferĂȘncias, tais como veĂculos quebrados,
acidentados, estacionados irregularmente atrapa-
lhando o trĂąnsito, prestando socorros imediatos e
informaçÔes aos pedestres e condutores.
Parada Imobilização do veĂculo com a înalidade e pelo tem-
po estritamente necessĂĄrio para efetuar embarque
ou desembarque de passageiros.
Passagem
de nĂvel
Todo o cruzamento de nĂvel entre uma via e uma
linha férrea ou trilho de bonde com pista própria.
Passagem por
outro veĂculo
Movimento de passagem Ă frente de outro veĂculo
que se desloca no mesmo sentido, em menor
velocidade, mas em faixas distintas da via.
Passagem
subterrĂąnea
Obra de arte destinada à transposição de vias,
em desnĂvel subterrĂąneo, e ao uso de pedestres
ou veĂculos.
Passarela Obra de arte destinada à transposição de vias, em
desnĂvel aĂ©reo, e ao uso de pedestres.
Passeio Parte da calçada ou da pista de rolamento, neste
Ășltimo caso, separada por pintura ou elemento
fĂsico separador, livre de interferĂȘncias, destinada
à circulação exclusiva de pedestres e, excepcional-
mente, de ciclistas.
Patrulhamento Função exercida pela polĂcia rodoviĂĄria federal com
o objetivo de garantir obediĂȘncia Ă s normas de
trùnsito, assegurando a livre circulação e evitando
acidentes.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
64
PerĂmetro
urbano
Limite entre ĂĄrea urbana e ĂĄrea rural.
Peso bruto total
(pbt)
Peso mĂĄximo que o veĂculo transmite ao pavimento,
constituĂdo da soma da tara mais a lotação.
Peso bruto total
combinado
(pbtc)
Peso mĂĄximo transmitido ao pavimento pela
combinação de um caminhão-trator mais seu
semirreboque ou do caminhĂŁo mais o seu reboque
ou reboques.
Pisca-alerta Luz intermitente do veĂculo, utilizada em carĂĄter
de advertĂȘncia, destinada a indicar aos demais
usuĂĄrios da via que o veĂculo estĂĄ imobilizado ou
em situação de emergĂȘncia.
Pista Parte da via normalmente utilizada para a circulação
de veĂculos, identiîcada por elementos separadores
ou por diferenças de nĂvel em relação Ă s calçadas,
ilhas ou aos canteiros centrais.
Placas Elementos colocados na posição vertical, îxados
ao lado ou suspensos sobre a pista, transmitindo
mensagens de carĂĄter permanente e, eventual-
mente, variĂĄveis, mediante sĂmbolos ou legendas
prĂ©-reconhecidas e legalmente instituĂdas como
sinais de trĂąnsito.
Policiamento
ostensivo
de trĂąnsito
Função exercida pelas polĂcias militares com o
objetivo de prevenir e reprimir atos relacionados
com a segurança pĂșblica e de garantir obediĂȘncia
às normas relativas à segurança de trùnsito, as-
segurando a livre circulação e evitando acidentes.
Ponte Obra de construção civil destinada a ligar margens
opostas de uma superfĂcie lĂquida qualquer.
Reboque VeĂculo destinado a ser engatado atrĂĄs de um
veĂculo automotor.
RefĂșgio Parte da via, devidamente sinalizada e protegida,
destinada ao uso de pedestres durante a travessia
da mesma.
Regulamentação
da via
Implantação de sinalização de regulamentação pelo
órgão ou entidade competente com circunscrição
sobre a via, deînindo, entre outros, sentido de
direção, tipo de estacionamento, horårios e dias.
RefĂșgio Parte da via, devidamente sinalizada e protegida,
destinada ao uso de pedestres durante a travessia
da mesma.
Renach Registro nacional de condutores habilitados.
Renavam Registro nacional de veĂculos automotores.
Retorno Movimento de inversão total de sentido da direção
original de veĂculos.
Rodovia Via rural pavimentada.
Semirreboque VeĂculo de um ou mais eixos que se apoia na
sua unidade tratora ou Ă© a ela ligado por meio de
articulação.
Sinais de
trĂąnsito
Elementos de sinalização viåria que se utilizam de
placas, marcas viĂĄrias, equipamentos de controle
luminosos, dispositivos auxiliares, apitos e gestos,
destinados exclusivamente a ordenar ou dirigir o
trĂąnsito dos veĂculos e pedestres.
Sinalização Conjunto de sinais de trùnsito e dispositivos de
segurança colocados na via pĂșblica com o objetivo
de garantir sua utilização adequada, possibilitando
melhor îuidez no trĂąnsito e maior segurança dos
veĂculos e pedestres que nela circulam.
65
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Sons por apito Sinais sonoros, emitidos exclusivamente pelos
agentes da autoridade de trĂąnsito nas vias, para
orientar ou indicar o direito de passagem dos veĂ-
culos ou pedestres, sobrepondo-se ou completando
sinalização existente no local ou norma estabelecida
neste cĂłdigo.
Tara Peso prĂłprio do veĂculo, acrescido dos pesos da
carroçaria e equipamento, do combustĂvel, das
ferramentas e acessĂłrios, da roda sobressalente,
do extintor de incĂȘndio e do îuido de arrefecimento,
expresso em quilogramas.
Trailer Reboque ou semirreboque tipo casa, com duas,
quatro, ou seis rodas, acoplado ou adaptado Ă
traseira de automĂłvel ou camioneta, utilizado em
geral em atividades turĂsticas como alojamento, ou
para atividades comerciais.
TrĂąnsito Movimentação e imobilização de veĂculos, pessoas
e animais nas vias terrestres.
Transposição
de faixas
Passagem de um veĂculo de uma faixa demarcada
para outra.
Trator VeĂculo automotor construĂdo para realizar trabalho
agrĂcola, de construção e pavimentação e tracionar
outros veĂculos e equipamentos.
Ultrapassagem Movimento de passar Ă frente de outro veĂculo que
se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade
e na mesma faixa de trĂĄfego, necessitando sair e
retornar Ă faixa de origem.
UtilitĂĄrio VeĂculo misto caracterizado pela versatilidade do
seu uso, inclusive fora de estrada.
VeĂculo
articulado
Combinação de veĂculos acoplados, sendo um
deles automotor.
VeĂculo
automotor
Todo veĂculo a motor de propulsĂŁo que circule por
seus prĂłprios meios, e que serve normalmente para
o transporte viĂĄrio de pessoas e coisas, ou para a
tração viĂĄria de veĂculos utilizados para transporte
de pessoas e coisas. O termo compreende os
veĂculos conectados a uma linha elĂ©trica e que nĂŁo
circulam sobre trilhos (Înibus elétrico).
VeĂculo de carga VeĂculo destinado ao transporte de carga, podendo
transportar dois passageiros, exclusive o condutor.
VeĂculo
de coleção
Aquele que, mesmo tendo sido fabricado hĂĄ mais de
trinta anos, conserva suas caracterĂsticas originais
de fabricação e possui valor histórico próprio.
VeĂculo
conjugado
Combinação de veĂculos, sendo o primeiro um
veĂculo automotor e os demais reboques ou
equipamentos de trabalho agrĂcola, construção,
terraplenagem ou pavimentação.
VeĂculo de
grande porte
VeĂculo automotor destinado ao transporte de carga
com peso bruto total (pbt) mĂĄximo superior a dez
mil quilogramas e de passageiros, superior a vinte
passageiros.
VeĂculo de
passageiros
VeĂculo destinado ao transporte de pessoas e suas
bagagens.
VeĂculo misto VeĂculo automotor destinado ao transporte simultĂą-
neo de carga e passageiro.
Via SuperfĂcie por onde transitam veĂculos, pessoas
e animais, compreendendo a pista, a calçada, o
acostamento, ilha e canteiro central.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
66
Via de trĂąnsito
rĂĄpido
Aquela caracterizada por acessos especiais com
o trĂąnsito livre, sem interseçÔes em nĂvel, sem
acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem
travessia de pedestres em nĂvel.
Via arterial Aquela caracterizada por interseçÔes em nĂvel,
geralmente controlada por semĂĄforo, com acessi-
bilidade aos lotes lindeiros e Ă s vias secundĂĄrias e
locais, possibilitando o trùnsito dentro das regiÔes
da cidade.
Via coletora Aquela destinada a coletar e distribuir o trĂąnsito que
tenha necessidade de entrar ou sair das vias de
trĂąnsito rĂĄpido ou arteriais, possibilitando o trĂąnsito
dentro das regiÔes da cidade.
Via local Aquela caracterizada por interseçÔes em nĂvel nĂŁo
semaforizadas, destinada apenas ao acesso local
ou a ĂĄreas restritas.
Via rural Estradas e rodovias.
Via urbana Ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e simila-
res abertos Ă circulação pĂșblica, situadas na
ĂĄrea urbana, caracterizadas principalmente por
possuĂrem imĂłveis edificados ao longo de sua
extensĂŁo.
Vias e ĂĄreas de
pedestres
Vias ou conjunto de vias destinadas à circulação
prioritĂĄria de pedestres.
Viaduto Obra de construção civil destinada a transpor
uma depressĂŁo de terreno ou servir de passagem
superior.
5.2. Anexo II â Resolução Contran 160 de 22 de abril
de 2004 e suas sucedĂąneas
1. Sinalização vertical
à um subsistema da sinalização viåria cujo meio de comunicação
estĂĄ na posição vertical, normalmente em placa, îxado ao
lado ou suspenso sobre a pista, transmitindo mensagens
de caråter permanente e, eventualmente, variåveis, através
de legendas e/ou sĂmbolos prĂ©-reconhecidos e legalmente
instituĂdos.
67
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
A sinalização vertical Ă© classiîcada de acordo com sua função,
compreendendo os seguintes tipos:
Sinalização de Regulamentação;
Sinalização de AdvertĂȘncia;
Sinalização de Indicação.
1.1 Sinalização de regulamentação
Tem por înalidade informar aos usuĂĄrios as condiçÔes, proibi-
çÔes, obrigaçÔes ou restriçÔes no uso das vias. Suas mensagens
são imperativas e o desrespeito a elas constitui infração.
1.1.1 Formas e Cores
A forma padrão do sinal de regulamentação é a circular, e as
cores sĂŁo vermelha, preta e branca.
CaracterĂsticas dos Sinais de Regulamentação:
FORMA COR
fundo branca
sĂmbolo preta
tarja vermelha
orla vermelha
letras preta
Constituem exceção, quanto à forma, os sinais
R-1 â Parada ObrigatĂłria e R-2 â DĂȘ a PreferĂȘncia, com as
caracterĂsticas:
SINAL COR
FORMA CĂDIGO
R-1
fundo vermelha
orla interna branca
orla externa vermelha
letras branca
R-2
fundo branca
orla vermelha
1.1.2 DimensĂ”es mĂnimas
Devem ser observadas as dimensĂ”es mĂnimas dos sinais,
conforme o ambiente em que sĂŁo implantados, considerando-se
que o aumento no tamanho dos sinais implica em aumento nas
dimensĂ”es de orlas, tarjas e sĂmbolos.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
68
a) Sinais de forma circular
Via
DiĂąmetro
mĂnimo (m)
Tarja mĂnima
(m)
Orla mĂnima
(m)
Urbana 0,40 0,040 0,040
Rural (estrada) 0,50 0,050 0,050
Rural (rodovia) 0,75 0,075 0,070
Ăreas protegidas por
legislação especial *
0,30 0,030 0,060
(*) relativa a patrimĂŽnio histĂłrico, artĂstico, cultural, arquitetĂŽnico, arqueolĂłgico e natural
b) Sinal de forma octogonal â R-1
Via
Lado mĂnimo
(m)
Orla iterma
branca mĂnima
(m)
Orla externa
vermelha
mĂnima (m)
Urbana 0,25 0,020 0,010
Rural (estrada) 0,35 0,028 0,014
Rural (rodovia) 0,40 0,032 0,016
Ăreas protegidas por
legislação especial *
0,18 0,015 0,008
(*) relativa a patrimĂŽnio histĂłrico, artĂstico, cultural, arquitetĂŽnico, arqueolĂłgico e natural
c) Sinal de forma triangular â R-2
Via
Lado mĂnimo (m) Orla mĂnima (m)
Urbana 0,75 0,10
Rural (estrada) 0,75 0,10
Rural (rodovia) 0,90 0,15
Ăreas protegidas por legislação especial *
0,40 0,06
(*) relativa a patrimĂŽnio histĂłrico, artĂstico, cultural, arquitetĂŽnico, arqueolĂłgico e natural
As informaçÔes complementares, cujas caracterĂsticas sĂŁo
descritas no item 1.1.5, possuem a forma retangular.
1.1.3 DimensÔes Recomendadas
a) Sinais de forma circular
Via DiĂąmetro (m) Tarja (m) Orla (m)
Urbana (trĂąnsito rĂĄpido) 0,75 0,075 0,075
Urbana (demais vias) 0,50 0,050 0,050
Rural (estrada) 0,75 0,075 0,075
Rural (rodovia) 1,00 0,100 0,100
b) Sinal de forma octogonal â R-1
Via
Lado mĂnimo
(m)
Orla iterma
branca mĂnima
(m)
Orla externa
vermelha mĂnima
(m)
Urbana 0,35 0,028 0,014
Rural (estrada) 0,35 0,028 0,014
Rural (rodovia) 0,50 0,040 0,020
c) Sinal de forma triangular â R-2
Via Lado (m) Tarja (m)
Urbana 0,90 0,15
Rural (estrada) 0,90 0,15
Rural (rodovia) 0,90 0,20
69
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
1.1.4 Conjunto de Sinais de Regulamentação
R-1
Parada
obrigatĂłria
R-2
DĂȘ a
PreferĂȘncia
R-3
Sentido
Proibido
R-4a
Proibido Virar Ă
Esquerda
R-4b
Proibido Virar Ă
Direita
R-5a
Proibido
Retornar Ă
Esquerda
R-5b
Proibido
Retornar Ă
Direita
R-6a
Proibido
Estacionar
R-6b
Estaciona-
mento
Regulamentado
R-6c
Proibido
Parar e
Estacionar
R-7
Proibido
Ultrapassar
R-8a
Proibido mudar
de faixa ou
pista
de trĂąnsito da
esquerda
para a direita
R-8b
Proibido
mudar de
faixa ou
pista de
trĂąnsito da
direita
para a
esquerda
R-9
Proibido
trĂąnsito
de caminhÔes
R-10
Proibido
trĂąnsito
de veĂculos
automotores
R-11
Proibido
trĂąnsito
de veĂculos de
tração animal
R-12
Proibido
trĂąnsito
de bicicletas
R-13
Proibido
trĂąnsito
de tratores e
mĂĄquinas de
obras
R-14
Peso Bruto
Total
mĂĄximo
permitido
R-15
Altura mĂĄxima
permitida
R-16
Largura
mĂĄxima
permitida
R-17
Peso mĂĄximo
permitido
por eixo
R-18
Comprimento
mĂĄximo
permitido
R-19
Velocidade
mĂĄxima
permitida
R-20
Proibido
acionar
buzina ou sinal
sonoro
R-21
AlfĂąndega
R-22
Uso obrigatĂłrio
de correntes
R-23
Conserve-se
Ă direita
R-24a
Sentido de
circulação da
via/pista
R-24b
Passagem
obrigatĂłria
R-25a
Vire Ă
esquerda
R-25b
Vire
Ă direita
R-25c
Siga em frente
ou Ă esquerda
R-25d
Siga em frente
ou Ă direita
R-26
Siga
em frente
R-27
CaminhÔes,
ĂŽnibus e
veĂculos
de grande porte
mantenham-
se Ă
direita
R-28
Duplo
sentido
de circulação
R-29
Proibido
trĂąnsito de
pedestres
R-30
Pedestre,
ande pela
esquerda
R-31
Pedestre,
ande pela
direita
R-32
Circulação
exclusiva de
ĂŽnibus
R-33
Sentido de
circulação na
rotatĂłria
R-34
Circulação
exclusiva de
bicibletas
R-35a
Ciclista, transite
Ă esquerda
R-35b
Ciclista, transite
Ă direita
R-36a
Ciclistas Ă
esquerda,
pedestres Ă
direita
R-36b
Ciclistas Ă
direita,
pedestres Ă
esquerda
R-37
Proibido
trĂąnsito
de
motocicletas,
motonetas e
ciclomotores
R-38
Proibido
trĂąnsito
de ĂŽnibus
R-39
Circulação
exclusiva
de caminhĂŁo
R-40
TrĂąnsito
proibido
a carros de
mĂŁo
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
70
1.1.5. InformaçÔes Complementares
Sendo necessårio acrescentar informaçÔes para complementar
os sinais de regulamentação, como perĂodo de validade,
caracterĂsticas e uso do veĂculo, condiçÔes de estacionamento,
além de outras, deve ser utilizada uma placa adicional ou
incorporada Ă placa principal, formando um sĂł conjunto, na forma
retangular, com as mesmas cores do sinal de regulamentação.
CaracterĂsticas das InformaçÔes Complementares
Cores
Fundo Branca
Orla interna (opcional) Vermelha
Orla externa Branca
Tarja Vermelha
Legenda Preta
Não se admite acrescentar informação complementar para
os sinais R-1 - Parada ObrigatĂłria e R-2 - DĂȘ a PreferĂȘncia.
Nos casos em que houver sĂmbolos, estes devem ter a forma e
cores deînidas em legislação especĂîca.
Exemplos:
71
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
1.2 Sinalização de advertĂȘncia
Tem por înalidade alertar os usuĂĄrios da via para condiçÔes
potencialmente perigosas, indicando sua natureza.
1.2.1 Formas e Cores
A forma padrĂŁo dos sinais de advertĂȘncia Ă© quadrada, devendo
uma das diagonais îcar na posição vertical. Ă sinalização de
advertĂȘncia estĂŁo associadas as cores amarela e preta.
CaracterĂsticas dos Sinais de AdvertĂȘncia:
FORMA COR
fundo amarela
sĂmbolo preta
orla interna preta
orla externa amarela
legenda preta
Constituem exceçÔes:
quanto Ă cor:
âą o sinal A-24 â Obras, que possui fundo e orla externa na
cor laranja;
âą o sinal A-14 â SemĂĄforo Ă Frente, que possui sĂmbolo nas
cores preta, vermelha, amarela e verde;
⹠todos os sinais que, quando utilizados na sinalização de
obras, possuem fundo na cor laranja.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
72
quanto Ă forma, os sinais:
âą A-26a: Sentido Ănico
âą A-26b: Sentido Duplo
⹠A-41: Cruz de Santo André.
SINAL COR
FORMA CĂDIGO
A-26a
A-26b
fundo amarela
orla interna preta
orla externa amarela
seta preta
A-41
fundo amarela
orla interna preta
orla externa amarela
A Sinalização Especial de AdvertĂȘncia e as InformaçÔes Com-
plementares, cujas caracterĂsticas sĂŁo descritas nos itens 1.2.4
e 1.2.5, possuem a forma retangular.
1.2.2 DimensĂ”es MĂnimas
Devem ser observadas as dimensĂ”es mĂnimas dos sinais,
conforme a via em que sĂŁo implantados, considerando-se que
o aumento no tamanho dos sinais implica em aumento nas
dimensĂ”es de orlas e sĂmbolos.
a) Sinais de forma quadrada
Via
Lado
mĂnimo (m)
Orla externa
mĂnima (m)
Orla interna
mĂnima (m)
Urbana 0,45 0,010 0,020
Rural (estrada) 0,50 0,010 0,020
Rural (rodovia) 0,60 0,010 0,020
Ăreas protegidas por
legislação especial *
0,30 0,006 0,012
(*) relativa a patrimĂŽnio histĂłrico, artĂstico, cultural, arquitetĂŽnico, arqueolĂłgico
e natural
Obs.: Nos casos de placas de advertĂȘncia desenhadas numa placa adicional, o
lado mĂnimo pode ser de 0,300 m.
73
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
a) Sinais de forma retangular
Via
Lado
maior
mĂnimo
(m)
Lado
menor
mĂnimo
(m)
Orla
externa
mĂnima
(m)
Orla
interna
mĂnima
(m)
Urbana 0,50 0,25 0,010 0,020
Rural (estrada) 0,80 0,40 0,010 0,020
Rural (rodovia) 1,00 0,50 0,010 0,020
Ăreas protegidas por
legislação especial *
0,40 0,20 0,006 0,012
(*) relativa a patrimĂŽnio histĂłrico, artĂstico, cultural, arquitetĂŽnico, arqueolĂłgico
e natural
c) Cruz de Santo André
Parùmetro Variação
Relação de dimensÔes de largura e
comprimento dos braços
de 1:6 a 1:10
Ăngulos menores formados entre os
dois braços
entre 45Âș e 55Âș
1.2.3 Conjunto de Sinais de AdvertĂȘncia
A-1a
Curva
acentuada
Ă esquerda
A-1b
Curva
acentuada
Ă direita
A-2a
Curva
Ă esquerda
A-2b
Curva
Ă direita
A-3a
Pista sinuosa
Ă esquerda
A-3b
Pista sinuosa
Ă direita
A-4a
Curva
acentuada
em âSâ
Ă esquerda
A-4b
Curva
acentuada
em âSâ Ă direita
A-5a
Curva em âSâ
Ă esquerda
A-5b
Curva em âSâ
Ă direita
A-6
Cruzamento
de vias
A-7a
Via lateral
Ă esquerda
A-7b
Via lateral
Ă direita
A-8
Interseção
em âTâ
A-9
Bifurcação
em âYâ
A-10a
Entroncamento
oblĂquo Ă
esquerda
A-10b
Entroncamento
oblĂquo
Ă direita
A-11a
JunçÔes
sucessivas
contrĂĄrias
primeira Ă
esquerda
A-11b
JunçÔes
sucessivas
contrĂĄrias
primeira Ă direita
A-12
Interseção
em cĂrculo
A-13a
ConîuĂȘncia
Ă esquerda
A-13b
ConîuĂȘncia
Ă direita
A-14
SemĂĄforo
Ă frente
A-15
Parada
obrigatĂłria
Ă frente
A-16
Bonde
A-17
Pista
irregular
A-18
SaliĂȘncia
ou lombada
A-19
DepressĂŁo
A-20a
Declive
acentuado
A-20b
Aclive
acentuado
A-21a
Estreitamento
de
pista ao centro
A-21b
Estreitamento
de
pista Ă esquerda
A-21c
Estreitamento
de
pista Ă direita
A-21d
Alargamento de
pista Ă esquerda
A-21e
Alargamento de
pista Ă direita
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
74
A-22
Ponte
estreita
A-23
Ponte
mĂłvel
A-24
Obras
A-25
MĂŁo dupla
adiante
A-26a
Sentido
Ășnico
A-26a
Sentido
duplo
A-27
Ărea com
desmoronamento
A-28
Pista
escorregadia
A-29
Projeção de
cascalho
A-30a
TrĂąnsito de
ciclistas
A-30b
Passagem
sinalizada
de ciclistas
A-30c
TrĂąnsito
compartilhado
por ciclistas e
pedestres
A-31
TrĂąnsito de
tratores
ou maquinĂĄrio
agrĂcola
A-32a
TrĂąnsito de
pedestres
A-32b
Passagem
sinalizada
de pedestres
A-33a
Ărea
escolar
A-33b
Passagem
sinalizada
de escolares
A-34
Crianças
A-35
Animais
A-36
Animais
selvagens
A-37
Altura
limitada
A-38
Largura
limitada
A-39
Passagem de
nĂvel sem
barreira
A-40
Passagem de
nĂvel com
barreira
A-41
Cruz de
Santo André
A-42a
InĂcio de
pista dupla
A-42b
Fim de
pista dupla
A-42c
Pista
dividida
A-43
Aeroporto
A-44
Vento lateral
A-45
Rua sem saĂda
A-46
Peso bruto total
limitado
A-47
Peso limitado
por eixo
A-48
Comprimento
limitado
1.2.4 Sinalização especial de advertĂȘncia
Estes sinais são empregados nas situaçÔes em que não é
possĂvel a utilização dos sinais apresentados no item 1.2.3.
O formato adotado é retangular, de tamanho variåvel em função
das informaçÔes nelas contidas, e suas cores são amarela e
preta.
CaracterĂsticas da Sinalização Especial de AdvertĂȘncia
Cores
Fundo Amarela
SĂmbolo Preta
Orla interna Preta
Orla externa Amarela
Tarja Preta
Legenda Preta
Na sinalização de obras, o fundo e a orla externa devem ser
na cor laranja.
75
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Exemplos:
a) Sinalização especial para faixas ou pistas exclusivas de
ĂŽnibus
b) Sinalização especial para pedestres
c) Sinalização especial de advertĂȘncia somente para rodo-
vias, estradas, e vias de trĂąnsito rĂĄpido
1.2.5 InformaçÔes Complementares
Havendo necessidade de fornecer informaçÔes complementares
aos sinais de advertĂȘncia, estas devem ser inscritas em placa
adicional ou incorporada Ă placa principal formando um sĂł
conjunto, na forma retangular, admitida a exceção para a placa
adicional contendo o nĂșmero de linhas fĂ©rreas que cruzam a
pista.
As cores da placa adicional devem ser as mesmas dos sinais
de advertĂȘncia.
CaracterĂsticas das InformaçÔes Complementares
Cores
Fundo Amarela
Orla interna Preta
Orla externa Amarela
Tarja Preta
Legenda Preta
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
76
Exemplos: 1.3 Sinalização de indicação
Tem por înalidade identiîcar as vias e os locais de interesse, bem
como orientar condutores de veĂculos quanto aos percursos, os
destinos, as distùncias e os serviços auxiliares, podendo também
ter como função a educação do usuårio. Suas mensagens
possuem carĂĄter informativo ou educativo.
As placas de indicação estão divididas nos seguintes grupos:
1.3.1îPlacasîdeîidentiîcação
Posicionam o condutor ao longo do seu deslocamento, ou com
relação a distùncias ou ainda aos locais de destino.
a)îPlacasîdeîidentiîcaçãoîdeîrodoviasîeîestradasî
CaracterĂsticas das placas de identificação de rodovias e
estradas pan-americanas.
FORMA COR
DimensĂ”es mĂnimas (m)
fundo branca altura 0,45
orla interna preta chanfro inclinado 0,14
orla externa branca largura superior 0,44
legenda preta largura inferior 0,41
orla interna 0,02
orla externa 0,01
77
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
CaracterĂsticas das placas de identificação de rodovias e
estradas federais
FORMA COR
DimensĂ”es mĂnimas (m)
fundo branca largura 0,45
orla interna preta altura 0,45
orla externa branca orla interna 0,02
tarja preta orla externa 0,01
legendas preta tarja 0,02
CaracterĂsticas das placas de identificação de rodovias e
estradas estaduais
FORMA COR
DimensĂ”es mĂnimas (m)
fundo branca largura 0,51
orla interna preta altura 0,45
orla externa branca orla interna 0,02
legendas preta orla externa 0,01
b)îPlacasîdeîidentiîcaçãoîdeîmunicĂpios
CaracterĂsticas das placas de identiîcação de municĂpios
FORMA COR
DimensĂ”es mĂnimas (m)
fundo azul altura das
letras
0,20*
orla interna branca orla interna 0,02
orla externa azul orla externa 0,01
legendas branca
(*) åreas protegidas por legislação especial (patrimÎnio histórico, arquitetÎnico,
etc.) podem apresentar altura de letra inferior, desde que atenda aos critérios
de legibilidade
c)îPlacasîdeîidentiîcaçãoîdeîregiĂ”esîdeîinteresseîdeîtrĂĄfegoî
e logradouros
A parte de cima da placa deve indicar o bairro ou avenida/rua
da cidade. A parte de baixo, a regiĂŁo ou zona em que o bairro
ou avenida/rua estiver situado. Esta parte da placa Ă© opcional.
CaracterĂsticas das placas de identificação de regiĂ”es de
interesse de trĂĄfego e logradouros
FORMA COR
DimensĂ”es mĂnimas (m)
fundo azul altura das letras 0,10
orla interna branca orla interna 0,02
orla externa azul orla externa 0,01
tarja branca tarja 0,02
legendas branca
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
78
Exemplos:
d)îPlacasî deî identiîcaçãoî nominalî deîpontes,î viadutos,î
tĂșneis e passarelas
CaracterĂsticas das placas de identiîcação nominal de pontes,
viadutos, tĂșneis e passarelas
FORMA COR
DimensĂ”es mĂnimas (m)
Retangular, com lado
maior na horizontal
fundo azul altura das letras 0,10
orla interna branca orla interna 0,02
orla externa azul orla externa 0,01
tarja branca tarja 0,02
legendas branca
Exemplos:
e)îPlacasîdeîidentiîcaçãoîquilomĂ©trica
CaracterĂsticas das placas de identiîcação quilomĂ©trica
FORMA COR
DimensĂ”es mĂnimas (m)
Retangular, com lado
maior na vertical
fundo azul altura das letras 0,150
orla interna branca
altura das letras
(ponto cardeal)
0,125
orla externa azul
altura do algarismo
0,150
tarja branca orla interna 0,020
legendas branca orla externa 0,010
tarja* 0,010
(*) quando separar a informação adicional do ponto cardeal
Na utilização em vias urbanas as dimensÔes devem ser
determinadas em função do local e do objetivo da sinalização.
79
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
f)îPlacasîdeîidentiîcaçãoîdeîlimiteîdeîmunicĂpios,îdivisaîdeî
estados, fronteira, perĂmetro urbano
CaracterĂsticas das placas de identificação de limite de
municĂpios, divisa de estados, fronteira, perĂmetro urbano
FORMA COR
DimensĂ”es mĂnimas (m)
Retangular, com lado
maior na horizontal
fundo azul altura das letras 0,12
orla interna branca orla interna 0,02
orla externa azul orla externa 0,01
tarja branca tarja 0,02
legendas branca
Exemplos:
f) Placas de pedĂĄgio
CaracterĂsticas das placas de pedĂĄgio
FORMA COR
DimensĂ”es mĂnimas (m)
Retangular,
com lado maior na horizontal
Retangular, com lado
maior na horizontal
fundo azul altura das letras 0,20
orla interna branca orla interna 0,02
orla externa azul orla externa 0,01
tarja branca tarja 0,01
legendas branca
seta branca
Exemplos:
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
80
1.3.2 Placas de orientação de destino
Indicam ao condutor a direção que o mesmo deve seguir para
atingir determinados lugares, orientando seu percurso e/ou
distĂąncias.
a) Placas indicativas de sentido (direção)
CaracterĂsticas das placas indicativas de sentido
FORMA
Mensagens de
localidades
Mensagens de nomes
de rodovias/estradas
ou associadas aos seus
sĂmbolos
Cor
Cor
Retangular, com
lado maior na
horizontal
fundo verde fundo azul
orla interna branca orla interna branca
orla externa verde orla externa azul
tarja branca tarja branca
legendas branca legendas branca
setas branca setas branca
sĂmbolos â de acordo com a
rodovia/estrada
DimensĂ”es mĂnimas (m)
Altura das letras
VIA URBANA 0,125*
VIA RURAL 0,150*
Orla interna 0,020
Orla externa 0,010
Tarja 0,010
(*) åreas protegidas por legislação especial (patrimÎnio histórico, arquitetÎnico,
etc.) podem apresentar altura de letra inferior, desde que atenda aos critérios
de legibilidade
Exemplos:
81
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
b) Placas indicativas de distĂąncia
CaracterĂsticas das placas indicativas de distĂąncia
FORMA
Mensagens de
localidades
Mensagens de nomes
de rodovias/estradas
ou associadas aos seus
sĂmbolos
Cor
Cor
Retangular, com
lado maior na
horizontal
fundo verde fundo azul
orla interna branca orla interna branca
orla externa verde orla externa azul
tarja branca tarja branca
legendas branca legendas branca
setas branca setas branca
sĂmbolos â de acordo com a
rodovia/estrada
DimensĂ”es mĂnimas (m)
Altura das letras
VIA URBANA 0,125*
VIA RURAL 0,150*
orla interna 0,020
orla externa 0,010
Tarja 0,010
(*) åreas protegidas por legislação especial (patrimÎnio histórico, arquitetÎnico,
etc.) podem apresentar altura de letra inferior, desde que atenda aos critérios
de legibilidade
Exemplos:
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
82
c) Placas diagramadas
CaracterĂsticas das placas diagramadas
FORMA
Mensagens de
localidades
Mensagens de nomes
de rodovias/estradas
ou associadas aos seus
sĂmbolos
Cor
Cor
Retangular, com
lado maior na
vertical
fundo verde fundo azul
orla interna branca orla interna branca
orla externa verde orla externa azul
tarja branca tarja branca
legendas branca legendas branca
setas branca setas branca
sĂmbolos â de acordo com a
rodovia/estrada
DimensĂ”es mĂnimas (m)
Altura das letras
VIA URBANA 0,125*
VIA RURAL 0,150*
orla interna 0,020
orla externa 0,010
tarja 0,010
(*) åreas protegidas por legislação especial (patrimÎnio histórico, arquitetÎnico,
etc.) podem apresentar altura de letra inferior, desde que atenda aos critérios
de legibilidade
1.3.3 Placas educativas
TĂȘm a função de educar os usuĂĄrios da via quanto ao seu
comportamento adequado e seguro no trĂąnsito. Podem conter
mensagens que reforcem normas gerais de circulação e conduta.
Exemplos:
83
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
CaracterĂsticas das placas educativas
Forma
Cor
DimensĂ”es mĂnimas (m)
Retangular,
com lado
maior na
horizontal
fundo
branca
Altura
da letra
(placa para
condutores)
VIA URBANA
0,125*
orla
interna
preta
VIA RURAL 0,150*
orla
externa
branca
Altura da letra
(placa para condutores)
0,050
tarja
preta
orla interna 0,020
legendas
preta
orla externa 0,010
pictograma
preta
tarja 0,010
pictograma
0,200 x 0,200
(*) åreas protegidas por legislação especial (patrimÎnio histórico, arquitetÎnico,
etc.) podem apresentar altura de letra inferior, desde que atenda aos critérios
de legibilidade.
Exemplos:
1.3.4 Placas de Serviços Auxiliares
Indicam aos usuĂĄrios da via os locais onde os mesmos podem
dispor dos serviços indicados, orientando sua direção ou
identiîcando estes serviços.
Quando num mesmo local encontra-se mais de um tipo de
serviço, os respectivos sĂmbolos podem ser agrupados numa
Ășnica placa.
a) Placas para condutores
CaracterĂsticas das placas de serviços auxiliares para condutores
Forma
Cor
DimensĂ”es mĂnimas (m)
Placa
retangular;
quadro interno
quadrado
fundo
azul
Quadro
interno
VIA URBANA
0,20 x 0,20
quadro interno
branca
VIA RURAL 0,40 x 0,40
seta
branca
legenda
branca
pictograma
fundo
branca
îgura preta*
(*) Constitui exceção a placa indicativa de âPronto Socorroâ onde o SĂmbolo
deve ser vermelho.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
84
Exemplos de pictogramas
S-1
Ărea de
estacionamento
S-2
Serviço
telefĂŽnico
S-3
Serviço
mecĂąnico
S-4
Abastecimento
S-5
Pronto
socorro
S-6
Terminal
rodoviĂĄrio
S-7
Restaurante
S-8
Borracheiro
S-9
Hotel
S-10
Ărea de
campismo
S-11
Aeroporto
S-12
Transporte
sobre ĂĄgua
S-13
Terminal
ferroviĂĄrio
S-14
Ponto de
parada
S-15
Informação
TurĂstica
S-16
PedĂĄgio
Exemplos:
b) Placas para pedestres
CaracterĂsticas das placas de serviços auxiliares para pedestres
Forma Cor
DimensĂ”es mĂnimas (m)
Retangular,
lado maior na
horizontal
fundo azul
altura das
letras
0,05
orla interna branca
orla interna 0,02
orla externa azul
orla externa 0,01
tarja branca
tarja 0,01
setas branca
pictograma
0,20 x 0,20
legenda branca
pictograma
fundo
branca
îgura
preta
Exemplos:
Hosp. S. Kubitschek
85
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
1.3.5 Placas de atrativos turĂsticos
Indicam aos usuĂĄrios da via os locais onde os mesmos podem
dispor dos atrativos turĂsticos existentes, orientando sobre sua
direção ou identiîcando estes pontos de interesse.
Exemplos de Pictogramas:
Atrativos turĂsticos naturais
TNA-01
Praia
TNA-02
Cachoeiras e
Quedas dâĂĄgua
TNA-03
PatrimĂŽnio
Natural
TNA-04
EstĂąncia
Hidromineral
Ărea para a prĂĄtica de esportes
TAD-1
Aeroclube
TAD-2
Marina
TAD-3
Ărea para Esportes
NĂĄuticos
Ărea de recreação
TAR-01
Ărea de
Descanso
TAR-02
Barco de
Passeio
TAR-03
Parque
Atrativos histĂłricos e culturais
THC-01
Templo
THC-02
Arquitetura
HistĂłrica
THC-03
Museu
THC-04
Espaço
Cultural
Atrativos histĂłricos e culturais
TIT-01
Festas
populares
TIT-02
Teatro
TIT-03
ConvençÔes
TIT-04
Artesanato
TIT-05
ZoolĂłgico
TIT-06
PlanetĂĄrio
TIT-07
Feira TĂpica
TIT-08
Exposição
AgropecuĂĄria
TIT-09
Rodeio
TIT-10
PavilhĂŁo de
Feiras
e ExposiçÔes
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
86
a)îPlacasîdeîidentiîcaçãoîdeîatrativoîturĂstico
CaracterĂsticas das placas de identiîcação de atrativo turĂstico
FORMA COR
DimensĂ”es mĂnimas (m)
Retangular
fundo marrom
altura das letras
0,10
orla interna branca orla interna
0,02
orla externa marrom orla externa
0,01
pictograma
tarja branca pictograma
0,40 x 0,40
legendas preta
Exemplos:
b) Placas indicativas de sentido de atrativo turĂstico
CaracterĂsticas de placas indicativas de sentido
Forma Cor
fundo marrom
orla interna branca
orla externa branca
tarja branca
setas branca
pictograma
fundo branca
îgura preta
DimensĂ”es mĂnimas (m)
altura da letra
(placa para condutores)
VIA URBANA 0,125*
VIA RURAL 0,150*
altura da letra
(placa para pedestres) 0,050
orla interna 0,020
orla externa 0,010
tarja 0,010
pictograma 0,200 x 0,200
(*) åreas protegidas por legislação especial (patrimÎnio histórico, arquitetÎnico,
etc.) podem apresentar altura de letra inferior, desde que atenda aos critérios
de legibilidade.
87
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Exemplo:
c) Placas indicativas de distĂąncia de atrativos turĂsticos
CaracterĂsticas
Forma Cor
Retangular
fundo marrom
orla interna branca
orla externa marrom
tarja branca
setas branca
pictograma
fundo branca
îgura preta
DimensĂ”es mĂnimas (m)
altura da letra
(placa para condutores)
VIA URBANA 0,125*
VIA RURAL 0,150*
altura da letra
(placa para pedestres) 0,050
orla interna 0,020
orla externa 0,010
pictograma 0,200 x 0,200
(*) åreas protegidas por legislação especial (patrimÎnio histórico, arquitetÎnico,
etc.) podem apresentar altura de letra inferior, desde que atenda aos critérios
de legibilidade
Exemplos:
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
88
2. Sinalização horizontal
à um subsistema da sinalização viåria que se utiliza de linhas,
marcaçÔes, sĂmbolos e legendas, pintados ou apostos sobre o
pavimento das vias.
Tem como função organizar o îuxo de veĂculos e pedestres;
controlar e orientar os deslocamentos em situaçÔes com
problemas de geometria, topograîa ou frente a obstĂĄculos;
complementar os sinais verticais de regulamentação, advertĂȘn-
cia ou indicação. Em casos especĂficos, tem poder de
regulamentação.
2.1 CaracterĂsticas
A sinalização horizontal mantém alguns padrÔes cuja mescla e
a forma de coloração na via deînem os diversos tipos de sinais.
2.1.1 Padrão de traçado
Seu padrão de traçado pode ser:
ContĂnuo: sĂŁo linhas sem interrupção pelo trecho da via
onde estĂŁo demarcando; podem estar longitudinalmente ou
transversalmente apostas Ă via.
Tracejado ou seccionado: sĂŁo linhas interrompidas, com
espaçamentos respectivamente de extensão igual ou maior
que o traço.
SĂmbolos e legendas: sĂŁo informaçÔes escritas ou dese-
nhadas no pavimento, indicando uma situação ou comple-
mentando sinalização vertical existente.
2.1.2 Cores
A sinalização horizontal se apresenta em cinco cores:
Amarela: utilizada na regulação de fluxos de sentidos
opostos; na delimitação de espaços proibidos para estacio-
namento e/ou parada e na marcação de obståculos.
Vermelha: utilizada para proporcionar contraste, quando
necessĂĄrio, entre a marca viĂĄria e o pavimento das ciclo-
faixas e/ou ciclovias, na parte interna destas, associada
Ă linha de bordo branca ou de linha de divisĂŁo de îuxo de
mesmo sentido e nos sĂmbolos de hospitais e farmĂĄcias
(cruz).
Branca: utilizada na regulação de îuxos de mesmo sentido;
na delimitação de trechos de vias, destinados ao estaciona-
mento regulamentado de veĂculos em condiçÔes especiais;
na marcação de faixas de travessias de pedestres, sĂmbolos
e legendas.
Azul: utilizada nas pinturas de sĂmbolos de pessoas porta-
doras de deîciĂȘncia fĂsica, em ĂĄreas especiais de estacio-
namento ou de parada para embarque e desembarque.
Preta: utilizada para proporcionar contraste entre o pavi-
mento e a pintura.
89
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Para identiîcação da cor, neste documento, Ă© adotada a seguinte
convenção:
Cor amarela
Cor branca
Sentido de circulação
2.2îClassiîcação
A sinalização horizontal Ă© classiîcada em:
marcas longitudinais;
marcas transversais;
marcas de canalização;
marcas de delimitação e controle de estacionamento e/ou
parada;
inscriçÔes no pavimento.
2.2.1 Marcas longitudinais
Separam e ordenam as correntes de trĂĄfego, deînindo a parte
da pista destinada normalmente Ă circulação de veĂculos, a sua
divisĂŁo em faixas, a separação de îuxos opostos, faixas de uso
exclusivo de um tipo de veĂculo, reversĂveis, alĂ©m de estabelecer
as regras de ultrapassagem e transposição.
De acordo com a sua função, as marcas longitudinais são
subdivididas nos seguintes tipos:
a)îLinhasîdeîdivisĂŁoîdeîîuxosîopostos
Separam os movimentos veiculares de sentidos contrĂĄrios e
regulamentam a ultrapassagem e os deslocamentos laterais,
exceto para acesso a imĂłvel lindeiro.
Simples ContĂnua
Simples Seccionada
Dupla ContĂnua
Dupla ContĂnua/Seccionada
Dupla Seccionada
Largura das linhas: mĂnima 0,10 m
mĂĄxima 0,15 m
DistĂąncia entre
as linhas:
mĂnima 0,10 m
mĂĄxima 0,15 m
Relação entre Ae B: mĂnima 1:2
mĂĄxima 1:3
Cor: amarela
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
90
Exemplos de aplicação:
b)îLinhasîdeîdivisĂŁoîdeîîuxoîdeîmesmoîsentido
Separam os movimentos veiculares de mesmo sentido e
regulamentam a ultrapassagem e a transposição.
c) Linhas de bordo
Delimita a parte da pista destinada ao deslocamento de veĂculos.
Exemplos de aplicação:
Ultrapassagem permitida
para os dois sentidos
Ultrapassagem permitida
somente no sentido B
Ultrapassagem proibida
para os dois sentidos
Ultrapassagem proibida
para os dois sentidos
CONTĂNUA
SECCIONADA
Largura da linha: mĂnima 0,10 m
mĂĄxima 0,20 m
Demarcação de faixa exclusiva
no ïŹuxo Largura da linha:
mĂnima 0,20 m
mĂĄxima 0,30 m
Relação entre Ae B: mĂnima 1:2
mĂĄxima 1:3
Cor: branca
âą Proibida a
ultrapassagem e a
transposição de faixa
entre A-B-C
âąPermitida a
ultrapassagem e a
transposição de faixa
entre D-E-F
CONTĂNUA
Largura da linha: mĂnima 0,10 m
mĂĄxima 0,30 m
Cor: branca
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
91
Exemplos de aplicação: Exemplos de aplicação:
d) Linha de continuidade
Proporciona continuidade a outras marcaçÔes longitudinais,
quando hĂĄ quebra no seu alinhamento visual.
âą Pista dupla
âą Pista Ășnica com duplo
sentido de circulação
2.2.2 Marcas transversais
Ordenam os deslocamentos frontais dos veĂculos e os
harmonizam com os deslocamentos de outros veĂculos e
dos pedestres, assim como informam os condutores sobre a
necessidade de reduzir a velocidade e indicam travessia de
pedestres e posiçÔes de parada.
TRACEJADA
AMARELA
TRACEJADA
BRANCA
Largura
da linha:
a mesma da
linha Ă qual dĂĄ
continuidade
Relação entre
Ae B: 1:1
Cor: branca, quando dĂĄ continuidade a
linhas brancas; amarela, quando
dĂĄ continuidade a linhas amarelas.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
92
Em casos especĂîcos tĂȘm poder de regulamentação.
De acordo com a sua função, as marcas transversais são
subdivididas nos seguintes tipos:
a) Linha de retenção
Indica ao condutor o local limite em que deve parar o veĂculo.
b) Linhas de estĂmulo de redução de velocidade
Conjunto de linhas paralelas que, pelo efeito visual, induzem o
condutor a reduzir a velocidade do veĂculo.
Exemplos de aplicação:
Exemplos de aplicação:
Largura da linha: mĂnima 0,30 m
mĂĄxima 0,60 m
Cor: branca
Largura da linha: mĂnima 0,20 m
mĂĄxima 0,40 m
Cor: branca
93
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Tipo ZEBRADA
Tipo PARALELA
Largura da linha A: mĂnima 0,30 m
mĂĄxima 0,40 m
DistĂąncia entre as linhas B: mĂnima 0,30 m
mĂĄxima 0,80 m
Largura da faixa C:
em função do volume de pedestres e da visibilidade
mĂnima 3,00 m
recomendada 4,00 m
Largura da linha D: mĂnima 0,40 m
mĂĄxima 0,60 m
Largura da faixa E: mĂnima 3,00 m
recomendada 4,00 m
Cor: branca
c) Linha de âDĂȘ a preferĂȘnciaâ
Indica ao condutor o local limite em que deve parar o veĂculo,
quando necessĂĄrio, em locais sinalizados com a placa R-2.
d) Faixas de travessia de pedestre
Regulamentam o local de travessia de pedestres.
Exemplos de aplicação:
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
94
Cruzamento em
Ăąngulo reto
Cruzamento
oblĂquo
Lado do quadrado ou losango: mĂnima 0,40 m
mĂĄxima 0,60 m
Relação: A= B = C Cor: branca
Exemplo de aplicação:
Exemplos de aplicação:
e) Marcação de cruzamentos rodocicloviårios
Regulamenta o local de travessia de ciclistas.
95
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Largura da linha de borda externa -A: mĂnima 0,15 m Cor:
branca
Largura da linha de borda externa - B: mĂnima 0,11 m
Espaçamento entre os eixos das linhas internas - C:
mĂnima 1,00 m
f)îMarcaçãoîdeîĂreaîdeîConîito
Assinala aos condutores a ĂĄrea da pista em que nĂŁo devem parar
e estacionar os veĂculos, prejudicando a circulação.
g) Marcação de Ărea de Cruzamento com Faixa Exclusiva
Indica ao condutor a existĂȘncia de faixa(s) exclusiva(s).
Exemplos de aplicação:
BRANCO : ïŹuxo
AMARELO: contraïŹuxo
Lado do quadrado: mĂnima 1,0 m Cor: AMARELA - para faixas exc
lusivas no contraïŹuxo
BRANCA - para faixas exclusivas no ïŹuxo
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
96
Separação de ïŹuxo de
trĂĄfego de sentidos opostos
Separação de ïŹuxo de
trĂĄfego do mesmo sentido
2.2.3 Marcas de canalização
Orientam os îuxos de trĂĄfego em uma via, direcionando a
circulação de veĂculos.
Regulamentam as ĂĄreas de pavimento nĂŁo utilizĂĄveis.
Devem ser na cor branca quando direcionam îuxos de mesmo
sentido e na proteção de estacionamento e na cor amarela
quando direcionam îuxos de sentidos opostos.
Exemplo de aplicação:
97
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Ordenação de
trevos com alças e
faixas de aceleração/
desaceleração
Ordenação de
movimento em
retornos com faixa
Ilhas de canalização e
refĂșgio pa a pedestresr
Cantero central
formado com marcas
conversĂŁo Ă esquerda
adicional para o
movimento
de canalização e
movimentos em
DimensÔes Circulação
Ăres de proteção
de estacionamento
Largura da linha lateral A mĂnima 0,10 m mĂnima 0,10 m
Largura da linha lateral B mĂnima 0,30 m mĂnima 0,10 m
mĂĄxima 0,50 m mĂĄxima 0,40 m
Largura da linha lateral C mĂnima 1,10 m mĂnima 0,30 m
mĂĄxima 3,50 m mĂĄxima 0,60 m
Exemplos de aplicação:
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
98
Marca de alternĂąncia do
movimento de faixas
por sentido
Ilhas de canalização
envolvendo obstĂĄculos
na pista
sentido Ășnico
sentido duplo
Acomodação de inĂcio de
cantero central
sentido duplo
sentido Ășnico
Proteção de årea de
estacionamento
99
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Largura da linha: mĂnima 0,10 m
mĂĄxima 0,20 m
Cor: amarela
2.2.4 Marcas de delimitação e controle de estacionamento
e/ou parada
Delimitam e propiciam melhor controle das ĂĄreas onde Ă© proibido
ou regulamentado o estacionamento e a parada de veĂculos,
quando associadas à sinalização vertical de regulamentação.
Em casos especĂficos, tĂȘm poder de regulamentação. De
acordo com sua função, as marcas de delimitação e controle de
estacionamento e parada sĂŁo subdivididas nos seguintes tipos:
a) Linha de Indicação de Proibição de Estacionamento e/ou
Parada
Delimita a extensĂŁo da pista ao longo da qual se aplica a
proibição de estacionamento ou de parada e estacionamento
estabelecida pela sinalização vertical correspondente.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
100
Exemplo de aplicação:
Largura da linha: mĂnima 0,10 m
mĂĄxima 0,20 m
Cor: amarela
Marca delimitadora para
parada de ĂŽnibus em faixa
de trĂąnsito
Exemplo de aplicação:
b)îMarcaîdelimitadoraîdeîparadaîdeîveĂculosîespecĂîcos
Delimita a extensão da pista destinada à operação exclusiva de
parada. Deve sempre estar associada ao sinal de regulamen-
tação correspondente.
à opcional o uso destas sinalizaçÔes quando utilizadas junto ao
marco do ponto de parada de transporte coletivo.
101
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Marca delimitadora para
parada de ĂŽnibus em faixa
de estacionamento
Marca delimitadora para
parada de ĂŽnibus feita em
reentrùncia da calçada
Marca delimitadora para
parada de ĂŽnibus em faixa
de trùnsito com avanço
de calçada na faixa de
estacionamento
Marca delimitadora para
parada de ĂŽnibus com
supressĂŁo de parte da
marcação
Marca delimitadora para
parada de ĂŽnibus em faixa
de estacionamento
Marca delimitadora para
parada de ĂŽnibus feita em
reentrùncia da calçada
Marca delimitadora para
parada de ĂŽnibus em faixa
de trùnsito com avanço
de calçada na faixa de
estacionamento
Marca delimitadora para
parada de ĂŽnibus com
supressĂŁo de parte da
marcação
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
102
c) Marca delimitadora de estacionamento regulamentado
Delimita o trecho de pista no qual Ă© permitido o estacionamento
estabelecido pelas normas gerais de circulação e conduta ou
pelo sinal R-6b.
âąîParaleloîaoîmeio-îo:
âąîî EmîĂąngulo:
Linha simples contĂnua ou tracejada
Largura da linha: mĂnima 0,10 m
mĂĄxima 0,20 m
Relação: 1:1 Cor: branca
Linha contĂnua
DimensÔes: A=
B =
C =
D =
mĂnima 0,10 m
mĂĄxima 0,20 m
largura efetiva da vaga
comprimento da vaga
mĂnima 0,20 m
mĂĄxima 0,30 m
Cor: branca
B e C, estabelecidas em função
das dimensĂ”es dos veĂculos a
utilizar as vagas.
103
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Exemplos de aplicação:
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
104
SIGA EM
FRENTE
VIRE Ă
ESQUERDA
VIRE
Ă DIREITA
SIGA EM FRENTE
OU VIRE Ă
ESQUERDA
SIGA EM FRENTE
OU VIRE Ă
DIREITA
RETORNO Ă
ESQUERDA
RETORNO Ă
DIREITA
Comprimento da seta:
Fluxo veicular: mĂnimo 5,00 m
mĂĄximo 7,50 m
Fluxo pedestre (somente seta âSiga em Frenteâde
com parte da haste suprimida):
mĂnima 2,00 m
mĂĄxima 4,00 m
Cor: branca
Indicativo de mudança
obrigatĂłria de faixa
Indicativo de movimento em
curva (uso em situação de curva
acentuada)
Comprimento da seta:
mĂnimo 5,00 m | mĂĄximo 7,50 m
Comprimento da seta:
mĂnimo 4,50 m
Cor: branca
2.2.5 InscriçÔes no pavimento
Melhoram a percepção do condutor quanto às condiçÔes de operação da via, permitindo-lhe tomar a decisão adequada, no tempo
apropriado, para as situaçÔes que se lhe apresentarem. São subdivididas nos seguintes tipos:
a) Setas direcionais
105
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Via urbana
Rodovia
Via urbana
Rodovia
Exemplos de aplicação:
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
106
b) SĂmbolos
Indicam e alertam o condutor sobre situaçÔes especĂîcas na via.
Exemplos de aplicação:
DĂȘ a
preferĂȘncia:
Indicativo de
interseção com
a via que tem
preferĂȘncia
Cruz de
Santo André:
Indicativo de
cruzamento
rodoferroviĂĄrio
Bicicleta:
Indicativo de via,
pista ou faixa de
trĂąnsito de uso
de ciclistas
Comprimento A:
mĂnimo 3,60 m | mĂĄximo 6,00
m
Comprimento A:
6,00 m
Cor: branca
Serviços de saĂșde:
Indicativo de ĂĄrea ou local
de serviços de saĂșde
DeïŹciente fĂsico:
Indicativo de local de estacionamento
de veĂculos que transportam ou
sejam por pessoasconduzidos
portadoras de deïŹciĂȘncias fĂsicas
DiĂąmetro mĂnimo 1,20 m Lado mĂnimo 1,20 m
Cores: conforme indicadas
Cruzamento
rodoferroviĂĄrio
Cruzamento com
via preferencial
107
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
b) Legendas
Advertem acerca de condiçÔes particulares de operação da via
e complementam os sinais de regulamentação e advertĂȘncia.
Comprimento mĂnimo
Para legenda transversal ao ïŹuxo veicular: 1,60 m
Para legenda longitudinal ao ïŹuxo veicular: 0,25 m Cor: branca
Exemplos de aplicação:
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
108
Balizadores
:
unidades reïŹetivas mono ou
bidirecionais, aïŹxadas em
suporte.
Cor do elemento reïŹetivo:
BRANCA â para ordenar ïŹuxos de mesmo sentido;
AMARELA â para ordenar
ïŹuxos de sentidos opostos;
VERMELHA â em vias rurais, de pista simples,
duplo sentido de circulação, podem ser utilizadas
unidades reïŹetivas na cor vermelha, junto ao
bordo da pista ou acostamento do sentido oposto.
3. Dispositivos auxiliares
Dispositivos Auxiliares sĂŁo elementos aplicados ao pavimento da
via, junto a ela, ou nos obstĂĄculos prĂłximos, de forma a tornar
mais eîciente e segura a operação da via. SĂŁo constituĂdos
de materiais, formas e cores diversos, dotados ou nĂŁo de
reîetividade, com as funçÔes de:
⹠incrementar a percepção da sinalização, do alinhamento da
via ou de obståculos à circulação;
âą reduzir a velocidade praticada;
⹠oferecer proteção aos usuårios;
⹠alertar os condutores quanto a situaçÔes de perigo potencial
ou que requeiram maior atenção.
Os Dispositivos Auxiliares sĂŁo agrupados, de acordo com suas
funçÔes, em:
Dispositivos delimitadores;
Dispositivos de canalização;
Dispositivos de sinalização de alerta;
AlteraçÔes nas caracterĂsticas do pavimento;
Dispositivos de proteção contĂnua;
Dispositivos luminosos;
Dispositivos de proteção a åreas de pedestres e/ou ciclistas;
Dispositivos de uso temporĂĄrio.
3.1 Dispositivos delimitadores
São elementos utilizados para melhorar a percepção do condutor
quanto aos limites do espaço destinado ao rolamento e a sua
separação em faixas de circulação. São apostos em série no
pavimento ou em suportes, reforçando marcas viårias, ou ao
longo das ĂĄreas adjacentes a elas.
Podem ser mono ou bidirecionais em função de possuĂrem uma
ou duas unidades reîetivas. O tipo e a(s) cor(es) das faces
reîetivas sĂŁo deînidos em função dos sentidos de circulação
na via, considerando como referencial um dos sentidos de
circulação, ou seja, a face voltada para este sentido.
Tipos de dispositivos delimitadores:
109
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
BRANCA â para ordenar îuxos de mesmo sentido;
AMARELA â para ordenar îuxos de sentidos opostos;
VERMELHA â em vias rurais, de pista simples, duplo sentido
de circulação, podem ser utilizadas unidades reîetivas na cor
vermelha, aîxados no guarda-corpo ou mureta de obras de arte,
barreiras e defensas do sentido oposto.
Balizadores de pontes,
viadutos, tĂșneis, barreiras
e defensas:
unidades reïŹetivas aïŹxadas ao
longo do guarda-corpo e/ou
mureta de obras de arte,
de barreiras e defensas.
Cor do elemento reïŹetivo:
T
achas:
elementos contendo unidades
reïŹetivas, aplicados
diretamente no pavimento.
Cor do corpo: BRANCA ou AMARELA,
de acordo com a marca viĂĄria que complementa.
Cor do elemento reïŹetivo:
BRANC
A â para ordenar ïŹuxos de mesmo sentido;
AMARELA
â para ordenar ïŹuxos de sentidos opostos;
VERMELHA
â em rodovias, de pista simples, duplo sentido de circulação, podem ser
utilizadas unidades
reïŹetivas na cor vermelha, junto Ă linha de bordo do sentido oposto.
EspeciïŹcação mĂnima:
Norma ABNT.
TachÔes:
elementos contendo unidades
reïŹetivas, aplicados diretamente
no pavimento.
Cor do corpo: AMARELA
Cor do elemento reïŹetivo:
BRANCA â para ordenar ïŹuxos de mesmo sentido;
AMARELA â para ordenar ïŹuxos de sentidos opostos;
VERMELHA â em rodovias, de pista simples, duplo sentido de circulação, podem ser
utilizadas unidades reïŹetivas na cor vermelha, junto Ă linha de bordo do sentido oposto.
EspeciïŹcação mĂnima: Norma ABNT.
Exemplos de aplicação:
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
110
Prismas:
tĂȘm a função de substituir
a guia da calçada (meio-ïŹo)
quando nĂŁo for possĂvel
sua construção imediata.
Cor: BRANCA ou AMARELA,
de acordo com a marca viĂĄria que complementa.
Segregadores:
tĂȘm a função de segregar
pistas para uso exclusivo
de determinado tipo de
veĂculo ou pedestres.
Cor: BRANCA ou AMARELA,
de acordo com a marca viĂĄria que complementa.
Cilindros
delimitadores
Cor do corpo: PRETA
Cor do material reïŹetivo: AMARELA
Exemplos de aplicação:
3.2 Dispositivos de canalização
Os dispositivos de canalização são apostos em série sobre a
superfĂcie pavimentada.
Tipos de Dispositivos de Canalização:
3.3 Dispositivos de sinalização de alerta
SĂŁo elementos que tĂȘm a função de melhorar a percepção do
condutor quanto aos obståculos e situaçÔes geradoras de perigo
potencial à sua circulação, que estejam na via ou adjacentes
à mesma, ou quanto a mudanças bruscas no alinhamento
horizontal da via.
Possuem as cores amarela e preta quando sinalizam situaçÔes
permanentes e adquirem cores laranja e branca quando
sinalizam situaçÔes temporårias, como obras.
111
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Tipos de Dispositivos de Sinalização de Alerta:
Marcadores de obstĂĄculos:
unidades reïŹetivas apostas no
prĂłprio obstĂĄculo, destinadas
a alertar o condutor quanto Ă
existĂȘncia de obstĂĄculo disposto
na via ou adjacente a ela.
Cores:
PRETAEAMARELO REFLETIVO ObstĂĄculos com
passagem sĂł
pela direita
ObstĂĄculos com
passagem por
ambos os lados
ObstĂĄculos com
passagem sĂł
pela esquerda
Utilizado na
parte superior
do obstĂĄculo
Marcadores de perigo:
unidades reïŹetivas ïŹxadas em suporte
destinadas a alertar o condutor do veĂculo
quanto situação potencial de perigo.Ă
Marcador de perigo
indicando que a
passa em deverĂĄ serg
feita pela direita
Marcador de perigo
indicando que a
passagem poderĂĄ ser
feita tanto pela direita
como pela esquerda
Marcador de perigo
indicando que a
passa em deverĂĄ serg
feita pela esquerda
Cores: PRETAEAMARELO REFLETIVO
Relação dos lados: 1:3
Marcador de perigo indicando que a passagem poderĂĄ ser feita tanto
pela direita como pela esquerda
Marcadores de alinhamento:
unidades reïŹetivas ïŹxadas em suporte
destinadas alertar o condutor do veĂculoĂ
quanto a situação potencial de perigo.
Cores: PRETA FOSCAEAMARELO REFLETIVO Marcador de perigo indicando que a passagem poderĂĄ ser feita tanto
pela direita como pela esquerda
Exemplos de aplicação:
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
112
3.4 AlteraçÔes nas caracterĂsticas do pavimento
São recursos que alteram as condiçÔes normais da pista
de rolamento, quer pela sua elevação com a utilização de
dispositivos fĂsicos colocados sobre a mesma, quer pela
mudança nĂtida de caracterĂsticas do prĂłprio pavimento. SĂŁo
utilizados para:
estimular a redução da velocidade;
aumentar a aderĂȘncia ou atrito do pavimento;
alterar a percepção do usuårio quanto a alteraçÔes de am-
biente e uso da via, induzindo-o a adotar comportamento
cauteloso;
incrementar a segurança e/ou criar facilidades para a circu-
lação de pedestres e/ou ciclistas.
3.5 Dispositivos de proteção contĂnua
SĂŁo elementos colocados de forma contĂnua e permanente ao
longo da via, confeccionados em material îexĂvel, maleĂĄvel ou
rĂgido, que tĂȘm como objetivo:
evitar que veĂculos e/ou pedestres transponham determinado
local;
evitar ou diîcultar a interferĂȘncia de um îuxo de veĂculos
sobre o îuxo oposto.
Gradis de
canalização e retenção:
devem ter altura mĂĄxima
de 1,20 m e permitir
intervisibilidade entre
veĂculos e pedestres.
Gradil maleĂĄvel Gradil rĂgido
Dispositivos de
contenção e bloqueio:
Grade de contenção
Defensas metĂĄlicas
EspeciïŹcação mĂnima: Norma ABNT Tipo simples Tipo dupla
Barreiras de concreto
EspeciïŹcação mĂnima: Norma ABNT Simples Dupla
Tiposîdeîdispositivosîparaîîuxoîveicular:
Tiposîdeîdispositivosîparaîîuxoîdeîpedestresîeîciclistas:
113
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Dispositivos
antiofuscamento
P
ainéis
eletrĂŽnicos
P
ainéis com
setas luminosas
3.6 Dispositivos luminosos
SĂŁo dispositivos que se utilizam de recursos luminosos para
proporcionar melhores condiçÔes de visualização da sinalização,
ou que, conjugados a elementos eletrĂŽnicos, permitem a
variação da sinalização ou de mensagens, como por exemplo:
advertĂȘncia de situação inesperada Ă frente;
mensagens educativas visando o comportamento adequado
dos usuĂĄrios da via;
orientação em praças de pedĂĄgio e pĂĄtios pĂșblicos de esta-
cionamento;
informação sobre condiçÔes operacionais das vias;
orientação do trùnsito para a utilização de vias alternativas;
regulamentação de uso da via.
Tipos de dispositivos luminosos:
3.7 Dispositivos de uso temporĂĄrio
SĂŁo elementos îxos ou mĂłveis diversos, utilizados em situaçÔes
especiais e temporårias, como operaçÔes de trùnsito, obras e
situaçÔes de emergĂȘncia ou perigo, com o objetivo de alertar
os condutores, bloquear e/ou canalizar o trĂąnsito, proteger
pedestres, trabalhadores, equipamentos, etc.
Aos dispositivos de uso temporĂĄrio estĂŁo associadas as cores
laranja e branca.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
114
Tipos de dispositivos de uso temporĂĄrio:
Cones Cilindro
Balizador mĂłvel Tambores
EspeciïŹcação mĂnima: Norma ABNT Cores: LARANJA e faixas reïŹetivas BRANCAS
Fita zebrada
Cavaletes
Articulados
DesmontĂĄveis
Barreiras
Fixas
115
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
MĂłveis
Cancelas
PlĂĄsticas
Tapumes
Gradis
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
116
4. Sinalização semafórica
A sinalização semafórica é um subsistema da sinalização viåria
que se compÔe de indicaçÔes luminosas acionadas alternada
ou intermitentemente através de sistema elétrico/eletrÎnico, cuja
função é controlar os deslocamentos.
Existem dois (2) grupos:
⹠a sinalização semafórica de regulamentação;
âą a sinalização semafĂłrica de advertĂȘncia.
Formas e dimensÔes
SemĂĄforo destinado a Forma
do foco
DimensĂŁo da
lente
Movimento veicular Circular
DiĂąmetro: 200 mm
ou 300 mm
Movimento de
pedestres e ciclistas
Quadrada
Lado mĂnimo:
200 mm
4.1 Sinalização semafórica de regulamentação
A sinalização semafórica de regulamentação tem a função de
efetuar o controle do trùnsito num cruzamento ou seção de
via, através de indicaçÔes luminosas, alternando o direito de
passagem dos vĂĄrios îuxos de veĂculos e/ou pedestres.
Elementos luminosos complementares
Bandeiras
Cores: LARANJA ou VERMELHA
Faixas
117
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
4.1.1. CaracterĂsticas
CompÔe-se de indicaçÔes luminosas de cores preestabelecidas,
agrupadas num Ășnico conjunto, dispostas verticalmente ao lado
da via ou suspensas sobre ela, podendo neste caso ser îxadas
horizontalmente.
4.1.2. Cores das IndicaçÔes Luminosas
As cores utilizadas sĂŁo:
a)îParaîcontroleîdeîîuxoîdeîpedestres
Vermelha: indica que os pedestres nĂŁo podem atravessar.
Vermelha Intermitente: assinala que a fase durante a qual
os pedestres podem atravessar estĂĄ a ponto de terminar.
Isto indica que os pedestres não podem começar a cruzar
a via e os que tenham iniciado a travessia na fase verde se
desloquem o mais breve possĂvel para o local seguro mais
prĂłximo.
Verde: assinala que os pedestres podem atravessar.
b)îParaîcontroleîdeîîuxoîdeîveĂculos
Vermelha: indica obrigatoriedade de parar.
Amarela: indica âatençãoâ, devendo o condutor parar o
veĂculo, salvo se isto resultar em situação de perigo.
Verde: indica permissĂŁo de prosseguir na marcha, podendo o
condutor efetuar as operaçÔes indicadas pelo sinal luminoso,
respeitadas as normas gerais de circulação e conduta.
4.1.3. Tipos
a) Para veĂculos
Compostos de trĂȘs
indicaçÔes luminosas,
dispostas na sequĂȘncia
preestabelecida ao lado:
O acendimento das indicaçÔes luminosas deve ser na sequĂȘncia
verde, amarelo, vermelho, retornando ao verde.
Para efeito de segurança recomenda-se o uso de, no mĂnimo,
dois conjuntos de grupos focais por aproximação, ou a utilização
de um conjunto de grupo focal composto de dois focos
vermelhos, um amarelo e um verde.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
118
4.1 Sinalização semafĂłrica de advertĂȘncia
A sinalização semafĂłrica de advertĂȘncia tem a função de advertir
da existĂȘncia de obstĂĄculo ou situação perigosa, devendo o
condutor reduzir a velocidade e adotar as medidas de precaução
compatĂveis com a segurança para seguir adiante.
Compostos de duas
indicaçÔes luminosas,
dispostas na sequĂȘncia
preestabelecida abaixo.
Para uso exclusivo em
controles de acesso
especĂïŹco, tais como
praças de pedå
gio e balsa.
Com sĂmbolos, que
podem estar isolados ou
integrando um semĂĄforo
de trĂȘs ou duas indicaçÔes
luminosas.
Direção controlada
Controle ou faixa reversĂvel
Direção livre
b) Para pedestres
4.2.1. CaracterĂsticas
CompÔe-se de uma ou duas luzes de cor amarela, cujo
funcionamento Ă© intermitente ou piscante alternado, no caso
de duas indicaçÔes luminosas.
119
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
No caso de grupo focal de regulamentação, admite-se o uso
isolado da indicação luminosa em amarelo intermitente, em
determinados horĂĄrios e situaçÔes especĂîcas. Fica o condutor
do veĂculo obrigado a reduzir a velocidade e respeitar o disposto
no Artigo 29, inciso III, alĂnea C.
5. Sinalização de obras
A Sinalização de Obras tem como caracterĂstica a utilização
dos sinais e elementos de Sinalização Vertical, Horizontal, Se-
mafórica e de Dispositivos e Sinalização Auxiliares combinados
de forma que:
⹠os usuårios da via sejam advertidos sobre a intervenção
realizada e possam identiîcar seu carĂĄter temporĂĄrio; - sejam
preservadas as condiçÔes de segurança e îuidez do trĂąnsito
e de acessibilidade;
âą os usuĂĄrios sejam orientados sobre caminhos alternativos;
âą sejam isoladas as ĂĄreas de trabalho, de forma a evitar a
deposição e/ou lançamento de materiais sobre a via.
Na sinalização de obras, os elementos que compÔem a
sinalização vertical de regulamentação, a sinalização horizontal
e a sinalização semafĂłrica tĂȘm suas caracterĂsticas preservadas.
A sinalização vertical de advertĂȘncia e as placas de orientação
de destino adquirem caracterĂsticas prĂłprias de cor, sendo
adotadas as combinaçÔes das cores laranja e preta. Entretanto,
mantĂȘm as caracterĂsticas de forma, dimensĂ”es, sĂmbolos e
padrÔes alfanuméricos:
São exemplos de sinalização de obras:
Sinalização vertical de
ADVERTĂNCIA ou INDICAĂĂO
Cor utilizada
para sinalização de obras
Fundo Laranja
SĂmbolo Preta
Orla Preta
Tarjas Preta
Setas Preta
Letras Preta
Os dispositivos auxiliares obedecem Ă s cores estabelecidas no
capĂtulo 3 deste Anexo, mantendo as caracterĂsticas de forma,
dimensĂ”es, sĂmbolos e padrĂ”es alfanumĂ©ricos.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
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6. Gestos
a) Gestos de agentes da autoridade de trĂąnsito
As ordens emanadas por gestos de Agentes da Autoridade de
Trùnsito prevalecem sobre as regras de circulação e as normas
deînidas por outros sinais de trĂąnsito. Os gestos podem ser:
SINAL Signiîcado
Braço levantado
verticalmente, com a
palma da mĂŁo para
a frente.
Ordem de parada
obrigatĂłria para todos
os veĂculos. Quando
executada em intersecçÔes,
os veĂculos que jĂĄ se
encontrem nela nĂŁo sĂŁo
obrigados a parar.
Braços estendidos
horizontalmente, com
a palma da mĂŁo para
a frente.
Ordem de parada
obrigatĂłria para todos
os veĂculos que venham
de direçÔes que cortem
ortogonalmente a direção
indicada pelos braços
estendidos, qualquer que
seja o sentido de seu
deslocamento.
Braço levantado
verticalmente, com a
palma da mĂŁo para
a frente, do lado do
trĂąnsito a que se
destina.
Ordem de parada
obrigatĂłria para todos
os veĂculos que venham
de direçÔes que cortem
ortogonalmente a direção
indicada pelo braço
estendido, qualquer que
seja o sentido de seu
deslocamento.
SINAL Signiîcado
Braço estendido
horizontalmente,
com a palma da mĂŁo
para baixo, fazendo
movimentos verticais.
Ordem de diminuição da
velocidade.
Braço estendido
horizontalmente,
agitando uma luz
vermelha para um
determinado veĂculo.
Ordem de parada para os
veĂculos aos quais a luz Ă©
dirigida.
Braço levantado,
com movimento de
antebraço da frente
para a retaguarda e a
palma da mĂŁo voltada
para trĂĄs.
Ordem de seguir.
121
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
Dobrar Ă esquerda Dobrar Ă direita
Diminuir a marcha
ou parar
VĂĄlidos para todos os tipos de veĂculos.
b) Gestos de condutores EspeciîcaçÔesîtĂ©cnicasîdoî sinalî sonoroî daî sinalizaçãoî
semafĂłricaîparaîtravessiaîdeî pedestresî comî deîciĂȘnciaî
visual
Momento IntermitĂȘncia Duração FrequĂȘncia
Para o sinal sonoro
de localização
0,5 Hz
(1 ciclo
a cada 2 s)
60 ms
(± 2 ms)
950 Hz
(± 10 Hz)
Para o sinal sonoro
de inĂcio do tempo
de travessia (silvo
inicial do tempo de
verde do foco de
pedestre)
1 pulso Ășnico
antecedendo
o sinal sonoro
de travessia
160 ms
(± 5 ms)
2000 Hz (± 10 Hz),
decrescendo
gradativamente até
500 Hz (± 10 hz)
Para o sinal
sonoro de
travessia (tempo
de verde do foco
de pedestre)
1 Hz
(1 ciclo/s)
160 ms
(± 5 ms)
FrequĂȘncia
modulada:
2000 Hz (± 10 Hz)
+ 500 Hz (± 10 Hz)
Para o sinal sonoro
de advertĂȘncia de
encerramento de
travessia (tempo
de vermelho
intermitente do
foco de pedestre)
2 Hz
(2 ciclos/s)
160 ms
(± 5 ms)
FrequĂȘncia
modulada:
2000 Hz (± 10 Hz)
+ 500 Hz (± 10 Hz)
7. Sinais sonoros
Sinais de apito Signiîcadoî Emprego
Um silvo breve SIGA
Liberar o trùnsito em direção/sentido
indicado pelo agente
Dois silvos breves PARE Indicar parada obrigatĂłria
Um silvo longo
DIMINUIR A
MARCHA
Quando for necessĂĄrio fazer diminuir
a marcha dos veĂculos
Os sinais sonoros somente devem ser utilizados em conjunto
com os gestos dos agentes.
Manual bĂĄsico de
segurança no trùnsito
publicado pela
Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas,
Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares
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O conteĂșdo deste manual foi regulamentado pela Resolução
CONTRAN 711/2017 e desenvolvido pela AEA â Associação Brasileira
de Engenharia Automotiva, com a participação da ABRACICLO.